IDC Brasil acredita que os dispositivos móveis continuarão em alta, com o varejo como principal canal de vendas

Smartphones, tablets e computadores vão puxar os resultados de TI em 2015
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Smartphones, tablets e computadores vão puxar os resultados de TI em 2015

Empresa de consultoria e tendências, a IDC Brasil apresentou nesta quinta-feira (22) algumas das suas previsões sobre o mercado de Tecnologia da Informação e das Comunicações (TIC) para 2015.

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Segundo os especialistas, o mercado brasileiro continuará crescendo acima do PIB, mas, neste ano, o avanço será mais moderado, na ordem de 5% em relação e 2014, movimentando US$ 165,6 bilhões.

As previsões não comtemplam todos os dados fechados de 2014 nem a oscilação recente do dólar, mas, segundo Pietro Delai, um dos gerentes da IDC, já oferecem uma boa perspectiva de como será o ano. Ainda relação a 2014, o Brasil deve fechar o ano como o sexto mais importante do mundo, empatado com a Alemanha, contrariando a expectativa de que fechasse o ano como quarto maior mercado. Globalmente, a previsão é que serão movimentados US$ 3,8 trilhões, enquanto na América Latina o crescimento deverá ser de 8,7% no segmento de TI e de 6% no de Telecom.

No que diz respeito aos dispositivos móveis, a IDC Brasil acredita que eles continuarão em alta, com o varejo como principal canal de vendas. Um cenário que deve se intensificar em 2015 é o das lojas específicas de smartphones, que além de aproveitar o alto interesse do cliente por esse tipo de produto, torna a experiência física um espaço de experimentação e de contato com novas tecnologias. Para Reinaldo Sakis, gerente de pesquisas e consultoria de Consumer da IDC Brasil, com as lojas online ganhando a confiança dos consumidores, a experiência em uma loja física de eletrônicos precisa se diferencia do simples ato de compra.

Para a consultoria, o volume de vendas de computadores, tablets, smartphones, somados, representarão aproximadamente 45% dos investimentos de TI no Brasil, ou seja, US$ 27,5 bilhões. De acordo com Sakis, em cinco anos, o número de unidades vendidas deste tipo de produto foi de 19 para 87 milhões, um crescimento de 355% em cinco anos e de 46% ano a ano.

A IDC também aposta na tendência dos dispositivos vestíveis como pulseiras e relógios inteligentes e acredita que eles serão impulsionados pelos smartphones, sendo vendidos primeiramente como acessórios. Em 2015, eles devem se difundir no País, com início da importação e produção em grandes escalas.

Internet das Coisas e a terceira plataforma

Neste ano, a Internet das Coisas continuará em expansão no Brasil, com a previsão de que 130 milhões de dispositivos sem interação humana estejam conectados. Tal número representa quase a metade das coisas conectadas na América Latina, o que comprova a liderança do Brasil na região neste setor. Para João Paulo Bruder, gerente de pesquisas de Telecom, ainda falta um modelo de negócio que sirva de inspiração para empresas que possuem dúvidas em relação à nuvem, à segurança e também ao networking.

Ainda assim, a expectativa é que grandes empresas alavanquem esse mercado: 19% têm planos para os próximos meses.  “A questão da Internet das Coisas é menor de valor de investimento e mais de retorno, as empresas ainda não sabem quanto podem ganhar”, disse o executivo.

A terceira plataforma de tendências identificada pela IDC, que envolve Internet das Coisas, Impressão 3D, Sistemas Cognitivos, Robótica, Interfaces Neurais e Segurança de Próxima Geração, deverá ser a base para acelerar a inovação e os negócios das empresas. No Brasil, um mercado de adoção tardia de algumas tecnologias pelas empresas, ainda há o que crescer.

No que diz respeito a categoria de Social, também identificada como uma tendência pela IDC no passado, Pietro Delai diz que ainda é um pilar difícil de rastrear e que não resulta em números relevantes para as empresas para as quais a consultoria presta serviço. Porém, em um estudo  feito pela consultoria Deloitte e divulgado nesta terça-feira (21), o Facebook apareceu como responsável por injetar US$ 10 bilhões na economia brasileira, gerando também 231 mil empregos.

A análise feita pelo estudo considerou três pilares: Marketing, que usam a rede social para na criar uma conexão com seus consumidores, construção de marca e para impulsionar vendas on-line e off-line; Plataforma, impacto para os desenvolvedores de aplicativos; Conectividade, isto é, o impacto criado por meio de vendas de dispositivos móveis e conectividade de internet pelo desejo de acessar o Facebook.

Além dos resultados específicos do Brasil, o estudo também comenta a participação do Facebook na economia regional. Na América Latina, foram 1,43 milhão empregos gerados e US$ 21 bilhões injetados na economia local. Segundo a Deloitte, a rede social gerou um impacto econômico global de US$ 227 bilhões e 4,5 milhões de empregos ao redor do mundo.

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