Empresa faz parcerias com operadoras e amplia pontos de venda de seus aparelhos

O Brasil é o quarto maior mercado de smartphones do mundo e deve crescer
Stella Dauer
O Brasil é o quarto maior mercado de smartphones do mundo e deve crescer

Nome tradicional no mercado de PCs e notebooks, a Positivo tem planos de expandir sua atuação também em smartphones. Nesta quinta-feira (2), a empresa anuncia que venderá seus celulares também em lojas de operadoras.

Inicialmente, os smartphones serão vendidos em lojas da Oi e da TIM, já nas próximas semanas. "Estamos também em conversas com outras operadoras e é possível que estejamos em mais lojas em 2015" , diz Norberto Maraschin, gerente de mobilidade da empresa. Segundo o executivo, as vendas por meio de operadoras respondem por uma faixa entre 40% e 50% do total das vendas de celulares no Brasil.

De acordo com Maraschin, a aposta nos smartphones se justifica pelo tamanho do mercado. O Brasil é o quarto maior mercado do mundo e, segundo projeções da Positivo, deve crescer de 36 milhões de unidades vendidas em 2013 para 72 milhões em 2018.

S480 é a grande aposta

O destaque entre os novos aparelhos da Positivo é o S480. Com preço de R$ 599 desbloqueado e com capas extras, o aparelho vem para competir na faixa intermediária do mercado. Uma versão sem capas extras será vendida por R$ 549 nas lojas de operadoras.

O S480 tem processador quad core, sistema Android KitKat 4.4, 8 GB de memória de armazenamento e 1 GB de RAM. A tela é de 4,5 polegadas com tecnologia IPS. Como todos os smartphones da Positivo, o S480 é dual chip.

Atualmente, os smartphones da Positivo trazem o sistema Android com poucas modificações. Segundo os executivos da empresa, existe a possibilidade de que a empresa lance aparelhos com a versão pura do Android, mas não há prazo para que isso aconteça.

Há também conversas com a Microsoft sobre aparelhos com o sistema Windows Phone, mas ainda não há nada definido.

Fabricação em Curitiba e 4G

A Positivo tem cinco fábricas, três no Brasil e duas na Argentina. Segundo Maraschin, o fato de possuir suas próprias unidades produtivas seria uma vantagem competitiva da Positivo, pois diminui a dependência em relação a fornecedores.

No caso dos smartphones, toda a produção será feita na fábrica de Curitiba. Segundo Maraschin, a fábrica têm capacidade de produção de 80 mil unidades por mês.

Atualmente, nenhum dos smartphones da Positivo tem conexão 4G. Segundo Maraschin, a empresa tem planos de entrar nesse mercado na segunda metade de 2015. MediaTek e Qualcomm são os fabricantes de chips que podem aparecer em smartphones 4G da Positivo no próximo ano.

Conforme o gerente, hoje, a cobertura 4G no Brasil ainda não é satisfatória, e o apelo desse tipo de aparelho ainda é limitado. Maraschin afirma que o crescimento do 4G no Brasil não depende dos fabricantes, mas sim das operadoras, pois são elas que devem fazer os investimentos necessários para que a rede ganhe mais usuários.

* o jornalista viajou a Curitiba a convite da Positivo.

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