Fabricante famosa por seus smartphones de qualidade vendidos a um preço justo possui um portfólio de produtos bem abrangente, a maioria, porém, é vendida só na China

Sob a batuta do ex-Google e brasileiro Hugo Barra, a Xiaomi está chegando no Brasil . Desde fãs até concorrentes, todos estão ansiosos para ver como a empresa que se tornou a maior vendedora de smartphones da China em pouquíssimo tempo vai se comportar em um mercado tão acirrado como o brasileiro. E, mais do que isso, se a Xiaomi conseguirá manter os preços baixos, bem como sua estratégia de vendas online.

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Enquanto os smartphones não chegam por aqui, vale dar uma olhada no vasto portfólio que a empresa possui no seu país de origem, a China. Não se sabe o que além dos smartphones poderia vir para o Brasil, mas é sempre bom saber das possibilidades. De purificador de ar à câmera de ação concorrente da GoPro, passando por TVs e até por uma pulseira inteligente, saiba mais dos outros produtos da Mi. 

Yi Action Camera

Enquanto quase todos os olhos estavam voltados para a MWC 2015 e para os smartphones lançados em Barcelona, a Xiaomi lançava na China uma concorrente da GoPro, a Yi Action Camera. Segundo o The Verge , a câmera com preço sugerido de US$ 64, em torno de R$ 200, tem 16 megapixels e faz vídeos de 1080p com 60 frames por segundo mas, por enquanto, só está disponível na China.

Apesar do preço abaixo da média, a câmera traz um sensor para imagens de alta qualidade da Sony, o Exmor R CMOS, e possui 64 GB de armazenamento interno. O acessório pode ainda ser usado embaixo da água, a no máximo 40 metros. A câmera também possui um aplicativo para smartphones que é capaz de controlar algumas de suas funções, bem como ajudar na edição e no compartilhamento das imagens.

A Yi Action Camera não possui acessórios, mas uma versão para viagem com um bastão de selfie, ou "pau de selfie" próprio para a câmera é vendida por mais US$ 164, um total de R$ 500. A Xiaomi prometeu outros acessórios para a câmera de ação em breve.

Mi TV 2

Recentemente, a Xiaomi lançou a segunda versão da sua televisão inteligente, a Mi TV 2. Conforme conta o site SlashGear , a TV da fabricante chinesa teve sua primeira versão anunciada no ano passado, com 49 polegadas, tela com resolução Ultra HD (4K) e rodava uma versão do Android com a interface modificada, a MIUI. A versão de 2015 possui o mesmo sistema, mas é pouco menor, tem 40 polegadas e resolução Full HD.

Por se tratar de uma SmartTV, a Mi TV 2 possui um processador Quad Core com 1.45 GHz, 1.5 GB de memória RAM e 8 GB de armazenamento. A TV é compatível com a maioria dos formatos de vídeo e será lançada em 31 de março pelo site da empresa. mi.com  com preço sugerido de US$ 322, cerca de R$ 1.000.

Mi Band

Pulseira inteligente da Xiaomi, a Mi Band foi anunciada como “one more thing”, ou um algo a mais, na tradução livre, durante a conferência de lançamento do Mi 4, em julho do ano passado. A Mi Band é o primeiro dispositivo vestível da companhia e possui nove recursos considerados interessantes pela Cnet .

Afora o preço, US$ 13, cerca de R$ 40, o dispositivo possui uma bateria com 30 dias de duração e alarme vibratório. Outro recurso interessante é a capacidade da pulseira de desbloquear o smartphone só pela proximidade. Basta o usuário segurar o telefone na mesma mão que está usando a pulseira que a tela desbloqueia sem senha.

Além de cuidar do sono, a pulseira regista as atividades físicas dos usuários e analisa os dados que coleta com ajuda de seu aplicativo. O núcleo da Mi Band é feito de alumínio e tem proteção contra a água para que o usuário não precise tirar a pulseira durante o banho. A pulseira, que possui uma variedade de cores, é de silicone hipoalergênico.

Mi Box Mini

Parecido com um carregador de smartphone, a Mi Box Mini é uma espécie mini PC com Android da Xiaomi que conectado a um monitor funciona como TV inteligente. Seu design lembra bastante o da Apple, mas é preciso reconhecer que os chineses venceram no quesito tamanho. A empresa já possui um produto um pouco maior e mais completo, a Mi Box, mas a Mi Box Mini definitivamente chamou atenção do Engadet .

O dispositivo roda Android 4.4.2, possui um processador MediaTek Quad core de 1.3GHz, com 1 GB de RAM, 4 GB de armazenamento, WiFi, Bluetooth 4.0 e suporte para DTS 2.0 plus e Dolby Digital Plus. Obviamente, o acessório vem com uma porta HDMI 1.4a para vídeos 1080p, saída para 3D e compatibilidade com videos 4K. A Mi Box Mini não vem com porta USB ou espaço para cartão microSD, logo é preciso contar com ajuda do computador para instalar alguns aplicativos de vez em quando. O preço também é pequeno: US$ 30, cerca de R$ 95.

