Padrões da rede social orientam usuários sobre as políticas relacionadas a autolesão, organizações perigosas, bullying e perseguição, atividade criminal, violência e exploração sexual, nudez, discurso de ódio e violência e conteúdo ofensivo

Facebook fez postagem detalhando seus padrões de comunidade, reforçando seu comprometimento com os governos em não servir de palaque para o discurso de ódio
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Facebook fez postagem detalhando seus padrões de comunidade, reforçando seu comprometimento com os governos em não servir de palaque para o discurso de ódio

No último domingo (15), o Facebook publicou um post na tentativa de esclarecer os padrões da comunidade e as questões de pedidos que chegam de diferentes governos de países nos quais a rede social possui usuários . No texto, Monika Bicket, líder de gestão de política global, e Chris Sonderby, consultor geral adjunto, explicam que a ideia é deixar claro o que o Facebook entende por nudez ou por discurso de ódio, por exemplo, e em que casos postagens do tipo serão banidas da rede social.

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Com a atualização, os Padrões da Comunidade passaram a ser organizados em quatro seções: Ajudando para te manter seguro;  Encorajando comportamento respeitoso; Mantendo sua conta e suas informações pessoais seguras; e Protegendo sua propriedade intelectual.

Segundo a AFP , a mudança ocorre num momento em que o Facebook e outras redes sociais se esforçam para definir o que são conteúdos aceitáveis e liberdade de expressão, na medida em que essas redes são cada vez mais associadas à violência praticada por extremistas. São exemplos dessas ações os vídeos contendo cenas com execuções brutais, postados com frequência pelo grupo extremista Estado Islâmico como instrumento de propaganda.

Em seu post, o Facebook afirma que fornece “mais orientação especificamente sobre as políticas relacionadas a autolesão, organizações perigosas, bullying e perseguição, atividade criminal, violência e exploração sexual, nudez, discurso de ódio e violência e conteúdo ofensivo”. O texto continua afirmando que em apenas um ponto, pessoas com diferentes históricos podem ter diferentes ideias sobre o que é apropriado compartilhar no Facebook. “Um vídeo postado como brincadeira por uma pessoa pode ser ruim para outra, mas pode não violar nossos padrões”, escreveram os porta-vozes.

“Nós entendemos que muitos países estão preocupados sobre discurso de ódio em suas comunidades, por isso mantemos constantemente contato com o governo, membros da comunidade, acadêmicos e outros especialistas no mundo todo para garantir que estamos na melhor posição para reconhecer e remover esse tipo de discurso da nossa comunidade. Nós sabemos que nossas políticas não vão se encaixar perfeitamente em todo tipo de conteúdo, especialmente onde temos pouco contexto, mas vamos avaliar o conteúdo reportado com muita seriedade e nos esforçar para oferecer o retorno mais apropriado”.

Nomes biológicos preferencialmente

Ainda de acordo com matéria da AFP, na mesma atualização sobre o funcionamento da página, o Facebook avisou que a nudez será banida em vários casos, sendo permitidas imagens de mães amamentando seus bebês, artísticas ou discussões acerca de condições médicas.

As novas diretrizes também convidam os usuários do Facebook a usar seus "nomes biológicos", em razão de tantas pessoas que usavam nomes artísticos. Em outubro de 2014, o Facebook admitiu que facilitaria sua política de "nomes reais", o que levou transformistas a deletar seus perfis e desencadeou inúmeros protestos na comunidade homossexual. A mais recente política adotada pelo Facebook é claramente contra o tão falado "bullying virtual”.

Leis locais e trabalho com o governo dos países

O Facebook também deixou claro que respeita as leis dos países nos quais possui operações e que haverá momentos em que mesmo que um conteúdo não viole seus padrões de comunidade, ele terá que ser removido ou ter seu acesso restringido. “Nós respeitamos as leis locais onde temos operações, mas também questionamos os pedidos que parecem desnecessários ou desproporcionais. E, se um país solicita que a gente remova conteúdo por ser ilegal, nós não vamos necessariamente remover do Facebook por completo, mas podemos restringir o acesso apenas nesse país”.

O Facebook lembrou ainda que países têm leis locais que proíbem algumas formas de conteúdo. “Em alguns lugares, por exemplo, é contra a lei compartilhar conteúdo considerado blasfêmia. Apesar de blasfêmia não ser considerada uma violação nos Padrões da Comunidade, nós respeitamos as leis de países onde operamos e vamos avaliar o conteúdo denunciado e restringir o conteúdo nesse determinado país se concluirmos que viola a lei local.”

Como denunciar

O Facebook aproveitou a postagem para lembrar os usuários que eles podem denunciar conteúdos que consideram impróprios. “Se pessoas acreditam que páginas, perfis ou partes de um conteúdo individual violam nossos Padrões da Comunidade, elas podem reportar esse material clicando no link “Denunciar” no topo do canto direito do post ou da página. Nosso time procura a pessoa que fez a denúncia para obter mais informações de por que ela pensa que o conteúdo viola nossos padrões”.

Além disso, o usuário sempre pode parar de seguir, bloquear ou deixar de ver publicações e pessoas que ele não quer ver, ou até falar com quem postou o conteúdo que ele não gosta ou não concorda.

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