Em 2014 a empresa vendeu sua unidade de PCs e notebooks

Sony não descarta sair do disputado mercado de smartphones
Emily Canto Nunes/iG São Paulo
Sony não descarta sair do disputado mercado de smartphones

Nos próximos meses ou anos, a Sony pode sair dos disputados negócios de TVs e smartphones segundo Kazuo Hirai, CEO da empresa.

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Na quarta-feira, o presidente-executivo da japonesa detalhou a Reuters  sua meta de elevar em 25 vezes o seu lucro operacional nos próximos três anos. Para isso, no entanto, deve focar nos seus pontos fortes: sensores de câmeras e na unidade do PlayStation.

A companhia japonesa está preocupada em voltar a crescer. Para este ano fiscal, a projeção é que empresa enfrente seu sexto prejuízo líquido em sete anos segundo informações da Reuters. "A estratégia a partir do próximo ano fiscal será sobre gerar lucro e investir para crescer", disse Hirai em coletiva, acrescentando que as unidades da Sony terão mais autonomia para tomar suas próprias decisões. Recentemente, a companhia também cortou milhares de empregos.

Hirai disse nesta quarta-feira que a empresa não vai mais perseguir crescimento em áreas como de smartphones, na qual tem sofrido concorrência de rivais asiáticas mais baratas e também de líderes da indústria como a Apple e a Samsung. Ao invés disso, a Sony irá focar seus investimentos em negócios mais lucrativos como sensores de câmeras, videogames e entretenimento.

Ainda sobre as unidades de TV e celulares, Hirai disse que não descarta pensar sobre uma estratégia de saída. A declaração dá a entender que a empresa japonesa pode vender ou encontrar parceiros para seus negócios em dificuldades. Em 2014, a companhia vendeu a divisão de PCs e notebooks Vaio, que vinha dando prejuízo, para o fundo de investimentos Japan Industries. Uma nova empresa foi formada pelo grupo, a qual está autorizada a comercializar produtos com a marca Vaio.

Hirai também disse que a Sony deseja registrar lucro operacional de ao menos 500 bilhões de ienes, o equivalente a US$ 4,2 bilhões para 2017/18, um salto ante os 20 bilhões de ienes (US$ 168 milhões) do ano fiscal encerrado em 31 de março.

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