Aplicativos e jogos da loja do Google são atrativos para o usuário e para a fabricante

Rodando Android, as TVs da Philips ganham uma segunda loja de aplicativos e o navegador Chrome
Emily Canto Nunes/iG
Rodando Android, as TVs da Philips ganham uma segunda loja de aplicativos e o navegador Chrome

O Android TV, versão do sistema do Google criado especificamente para televisores e apresentado pela empresa em junho deste ano, ainda não tem previsão de chegar ao mercado. Mesmo assim, a Philips resolveu se antecipar e adaptar a versão 4.2 do Android para a sua linha de televisões de 2015.

Na IFA 2014 , a empresa holandesa mostra suas primeiras TVs com essa versão do Android. Ela não traz muitas das inovações vistas no Android TV, mas permite que a TV tenha acesso a aplicativos e a uma série de outros recursos importantes em um aparelho inteligente.

Segundo a fabricante, a versão 4.2 do Android tem bom desempenho em TVs e permite que os televisores tenham acesso ao ecossistema do Google como um todo: aplicativos e jogos da loja, serviços do próprio Google, como o Music, e aos seus desenvolvedores, é claro.

Segundo Luis Bianchi, gerente de novos negócios em Smart TVs para a América Latina, os números recentes coletados pela empresa confirmam esse interesse do público no conteúdo das televisões inteligentes. Se em 2011 apenas 10% das TVs inteligentes da Philips eram conectadas à internet, em 2014 já são 70% de acordo com o executivo.

FOTOS: Veja produtos de destaque na IFA 2014

Muito embora esses sejam números só da Philips, eles comprovam, na opinião de Bianchi, o crescente interesse dos brasileiros não apenas por TVs inteligentes, mas por conteúdos que possam ser acessados diretamente no aparelho. O argumento da Philips é que não existe nenhum sistema para TVs mais promissor do que o Android, que possui uma enorme comunidade de desenvolvedores, e vários aplicativos e jogos que já funcionam na tela grande. 

Atrelado a isso está o fato do Android ser o sistema operacional mais popular em smartphones. O objetivo da Philips com essas primeiras TVs é justamente conquistar quem já usa a plataforma em outros dispositivos móveis. A chegada de uma segunda loja de aplicativos e jogos, para somar com a loja própria da marca, do navegador Chrome, da busca do Google e do seu recurso de comando de voz tem como objetivo tornar a TV um aparelho ainda mais acessível.

TVs não devem sofrer polarização como os smartphones

Na opinião do executivo, as televisões inteligentes não devem sofrer a mesma polarização que os smartphones quando o assunto é sistema operacional. Hoje, o mercado de celulares inteligentes basicamente se divide em aparelhos com Android, iOS e, mais recentemente, Windows Phone.

Bianchi acredita que as várias plataformas existentes vão continuar no mercado. Um dos principais motivos para que essa diversificação persista está na Smart TV Alliance, um conjunto de empresas que trabalham para padronizar sistemas e aplicações para TVs inteligemtes.

Além da Philips, fazem parte dessa associação marcas como LG, Panasonic e Toshiba. De acordo com Bianchi, mesmo a LG, que vem investindo no sistema próprio WebOS, trabalha em conjunto com as concorrentes nessa aliança e oferece em suas TVs os mesmos aplicativos que os aparelhos que rodam Android da Philips.

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