Acessório para variar fotos tiradas com smartphones faz sucesso na região de comércio popular do centro de São Paulo

O “pau de selfie”, ou bastão para fazer autorretratos, promete ser a sensação do Natal 2014 e do verão 2015. Pelo menos é o que dizem os comerciantes de regiões de comércio popular como a Santa Ifigênia, em São Paulo. A venda desse produto, segundo os vendedores, aumentou muito nos últimos meses, e o preço subiu. 

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Em termos gerais, o “pau de selfie” nada mais é do que um extensor retrátil que, aberto, chega a cerca de um metro de comprimento. Em inglês, os nomes variam entre "monopood" e "selfie stick", no Brasil, além de "pau de selfie", é chamado também de "gopobre". O celular é encaixado em uma das pontas do bastão e, por estar mais longe do usuário, permite fazer selfies capturando mais pessoas e uma parte maior do cenário da foto. 


Há poucos meses, um “pau de selfie” podia ser encontrado por apenas R$ 25 segundo vendedores consultados pelo iG em uma visita à região. Às vésperas das comemorações de final de ano, entretanto, não baixam de R$ 50, com alguns chegando a custar mais de R$ 100. 

Além de fotos em grupo, o pau ou bastão de selfie permite que o usuário faça imagens sem o braço estendido aparecendo – um clássico dos autorretratos  – e tire sozinho fotos em frente a pontos turísticos, tipo de imagem que normalmente exige a ajuda de terceiros. Outra utilidade do acessório é permitir tirar fotos parecidas com aquelas feitas com câmeras GoPro, marca conhecida por seus acessórios e também por sua lente grande angular. 

Na pesquisa feita pelo iG na mais famosa região de compra e venda de eletrônicos e afins de São Paulo, a Santa Ifigênia, foram encontrados basicamente dois tipos de bastão em termos de construção. 

A maioria tem o corpo feito de alumínio: os mais básicos possuem um cabo colorido de borracha com cordinha para colocar no pulso, enquanto alguns poucos possuem travas de plástico ABS que dão mais opções de regulagem. Esse último tipo lembra bastante os tradicionais tripés de câmeras fotográficas, é resistente à água e, por isso, mais caro: cerca de R$ 120. 

Praticamente todos os extensores possuem um suporte para o celular que pode ser retirado caso o cliente queira prender uma câmera digital comum.

O modelo mais encontrado pela reportagem do iG é um que se chama, em inglês, Monopod, e tem uma haste de metal retrátil e um suporte em uma das extremidades que se adapta ao tamanho de tela do smartphone. Em geral, esse tipo parece aceitar quase todos os smartphones vendidos no mercado atualmente, mas fica a dúvida se um iPhone 6 Plus com capinha protetora caberia. 

Outro modelo interessante e aparentemente mais seguro é um que prende o aparelho com três hastes: uma do lado e uma embaixo, formando um “L”, e uma terceira que sobe por trás do aparelho e agarra a parte de cima do celular. Esse, porém, é menos versátil, sendo mais vendido para iPhones. 

Cuidados ao escolher 

A grande diferença entre os “paus de selfie” está na forma de ativar a câmera do celular, ou seja, em como o usuário faz a foto estando com as mãos longe do smartphone. Quanto a esse quesito, os acessórios podem ser divididos em duas categorias: aqueles que têm um botão no cabo e os que possuem um controle remoto avulso, por vezes vendido à parte. 

Controle remoto agiliza fotos com acessório
Emily Canto Nunes/iG São Paulo
Controle remoto agiliza fotos com acessório

Entre os que possuem botão direto no cabo há uma segunda diferença: a maioria é Bluetooth, e precisa ser pareado com o aparelho, mas alguns poucos possuem um cabo que é conectado à entrada do fone de ouvido do celular para que a câmera possa ser disparada. 

Esse é o tipo que mais merece teste na hora da compra, pois não funciona com todos os aparelhos Android. É preciso configurar a câmera para que o disparo no cabo funcione, e em cada Android essa configuração é feita de um jeito em razão das modificações que as fabricantes fazem no sistema operacional do Google. Com aparelhos da Motorola, por exemplo, o bastão com botão no cabo não funciona. Já no caso do iPhone esse tipo de “pau de selfie” funciona sem problemas. 

Por vezes, o disparo no cabo pode ser muito duro de pressionar apenas e, dizem alguns comerciantes, o botão para de funcionar rapidamente, o que obriga o usuário a migrar para o modelo com controle remoto. A vantagem desse extensor é que ele tem uma entrada microUSB para carregar a bateria com o mesmo cabo do smartphone. 

O “pau de selfie” com controle remoto tem a vantagem da comodidade. Os botões do controle remoto são mais fáceis de manusear e têm outras utilidades. Você pode, por exemplo, deixar o aparelho em cima de um móvel e usar o controle para tirar a foto em vez de usar o temporizador da câmera. Por outro lado, o pequeno controle é fácil de perder e exige uma bateria que não é recarregável, redonda, similar a usada em relógios de pulso convencionais, mas do tamanho de uma moeda. 

Onde comprar 

Na região da Santa Ifigênia e em sites da internet o preço varia bastante. Importado da China, o bastão pode custar apenas R$ 20, dependendo da cotação do dólar, mas tem a desvantagem de cliente não poder testar o produto e também da demora na entrega. Em lojas brasileiras online é encontrado por em média R$ 50, com garantia em alguns dos casos. 

No comércio informal de rua o preço varia bastante, mais até do que os modelos encontrados, que são sempre os mesmos. Os preços ficam entre R$ 50 e R$ 70 para o modelo mais simples com controle remoto (por vezes vendido à parte por R$ 20 ou R$ 30) e entre R$ 70 e R$ 90 para o “pau de selfie” com botão na haste. 

Vale lembrar que esses extensores, em sua maioria, são de fabricantes “genéricos” e não passam por processos de controle de qualidade. Já a diversão, essa está até no nome do acessório.

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