Segundo o site Recode, invasão dos sistemas da empresa pode ser sido represália contra lançamento de filme

A Sony investiga a possível participação do governo da Coreia do Norte na ação de hackers que paralisou sistemas da empresa por uma semana. A informação é do Recode , que cita fontes internas da empresa. 

Cartaz de The Interview, com Seth Rogen e James Franco
Divulgação
Cartaz de The Interview, com Seth Rogen e James Franco

O Recode afirma que ainda não há provas do envolvimento da Coreia do Norte nos ataques, mas a possibilidade está sendo investigada.

A suspeita surgiu porque a ação dos hackers ocorreu semanas antes do lançamento do filme The Interview.

O filme é uma comédia em que dois jornalistas são contratados para assassinar o líder norte-coreano, Kim Jong-Un. 

Logo depois da divulgação das primeiras informações sobre o filme, agências de notícias da Coreia do Norte disseram que o filme seria "um ato terrorista" e ameaçaram "dura retaliação" contra a empresa, segundo a revista Time .

Ainda segundo a Time, a Sony teria feito algumas alterações no roteiro, removendo referências explícitas à Coreia do Norte e a seu líder.

A invasão ao sistema da Sony ocorreu na segunda-feira retrasada (1/12) e travou todos os computadores dos escritórios da empresa. Além disso, alguns filmes que ainda não haviam sido lançados foram parar em sites de compartilhamento de vídeos. 

Ataque é similar a ações na Coreia do Sul

A Sony investiga também similaridades entre os ataques a seus sistemas e invasões a sistemas de canais de TV da Coreia do Sul. Em março do ano passado, o Ars Technica noticiou que alguns canais de notícias da Coreia do Sul tiveram suas operações prejudicadas por ataques de hackers. Na oportunidade, especialistas identificaram que os endereços IP usados pelos hackers eram da China. Mas a conclusão dos investigadores foi de que havia envolvimento direto ou indireto (por meio de financiamento dos hackers) do governo da Coreia do Norte. 

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