Executivos e fundadores de grandes empresas de tecnologia aceitaram o Desafio do Balde de Gelo por uma boa causa

Nem todo banho de água fria é necessariamente ruim. Pelo menos é o que prova o Desafio do Balde de Gelo, projeto que vem fazendo a alegria dos fãs de tecnologia, de empresas do setor ou de seus respectivos CEOs e fundadores. Nos últimos dias, mais de dez nomes de empresas como Apple, Facebook, Google e Microsoft, além de celebridades e atletas internacionais, toparam participar do projeto e despejar água com gelo na própria cabeça.

O desafio deste ano começou com Pete Frates, advogado da ALS, associação voltada ao estudo da esclerose lateral amiotrófica (ELA, em português, ou ALS, na sigla em inglês), também conhecida como Doença de Lou Gehrig ou Doença de Charcot. Foi ele o primeiro a gravar um vídeo tomando um banho de balde com gelo ao som de "Ice, Ice Baby", do Vanilla Ice. Com a missão cumprida, cada desafiante é convidado a indicar outros três para participar do projeto, que, em 24 horas, poderão aceitar o desafio ou doar US$ 100 (cerca de R$ 220) para pesquisas sobre a doença.

Desde o início da campanha, nos primeiros dias de agosto, dezenas de executivos de tecnologia, celebridades e atletas postaram na internet vídeos cumprindo com a sua palavra. Bill Gates, fundador da Microsoft, chegou a inventar um aparato para que ele mesmo pudesse jogar o balde de água com gelo na sua cabeça.

O melhor de tudo isso é que a Associação ALS já arrecadou US$ 13,3 milhões, bem mais do que foi arrecadado no ano passado no mesmo período: US$ 1,7 milhão . Segundo informações da própria entidade, o dinheiro veio de doadores antigos e de 259 mil novos doadores, sinal de que o desafio está fazendo mais do que sucesso nas redes sociais. No sábado (16), a associação divulgou que mais de US$ 10 milhões vieram apenas via o Desafio do Balde de Gelo .

A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal, que se caracteriza pela degeneração dos neurônios motores, as células do sistema nervoso central que controlam os movimentos voluntários dos músculos. Quando eles morrem, a capacidade do cérebro de iniciar e controlar o movimento do músculo é perdida. Os pacientes nos estágios mais avançados da doença podem se tornar totalmente paralíticos e, eventualmente, morrer.

O The Verge, site de tecnologia, reuniu em uma página todos os vídeos do Desafio.


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