Internet.org tem como objetivo dar aos usuários acesso a serviços básicos de internet de forma gratuita, com ajuda das operadoras e de parcerias com desenvolvedores de apps

Facebook anuncia oficialmente a plataforma Internet.org, iniciativa que conecta usuários a certos aplicativos gratuitamente. Desenvolvedores poderão crias sites para o projeto
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Facebook anuncia oficialmente a plataforma Internet.org, iniciativa que conecta usuários a certos aplicativos gratuitamente. Desenvolvedores poderão crias sites para o projeto

Nesta segunda-feira (4), o Facebook apresentou a plataforma Internet.org , uma ferramenta para os desenvolvedores criarem serviços integrados ao projeto Internet.org para dar às pessoas acesso a serviços básicos gratuitos na internet.

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No comunicado, o Facebook afirma que busca parcerias não exclusivas com operadoras móveis para oferecer serviços básicos de internet por meio de sites simples e eficientes na transmissão de dados. No Internet.org, os sites não pagam para serem incluídos e as operadoras não cobram dos desenvolvedores pelos dados que as pessoas em áreas rurais e de baixa renda em mercados emergentes usam para acessar seus serviços.

O objetivo da plataforma Internet.org é dar as pessoas acesso a serviços básicos e gratuitos na internet para que descubram potencial desses serviços online. "Nosso programa visa apresentar a internet para as pessoas e mostrar como ela pode mudar suas vidas para melhor. Acreditamos que cientes dos seus benefícios, as pessoas terão interesse em se tornarem usuárias pagantes da internet", diz o texto.

A iniciativa foi lançada em nove países na África, América Latina e Ásia, incluindo a Índia, conectando mais de oito milhões de pessoas à Internet  segundo a gigante de mídia social .

Para desenvolvedores

Para fazer parte do projeto, os desenvolvedores precisarão seguir três princípios que nortearam o desenvolvimento das versões do Facebook e do Messenger para a Internet.org. 

Ao desenvolvedores, o Facebook explica que sites que requerem banda larga ou que oferecem VoIP, vídeo, transferência de arquivos, fotos em alta resolução e grande volume de dados não estarão inclusos gratuitamente. Os sites devem ser criados e otimizados tanto para telefones comuns, quanto smartphones e em cenários limitados de largura de banda. Além disso, devem estar integrados corretamente com a plataforma Internet.org para que possamos oferecer custo zero, não precisar de JavaScript ou SSL/TLS/HTTPS.

Parceria com o Brasil

Durante a Cúpula das Américas e ao lado de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook,  Dilma Rousseff anunciou que implantaria o projeto Internet.org no País . Na ocasião, a presidente disse que “a partir de agora, vamos começar a desenvolver estudos em comum, até desenhar um projeto comum com o objetivo da inclusão digital. Isso vai permitir ampliar o acesso à educação, à saúde, à cultura e tecnologia”, declarou.

Após o anúncio oficial, a Proteste Associação de Consumidores e outras 33 entidades entregaram uma carta à presidente Dilma Rousseff com críticas ao possível acordo entre o Facebook e o governo. Para as organizções, o projeto Internet.org viola direitos assegurados pelo Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965), como a privacidade, a liberdade de expressão e a neutralidade da rede.

De acordo como comunicado, "ao prometer acesso gratuito e exclusivo a aplicativos e serviços, o Facebook está na verdade limitando o acesso aos demais serviços existentes na rede e oferecendo aos usuários de baixa renda acesso a apenas uma parte da internet. Esta estratégia da rede social, realizada em parceria com operadoras de telecomunicações e provedores de conteúdo, desrespeita o princípio da neutralidade, ainda que garanta o uso dos aplicativos e conteúdos mais populares. No longo prazo, pode gerar concentração dos serviços de infraestrutura, de acesso à internet e conteúdos, restringindo a liberdade de escolha do usuário".

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