Segundo relatório, atual ambiente macroeconômico desencoraja a maioria dos assinantes a atualizar para dispositivos e serviços 4G

Apesar do impulso recente, com 17 operadoras lançando 4G novas em 2014, as redes de quarta geração representaram apenas 2,4% do total de 683 milhões de conexões móveis na América Latina no primeiro trimestre de 2015. Segundo informações da GSMA Intelligence, o setor de pesquisa da GSMA, que recentemente publicou dois relatórios, o número está abaixo da média global de 8,4%.

Segundo o estudo, divulgado na conferência Mobile 360 – Latin America, isso significa que a migração para as redes 4G na região está ocorrendo em um ritmo mais lento que o ritmo anterior das redes 3G.

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Celulares 4G atuais não acessarão nova frequência, prevista para 2016

O relatório atribui este progresso mais lento a diversos fatores, incluindo a alocação insuficiente de espectro 4G adequado (especialmente em frequências abaixo de 1 GHz, como a faixa de dividendos digitais de 700MHz), as dificuldades na implantação de infraestrutura a nível municipal para atender às obrigações atuais de cobertura, e a um ambiente macroeconômico desafiador, que desencoraja a maioria dos assinantes a atualizar para dispositivos e serviços 4G.

Até março deste ano, existiam 39 operadoras com redes LTE na América Latina, abrangendo 15 dos 22 países na região. A primeira rede 4G na América Latina foi lançada pela Antel no Uruguai em dezembro de 2011. O número de implantações de redes acelerou recentemente, e mais 21 operadoras planejam lançamentos nos próximos anos.

“Várias operadoras estão fazendo investimentos, apesar do declínio da receita decorrente dos serviços tradicionais das operadoras, como o serviço de voz”, disse Sebastian Cabello, diretor da GSMA Latin America. 

De acordo com a GSMA Intelligence, as redes 4G serão responsáveis por 28% das conexões móveis da América Latina em 2020. Estima-se que as redes 3G, que atualmente oferecem cobertura a quase 90% da população da região, representem 51% das conexões até este ponto. As operadoras de telefonia móvel fornecerão suporte à migração durante este período, com o aumento do investimento em infraestrutura.

Estima-se que as despesas com capital das operadoras totalizem aproximadamente US$ 170 bilhões no período de seis anos, entre 2015 e 2020, um aumento sobre os US$ 106 bilhões investidos ao longo dos últimos seis anos.

Operadoras móveis assumem a liderança em conexões M2M

A GSMA Intelligence estima que existam 16,1 milhões de conexões M2M de celulares na América Latina no final de 2014, tornando-a a quarta maior região de M2M no mundo inteiro, atrás da Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte. Conexões M2M são aqueles que se referem a máquina a máquina, que permitem tanto sistemas com fio quanto sem fio de se comunicarem com outros dispositivos. Nos últimos anos, o SMS tornou-se um crescente e importante exemplo de comunicação M2M.

Estima-se que o crescimento em conexões M2M de celulares na América Latina seja muito forte nos próximos anos, aumentando em 25% ao ano (CAGR) até 2020 e alcançando 62 milhões de conexões até este ponto. A tecnologia M2M para celulares representa atualmente cerca de 2% do total de conexões na região, mas estima-se que cresça até 7% em 2020.

O Brasil é o maior mercado M2M na América Latina, com 9,9 milhões de conexões M2M de celulares até o final do ano de 2014, sendo responsável por 61% do total do mercado M2M para celulares na região. A redução do último ano no imposto do cartão SIM em dispositivos M2M que não são operadoras por pessoas estimulou o mercado no Brasil, ajudando a acelerar as implantações de conexões M2M em áreas como de comunicação entre veículos e de contadores inteligentes.

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