Indústria de PCs tem resultados mistos na medida em que os mercados maduros voltam a crescer, enquanto as vendas nos emergentes continuam a cair

Vendas de computadores estão em queda
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Vendas de computadores estão em queda

Após oito trimestres em queda, ou dois anos, as vendas mundiais de PCs tiveram um crescimento nulo no segundo trimestre de 2014.

Segundo o Gartner, no mundo todo, foram comercializadas 75,8 milhões de unidades no período, um crescimento de 0,1% em relação ao segundo trimestre de 2013. O resultado misto da indústria é explicado pelo retorno do crescimento da indústria nos mercados maduros, enquanto nos emergentes as vendas continuam a cair.

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Segundo Mikako Kitagawa, analista da consultoria, a base instalada de PCs diminui na medida em que os consumidores passam a comprar smartphones e tablets para ter acesso a conteúdos de entretenimento e redes sociais. Nos mercados emergentes, especificamente, a indústria de computadores pessoais vem sendo impactada pelos tablets de baixo custo que fascinam os consumidores. Por isso, acredita o Gartner, as vendas nessas regiões vão demorar mais a se estabilizar.

E apesar do crescimento nulo, a Lenovo ampliou sua liderança em vendas de PCs em todo o mundo, aumentando sua participação de mercado para 19,2%. Logo seguida vem a HP (17,7%) e a Dell (13,3%), que também cresceram em participação de mercado de um ano para o outro. Logo após da Acer, que caiu um pouco (7,9%), está a Asus, que teve um crescimento pequeno e agora representa 6,9% dos PCs vendidos no primeiro trimestre do ano.

Queda no Brasil também

O IDC, outra importante consultoria na área, também aponta queda nas vendas de PCs no mês de maio no Brasil. Segundo comunicado, o mercado brasileiro de PCs encerrou o mês de maio com um total de 787 mil PCs vendidos, o que representa uma queda de 30% em relação ao mesmo período de 2013, e de 10% se comparado ao mês anterior.

Segundo Pedro Hagge, analista de mercado da IDC Brasil, em maio, às vésperas da Copa do Mundo de Futebol, os varejistas concentraram suas atenções na venda de TVs. De acordo com ele, embora esse movimento já fosse esperado, a retração nas vendas de PCs foi maior já que este ano também haverá eleições para presidente da República. “Historicamente, as médias e grandes empresas ficam mais cautelosas em termos de investimentos, preferindo aguardar as estratégias e políticas do próximo governo para tomar decisões”, diz Hagge.

Para o analista de mercado da IDC, além das eleições e possibilidade de troca de governo, o ano de 2014 deve sofrer uma forte queda na venda de PCs também em função do ritmo mais lento da economia, da inflação e canibalização que vem sofrendo de outros produtos como tablets e smartphones.

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