Feira tem projeto destinado a cadeirantes e sistemas para reduzir custos com energia elétrica e combustível

Campuseiros mostram suas invenções na área de startups em busca de investimento
Willian Soares Alves/Divulgação
Campuseiros mostram suas invenções na área de startups em busca de investimento

Com o tema “Feel The Future”, ou “Sinta o Futuro”, a Campus Party 2016 deu destaque para nomes conhecidos do setor de tecnologia. Entretanto, jovens empreendedores também tiveram espaço. Startups e universitários utilizaram a feira para apresentar suas criações. Alguns já estão em estágio avançado e pretendem iniciar as vendas em breve.

É o caso do Nexer, um dispositivo que, quando conectado ao carro, envia informações sobre os gastos de combustível, manutenções necessárias e incentiva o motorista a ter uma direção mais segura. O aparelho envia as informações via bluetooth para um aplicativo disponível para smartphones Android. Criada em 2014 por engenheiros do setor automotivo e pesquisadores na UFMG, a empresa já disponibiliza o produto para venda em seu site oficial.

Ainda em fase de projeto, os alunos Alexandre Agra e Damien Depannemaecker desenvolveram uma cadeira de rodas que pode ser controlada com o movimento dos olhos. O projeto utiliza um óculos similar ao Google Glass para captar a movimentação da íris do cadeirante e envia um comando para um software instalado em um notebook. Com isso, o aparelho consegue informar a um pequeno motor para qual direção a cadeira deve ir.

“A mobilidade é uma questão importante do dia a dia”, explica Depannemaecker. A ideia é desenvolver ainda mais o projeto para abaixar os custos, adaptando-se às necessidades de cada um. Com custo de, aproximadamente, R$ 10,5 mil, Agra e Depannemaecker iniciaram o projeto em maio de 2015, na Unifesp, de São José dos Campos (a 100 km de São Paulo), e pretendem criar uma versão do software em um tablet ou um pequeno computador de bordo ao lado da cadeira de rodas para deixar o cadeirante o mais livre possível.

Os alunos Fernando Andrade e Victor Roja, da USF, de Itatiba, em São Paulo, apresentaram um sistema de iluminação econômico. O projeto conta com sensores semelhantes de movimentos já existentes. Entretanto, ao invés de checar se alguém está andando, o sistema faz uma contagem de quantas pessoas estão no local, evitando que a luz apague se alguém estiver parado. Em cada porta são instalados dois sensores responsáveis pela contagem das pessoas em um cômodo. “Eles servem para dar a noção de sentido”, explica Roja.

Alunos da USF, de Itatiba, apresentaram projeto que representa um cômodo com os sensores de deslocamento
Victor Hugo Silva/iG São Paulo
Alunos da USF, de Itatiba, apresentaram projeto que representa um cômodo com os sensores de deslocamento

Iniciado em janeiro de 2015, o sistema contou com a colaboração de outros quatro alunos da universidade e teve custo de, aproximadamente, R$ 500. De acordo com medições feitas pelos alunos, o projeto teve uma redução de uso de energia elétrica em média de 31%, se comparado com o sistema de presença tradicional. O objetivo dos alunos é continuar com o desenvolvimento para que ele funcione também como um sistema de segurança, indicando se alguém entrou em uma casa, quando ninguém estiver nela, por exemplo.

Conheça alguns projetos apresentados na Campus Party 2016:




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