Seleznev é acusado de fraude bancária, causar dano a um computador protegido, obter informações de um computador protegido e roubo de identidade qualificado

Reuters

Seleznev hackeou sites de venda de produtos para roubar dados de cartão de crédito de 2009 a 2011
BBC
Seleznev hackeou sites de venda de produtos para roubar dados de cartão de crédito de 2009 a 2011

Um russo acusado de hackear os sistemas de computador de varejistas norte-americanos para roubar dados de cartão de crédito teve prisão preventiva decretada até o seu julgamento, em outubro. Um juiz de Washington deferiu a decisão com medo de que ele pudesse fugir do país, de acordo com promotores.

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A prisão de Roman Seleznev, que tem 30 anos e é filho de um deputado da Câmara russa, elevou a tensão entre os dois países, que já estão vivenciando o momento de maior hostilidade desde o fim da Guerra Fria, por conta da crise na Ucrânia.

Pouco depois da prisão de Seleznev ser anunciada, no mês passado, o Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que a sua captura equivalia a um sequestro e acusou os EUA de violar um tratado bilateral.

A Rússia exigiu a soltura imediata do acusado.

Advogados de Seleznev pediram que ele fosse liberado para ficar em seu apartamento em Seattle até o julgamento, afirmou a procuradora Jenny Durkan na sexta-feira. Segundo ele, o juiz James P. Donohue negou a solicitação porque Seleznev era um viajante internacional frequente, tem acesso a contas bancárias em vários lugares do mundo e a habilidade de fabricar documentos falsos, o que tornaria a sua fuga mais fácil.

Seleznev é acusado de fraude bancária, causar dano a um computador protegido, obter informações de um computador protegido e roubo de identidade qualificado, de acordo com promotores.

Seu indiciamento diz que Seleznev hackeou sites de venda de produtos para roubar dados de cartão de crédito de 2009 a 2011.

O pai do garoto, o deputado russo Valery Seleznev, disse em comunicado no mês passado que pretende tomar todas as medidas para proteger o seu filho.

“O réu tem direito a toda a proteção oferecida pelo nosso sistema, e não receberá privilégios”, disse a procuradora.

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