Mi Power Bank

Bem como as grandes fabricantes, a Xiaomi também oferece aos seus clientes uma linha de baterias portáteis. Segundo a própria empresa, o produto é feito de capa de alumínio elegante que circunda uma tecnologia de bateria de célula dupla similar a da LG e da Samsung. Atualmente, a empresa possui três opções: a Super-size, com 16.000 mAh por US$ 79, aproximadamente R$ 250; a Essential, ou essencial, com 10.400 mAh por US$ 49, cerca de R$ 155; e a Slim, a mais fina delas, com 5.000 mAh por US$ 34, em torno de R$ 105.

Com as baterias, vem uma cabo de energia com conectores USB e microUSB. As baterias possuem botão de liga e desliga e quatro pequenas luzes de LED que avisam quando está carregada e quando a carga está terminando. Conforme notou o Gizmodo australiano , os produtos lembram bastante o design dos produtos da Apple.

Mi Pad

Também lançado em 2014, o Mi Pad é o tablet Android da Xiaomi. Para a Cnet , de novo, o produto lembra muito o design da Apple, em especial do iPhone 5C por conta das cores utilizadas e pela carcaça de plástico.

Com tela 7,9 polegadas e 2.048x1.536 pixels de resolução, o tablet vem equipado com um processador Quad core Tegra K1 da Nvidia, 2GB de memória RAM e 16 GB ou 64 GB de armazentamento, expansível para 128 GB via microSD. Com apenas 8.5 mm de espessura, ele pesa 360 gramas. O aparelho foi lançado com Android KitKat 4.4.2 com a interface modificada MIUI.

A câmera traseira tem 8 megapixels e uma abertura de lente de f/2.0, enquanto a frontal possui  5 megapixels. Já a bateria é de 6.700 mAh. A versão de 16 GB custa US$ 240 e a de 64 GB US$ 270, R$ 760 e R$ 860 respectivamente.

Mi Air Purifier

Além de vários acessórios para smartphones como fones de ouvido e capinhas inteligentes, na China, a Xiaomi também faz e vende um purificador de ar, o Mi Air Purifier. Lançado no final do ano, o produto que inclusive pode ser controlado pelo smartphone, via aplicativo, custa US$ 150, em torno de R$ 477.

De acordo com o blog do GSMArena , o purificador de ar tem dois ventiladores e quatro dutos de ar e é capaz de produzir 10.000 litros de ar limpo por minuto, enquanto seu filtro em três camada remove 99,99% das partículas inaláveis, as PM2,5. Partículas PM2.5 são aquelas menores que 2,5 micrômetros e contêm poeira, sujeira , fuligem, fumaça e partículas líquidas que são mais difíceis de filtrar e costumam causar danos aos pulmões.

Fora isso, a máquina também tem controle remoto com monitor em tempo real de qualidade do ar e controle de velocidade.

Mi Bunny Screen Cleaner
Reprodução
Mi Bunny Screen Cleaner

Xiaomi também faz "lembrancinha"

Para fãs legítimos da marca chinesa, a Xiaomi criou o Mi Bunny Screen Cleaner , um chaveiro do mascote da empresa, o Mi Bunny (um coelho com chapéu da China comunista), que serve de enfeite e também para limpar telas de smartphones ou tablets. Segundo a fabricante, o pequeno bicho de pelúcia é feito de microfibra, tecido indicado para a limpeza de telas que são sensível ao toque. O inusitado acessório custa cerca de R$ 6,99, em torno de R$ 22.

Dispositivos vestíveis estão nos planos futuros da Xiaomi

Nos planos futuros da Mi, como também é chamada Xiaomi, também está um rival do Apple Watch e de vários outros relógios inteligentes que estão no mercado. De acordo com o site GSM Arena , o dispositivo vestível terá tela redonda e design em metal escovado. Além disso, o acessório poderia vir com um identificador de velocidade do pulso, que segundo o site é uma forma de garantir a segurança do usuário, uma vez que ele só poderia ser desbloqueado pelo pulso do seu dono. Por enquanto, são só rumores.

Enquanto o relógio inteligente não sai, uma parceria entre a chinesa Li Ning e a Xiaomi deverá resultar em uma nova geração de tênis de corrida inteligentes segundo informações da Reuters .  A Li Ning disse que a cooperação com a Xiaomi é a primeira entre o esporte e a tecnologia na China. De acordo a matéria, chips deverão ser colocados nas solas dos tênis de corrida da Li Ning. Por sua vez, os calçados serão conectados a um aplicativo da Xiaomi, o qual trará informações para os esportistas, como controle de evolução e resultados, analise de performance e realizações.

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