Empresa virou alvo de críticas após declarações de executivo em jantar

Nesta quarta-feira (19), em uma série de posts publicados no Twitter, o CEO do Uber, Travis Kalanick, pediu desculpas por comentários de outro executivo da empresa, Emil Michael, realizados em um jantar na semana passada em Nova York. No evento, Michael sugeriu que o Uber poderia contratar detetives e jornalistas investigativos para "se vingar" de jornalistas que criticam a empresa.

Um jornalista do Buzzfeed, presente no jantar, ouviu os comentários e publicou uma matéria sobre as declarações . Segundo a matéria do Buzzfeed, Michael teria dito que o Uber poderia gastar até US$ 1 milhão para contratar detetives de renome e investigar as vidas pessoais de jornalistas e de suas famílias. 

Michael teria mencionado especificamente a jornalista Sarah Lacy, conhecida por ter criticado algumas ações do Uber. Segundo Michael, o Uber teria conhecimento de fatos específicos sobre a vida particular da jornalista. A matéria diz ainda que Michael não afirmou que o Uber teria realmente contratado detetives ou pretendesse contratá-los. Segundo a matéria, o executivo teria mencionado o plano apenas como algo plausível e totalmente justificável.

Após a repercussão da matéria, Kalanick publicou uma série de posts no Twitter afirmando que as declarações de Michael não representavam os valores da empresa. O CEO não afirmou, no entanto, se Michael sofreria algum tipo de punição ou até mesmo demissão

Uber investiga chefe do escritório de Nova York

Em outra polêmica, o Uber afirmou nesta terça-feira (18) que está investigando o chefe de seu escritório de Nova York. O executivo é acusado de ter usado ferramentas do Uber para rastrear uma jornalista do Buzzfeed.

Em artigo publicado no Buzzfeed , a repórter Johana Bhuyhan disse que, ao chegar em um carro do Uber para uma entrevista na filial da empresa em Nova York, foi recebida pelo executivo Josh Mohrer. Assim que desceu do carro, Mohrer teria dito em tom de brincadeira "Eu estava rastreando você" e apontado para seu iPhone. Segundo a jornalista, Mohrer usou uma ferramenta interna do Uber para rastreá-la sem permissão.

Dois meses antes, quando apurava outra matéria sobre o Uber, Johana recebeu de Mohrer um histórico de todas as suas viagens com carros da Uber. Novamente, Mohrer não pediu a permissão de Johana para acessar essas informações.

Após a publicação da matéria, o Uber afirmou que está conduzindo uma investigação interna sobre o comportamento de Mohrer. A empresa afirma ainda que tem meios de rastrear seus clientes, mas faz isso apenas por "propósitos comerciais legítimos".


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