"Falar alto ou discutir pelo telefone em lugares públicos onde muitas pessoas estão reunidas é um comportamento impensável", diz uma das regras

BBC

O uso de telefones celulares na Corea do Norte se difundiu tanto que a mídia estatal começou a divulgar regras de conduta para utilizar os aparelhos.

Desde que a primeira rede de telefonia celular pública foi lançada em 2008, o número de assinantes subiu para mais de dois milhões, mesmo que telefonemas internacionais não sejam e que possuir um telefone celular ainda seja um luxo restrito à elite do país.

Com este crescimento, uma revista trimestral de cultura publicada pelo governo explicou que o uso dos aparelhos trouxe a "tendência de algumas pessoas negligenciarem a etiqueta ao telefone", segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Os problemas abordados pelo manual de etiqueta não são muito diferentes daqueles normalmente encontrados fora do mundo comunista.

"Falar alto ou discutir pelo telefone em lugares públicos onde muitas pessoas estão reunidas é um comportamento impensável", diz uma das regras do manual.

Para evitar conversas desnecessárias, as pessoas deveriam se apresentar, dizendo seu nome, logo ao aceitar a chamada, apesar do fato de que em celulares, diferentemente da maioria das linhas fixas, o número de quem faz a ligação aparece na tela, segundo a revista.

Isso evitaria perguntas como: "Alô? É você, camarada Yeong-cheo?"

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