As multidões entusiásticas se reuniram apesar de sinais de que o legendário "fator arrojado" da Apple pode estar perdendo força junto a alguns consumidores

Fãs de todas as partes do mundo formaram filas em frente às lojas de mais de vinte países para adquirir os novos iPhones, 6 e 6 Plus
Reuters
Fãs de todas as partes do mundo formaram filas em frente às lojas de mais de vinte países para adquirir os novos iPhones, 6 e 6 Plus

A nova geração de iPhones da Apple atraiu multidões de amantes de dispositivos eletrônicos, empreendedores e pessoas que costumam adotar de prontidão novas tecnologias para as lojas da empresa em Nova York, San Francisco e outras cidades ao redor do mundo, no mais recente sinal de forte demanda inicial pelo produto.

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Já na noite antes da estreia dos aparelhos nesta sexta-feira (19), cerca de 70 pessoas aguardavam em fila na frente da loja da Apple em San Francisco. Alguns, ansiosos em pôr suas mãos no iPhone e no iPhone 6 Plus, que possuem telas maiores e maior duração de baterias, estavam no local desde a noite anterior.

Na loja da Apple na Quinta Avenida em Nova York, a fila de consumidores se alongava por mais de dez quarteirões. Funcionários da Apple os lideraram em uma contagem regressiva antes da abertura do estabelecimento e comemoraram com clientes que entravam no cubo de vidro que leva à loja subterrânea.

Em Atlanta, policiais foram chamados para o serviço antes das 5h30 da manhã no horário local para ajudar a controlar a multidão em um local por conta de preocupações sobre potenciais pisoteios, disse o Atlanta Journal-Constitution.

Embora tenha se tornado habitual que enxames de pessoas saúdem o lançamento de produtos da Apple, as longas filas desta sexta-feira ainda são um sinal de demanda saudável para os novos modelos. Os iPhones atraíram mais de 4 milhões de solicitações de pré-encomendas nas primeiras 24 horas de 12 de setembro, mais que o dobro dos 2 milhões registrados para os iPhone 5 no mesmo período há dois anos.

As multidões entusiásticas se reuniram apesar de sinais de que o legendário "fator arrojado" da Apple pode estar perdendo força junto a alguns consumidores, segundo uma recente pesquisa Reuters/Ipsos.

Paul Terrebonne, cozinheiro de 26 anos que havia feito sua pré-encomenda do iPhone 6, disse que o tamanho dos novos dispositivos foi o suficiente para atraí-lo de volta para a Apple em detrimento de seu aparelho anterior, um Motorola Moto X.

"Tem a ver com o tamanho da tela, além disso, senti falta da câmera do iPhone", disse, acrescentando que evitou o iPhone 6 Plus porque o aparelho seria "um pouco grande demais".

O lançamento atraiu compradores de pontos distantes. Flavio Gondim, funcionário público brasileiro de 40 anos, disse que está comprando um iPhone 6 em Nova York porque "em casa eles são, talvez, 50% mais caros".

Em Hong Kong, vários clientes compravam iPhones para revender na China enquanto o país não libera a venda oficial do produto
Reuters
Em Hong Kong, vários clientes compravam iPhones para revender na China enquanto o país não libera a venda oficial do produto

Clientes compram para revender e jovens protestam

Na Ásia, muitas pessoas que fizeram filas para comprar os novos aparelhos em Cingapura, Hong Kong e Austrália afirmaram que pretendem revender os dispositivos na China, onde obstáculos regulatórios estão segurando estreia dos novos telefones.

Ainda não está claro se a renovada mania pelo iPhone se estenderá para o outro grande lançamento da companhia, o Apple Watch, que não estará disponível até o início do ano que vem.

Raj Kaur, que estava esperando em uma fila em San Francisco confortavelmente em uma cadeira dobrável, disse que não planeja repetir a vigília para o novo relógio.

"Esperarei pela segunda edição, quando eles tiverem melhorado o produto", disse ela.

Em Hong Kong, jovens do movimento Students & Scholars foram para a frente das lojas protestar contra algumas práticas de trabalho adotadas por fornecedores de componentes usados ​​pela Apple. Nas filas, eles seguravam cartazes com dizeres como "Maçã Envenenada" e "iEscravo".

*com informações da Reuters.

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