Tema do filme teria sido motivo de ações contra a empresa

Reuters

A Sony Pictures Entertainment planeja desenrolar o tapete vermelho para a estreia de "A Entrevista", mas as estrelas da polêmica comédia sobre a Coreia do Norte não vão passar pela tradicional fileira de câmeras de TV.

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Cartaz de
Divulgação
Cartaz de "A Entrevista", com Seth Rogen e James Franco

O estúdio anunciou na quarta que somente fotógrafos e uma equipe de vídeo da própria Sony terão permissão para registrar as chegadas ao evento desta quinta, impedindo repórteres de fazerem perguntas a Seth Rogen e James Franco sobre um ataque hacker de grandes proporções contra a Sony, que se especula estar relacionado ao filme.

Pessoas próximas às investigações disseram à Reuters que a Coreia do Norte é a principal suspeita de ser responsável pelo ataque, mas um diplomata norte-coreano negou que seu país esteja envolvido. Pyongyang condenou o filme em junho.

No filme, que estreia em 25 de dezembro, Franco e Rogen interpretam jornalistas que emplacam uma entrevista com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, sendo então recrutados pela CIA para assassiná-lo.

Um porta-voz da Sony Pictures não pôde ser imediatamente localizado para comentar sobre as razões de limitar o acesso à imprensa no evento de estreia.

O estúdio também cancelou um dia dedicado à imprensa em Los Angeles, antes marcado para esta semana, e disse que o dia para a imprensa em Nova York, na semana seguinte, pode talvez também não ocorrer.

O ataque virtual lançado em 24 de novembro derrubou a rede de computadores da Sony e expôs segredos da companhia. Entre eles estavam emails que revelaram uma ordem do presidente-executivo da Sony Corp, Kazuo Hirai, para amenizar o tom de "A entrevista", após reclamações da Coreia do Norte.

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