Aplicativos de mensagens foram citados por 79% dos entrevistados; ligações convencionais tiveram 61% das citações em estudo da Deloitte

Brasil Econômico

Aliado do dia a dia de muitos brasileiros, o smartphone deixou de ser apenas uma ferramenta voltada predominantemente para chamadas de voz. De acordo com o estudo Global Mobile Consumer Survey 2016, produzido pela Deloitte, o aplicativos de mensagens instantâneas são os mais usados pelos brasileiros, com 79% de citações. As redes sociais foram lembradas em 73% das respostas, enquanto o e-mail foi citado por 63% dos entrevistados.

Em 2013, chamadas de voz eram mais populares que aplicativos de mensagens e foram citadas por 80% dos entrevistados
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Em 2013, chamadas de voz eram mais populares que aplicativos de mensagens e foram citadas por 80% dos entrevistados

As chamadas de voz ficaram apenas na quarta colocação, com cerca de 61% das citações. Os entrevistados também citaram chamadas de voz por protocolo IP (47%) e videochamadas (26%). Para chegar ao resultado, o levantamento perguntou para os participantes quais meios de comunicação disponíveis em seus aparelhos foram usados na semana anterior à pesquisa.

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Em comparação, o uso de chamadas de voz foi citado por 80% dos usuários de celulares na pesquisa de 2013. Para a diretora da Deloitte para o setor de Telecomunicações, Mídia e Tecnologia, Solange Carvalho, a queda da popularidade das ligações convencionais é um fenômeno que causa preocupação entre as operadoras de telefonia. "As empresas de telecomunicações têm se dedicado a repensar seus modelos de negócios para enfrentar essas tendências e seguir capitalizadas".

De acordo com a executiva, a mudança do comportamento dos usuários está relacionada à projeção de tecnologias OTT, ou over the top, que oferecem conteúdos audiovisuais por meio da internet. "As operadoras acabam viabilizando o meio (que é a conexão de Internet) pelo qual os entrantes de OTT oferecem seus serviços e abrem concorrência direta com as primeiras", explica.

O WhatsApp é o serviço alternativo às ligações mais lembrado pelos entrevistados, com 85% de citações de brasileiros que possuem smartphones. Os entrevistados na faixa etária entre 45 e 55 anos são os que mais usam as mensagens instantâneas, chegando a cerca de 90% dos entrevistados. Entre os participantes da faixa entre 18 e 24 anos, o app foi citado em pouco mais de 70% das respostas.

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Ao mesmo tempo em que o uso dos celulares se transforma, a popularidade do aparelho segue crescendo. De acordo com a pesquisa, oito em cada dez brasileiros entrevistados já utilizam os smartphones. O resultado do País ficou próximo da média global, de 81%. O índice representa um aumento em relação a 2015, quando os celulares inteligentes eram utilizados por 77% dos entrevistados.

Lista de desejos

O estudo também apontou qual deve ser o comportamento do brasileiro no futuro próximo. Os produtos com maior expectativa de compra dos brasileiros é o smartphone, com 59% dos entrevistados afirmando que desejam esse tipo de equipamento no próximo ano. Os tablets (28%), laptops (27%) e relógios inteligentes (12%) seguem logo abaixo. Os participantes também citaram dispositivos de realidade virtual (11%) e pulseiras inteligentes (8%).

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"Essa lista de desejos mostra, basicamente, que o brasileiro busca praticidade e eficiência para se comunicar e se manter conectado às novas tendências", diz Marcia Ogawa, sócia-líder para o atendimento à indústria de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Deloitte. Para apurar o hábito de consumo de equipamentos e serviços, como chamadas de voz e aplicativos, o levantamento entrevistou usuários de 31 países. No Brasil, a pesquisa foi realizada com 2.005 pessoas de todas as regiões do País.

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