Navegador da fundação Mozilla passará a ter Yahoo como ferramenta de busca padrão nos Estados Unidos; no Brasil, Google continua sendo a opção padrão

Em texto publicado no blog da fundação , a Mozilla anunciou que firmou uma parceria com o Yahoo para que esta seja a ferramenta de busca padrão do Firefox nos próximos cinco anos. Uma versão da busca do Yahoo para o navegador Firefox deve estrear em dezembro, quando a parceria entrar em vigor.

Com o acordo entre a Mozilla e o Yahoo, o Google deixa de ser a busca padrão do Firefox, posição que ocupava desde a criação do browser, há dez anos.

O acordo é válido apenas para os Estados Unidos. Neste país, o Google continuará entre as opções de busca do navegador, mas não será mais o padrão. A Mozilla anunciou ainda que na Rússia a busca padrão será o Yandex, também substituindo o Google. Na China essa função continuará com o Baidu.

Segundo dados da NetApplications, o Firefox é o terceiro navegador mais usado no mundo, com 14% do mercado, atrás do Internet Explorer (58,5%) e Chrome (22%). Dados da StatCounter confirmam o Firefox como terceiro navegador mais usado no mundo, com 17%, atrás do IE (19,3%) e Chrome (47,3%).

No Brasil, nada muda

O texto publicado pela Mozilla não menciona a Europa, América do Sul e África. Mas, em entrevistas posteriores, executivos da Mozilla indicaram que nada mudará para os usuários desses países. Ou seja, no Brasil, o Google deve continuar a ser a ferramenta padrão de busca.

Yahoo ganhará usuários

Com o acordo, o Yahoo dos Estados Unidos deve ganhar milhões de visitas em função das buscas de usuários do Firefox. A Mozilla não revelou detalhes do acordo, mas analistas afirmam que o Yahoo deve oferecer uma porcentagem maior da receita vinda de cliques em anúncios do que o Google oferecia.

Além disso, em seu comunicado, a Mozilla afirma que o Yahoo se mostrou mais alinhado com a visão da fundação. Essa frase foi interpretada por analistas como um indicativo de que a Mozilla consideraria que o Google ficou poderoso demais e passou a defender interesses contrários à web aberta em algumas discussões.

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