Em comunicado, aplicativo lembra que decisão da Justiça "pune mais de 100 milhões de usuários brasileiros"

Agência Brasil

App está bloqueado desde as 14h desta segunda (2) por determinação do juiz Marcel Montalvão
ALV / Flickr
App está bloqueado desde as 14h desta segunda (2) por determinação do juiz Marcel Montalvão

O aplicativo de troca de mensagens WhatsApp informou que está desapontado com a decisão judicial que bloqueou o serviço em todo o país. Segundo a empresa, a decisão pune mais de 100 milhões de brasileiros que dependem do serviço.

"Depois de cooperar com toda a extensão de nossa capacidade com os tribunais brasileiros, estamos desapontados que um juiz de Sergipe decidiu, mais uma vez, ordenar o bloqueio de WhatsApp no Brasil. Esta decisão pune mais de 100 milhões de brasileiros, que dependem do nosso serviço para se comunicar, administrar seus negócios e muito mais, para nos forçar a entregar informações que afirmamos repetidamente que não temos", afirmou o Whatsapp por meio de nota enviada à Agência Brasil.

A empresa ainda não informou se irá recorrer da decisão judicial.

O WhatsApp está bloqueado em todo o país desde as 14h de hoje, por determinação do juiz Marcel Montalvão, da comarca de Lagarto (SE). A medida vale inicialmente por 72 horas, mas o serviço pode ser retomado antes desse prazo se houver uma liminar derrubando a decisão.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), todas as companhias receberam a intimação e cumprirão a determinação judicial.

Bloqueio é desproporcional, diz Anatel

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, afirmou que o bloqueio do aplicativo WhatsApp em todo o país é uma medida desproporcional porque acaba punindo os usuários do serviço. “O WhatsApp deve cumprir as determinações judiciais dentro das condições técnicas que ele tem. Mas, evidentemente o bloqueio não é a solução”, acrescentou.

Segundo Rezende, a Anatel não pode tomar nenhuma medida para restabelecer o serviço, porque não é parte da decisão judicial. O Ministério das Comunicações informou que não vai se posicionar neste momento sobre a decisão judicial que determinou o bloqueio do WhatsApp.

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