Apple bate recorde e vende 74,5 milhões de iPhones no último trimestre de 2014

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Um dos motivos do sucesso do iPhone 6 e do iPhone 6 Plus é a tela maior que a Apple rejeitou no passado

Com Apple Watch no pulso, Tim Cook agradece aplausos em evento do iPhone 6
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Com Apple Watch no pulso, Tim Cook agradece aplausos em evento do iPhone 6

A Apple bateu mais uma vez seus próprios recordes de venda. De acordo com dados do balanço trimestral divulgado na terça-feira (27), foram vendidos 74,5 milhões de unidades no último trimestre de 2014.

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O aumento nas vendas de iPhones elevou a receita total da empresa para US$ 74,6 bilhões, um aumento de 30% ante o ano anterior. Em teleconferência com os analistas de mercado, o CEO Tim Cook disse que a demanda pelos novos aparelhos foi "incrível", e observou que os resultados teriam sido ainda maiores se não fosse o impacto do dólar nas vendas no exterior. O lucro líquido da Apple subiu 38% para US $ 18 bilhões.

Apple tem batido os próprios recordes a cada nova versão de seus iPhones. No mesmo período de 2013, a empresa vendeu 51 milhões de smartphones, época em que o iPhone 5S e o modelo 5C eram novidades no mercado. A tela maior, tanto no iPhone 6 quanto no iPhone 6 Plus, é uma das razões para a popularidade de ambos os aparelhos. A Apple resistiu por algum tempo enquanto outras empresas como a Samsung introduziam smartphones com telas maiores polegadas, mas acabou cedendo.  O iPhone 6 tem uma tela de 4,7 polegadas, medida diagonalmente, enquanto a tela do 6 Plus mede 5,5 polegadas.

O aumento nas vendas de smartphones ajudou a empresa a compensar uma queda já esperada nas vendas dos tablets iPad. A Apple vendeu 21,42 milhões de iPads, uma queda de 22% ante o ano anterior. Neste trimestre, a Apple também vendeu 5,52 milhões de computadores Mac, o que representa um aumento de 14%. No último trimestre de 2014, a Apple viu ganhos de receita total em todas as regiões geográficas.

China em alta

A marca das 74,5 milhões de unidades, número superior aos 64,9 milhões esperados pela própria empresa, conseguiu ser atingido graças ao aumento de cerca de 70% do comércio com mercados asiáticos segundo a Ansa. A China, por exemplo, já é o país com o segundo maior mercado para a companhia, perdendo somente para o próprio Estados Unidos.

Os novos modelos também ajudaram a Apple a aumentar a sua participação de mercado na China. A empresa não divulga números por país, mas um relatório divulgado na terça-feira pela empresa de pesquisa Canalys estima que a Apple vendeu mais smartphones na China durante o último trimestre do que qualquer outro fabricante, incluindo a Samsung, da Coreia do Sul, e as empresas chinesas Huawei e Xiaomi.

Ainda assim, alguns especialistas temem que a força da Apple pode se tornar uma fraqueza. Isso porque a empresa de Cupertino faz mais dinheiro com iPhones do que qualquer outro produto, incluindo seus iPods, iPads e computadores Mac. Isso pode deixar a empresa vulnerável com o mercado global de smartphones mostrando sinais de desaceleração no crescimento, alertou Colin Gillis, analista de ações de tecnologia com BGC Partners. Ele observa que a Apple depende de iPhones para compor quase dois terços de sua receita.

Chief Financial Officer da Apple, Luca Maestri minimizou essas preocupações. "Estamos crescendo a nossa carteira de muitas maneiras", disse à AP, citando o Apple Watch, que deve ser lançado em abril, e o recente lançamento do Apple Pay, o sistema de pagamentos móveis. Ele também acrescentou que as vendas do iPad foram "um pouco melhor do que esperávamos", e que os novos aplicativos para usuários de negócios, produzido em parceria com a IBM, devem ajudar a vender iPads no futuro.

As ações da Apple fecharam a terça-feira (27) em US$ 109,14, uma queda de 3,5%, mas subiu mais de 5% no relatório após o fechamento. As ações subiram mais de 50% sobre o ano passado, tornando a Apple a empresa mais valiosa do mundo, com uma capitalização de mercado de US$ 651 bilhões.

*Com informações da AP e da Ansa.

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