Tamanho do texto

Moeda digital bateu recordes e chegou a ser negociada por US$ 20 mil em dezembro; ano também serviu para a Apple lançar edição especial do iPhone

Travis Kalanick anunciou sua saída da Uber em meio a escândalos com funcionários e reclamações de motoristas
shutterstock
Travis Kalanick anunciou sua saída da Uber em meio a escândalos com funcionários e reclamações de motoristas

O ano de 2017 na tecnologia foi marcado pelo crescimento de moedas virtuais como bitcoin e por polêmicas envolvendo o aplicativo de transporte Uber. Entre as histórias de sucesso e fracasso para as gigantes tecnológicas, também estão o lançamento do iPhone X, edição especial para marcar os dez anos do celular da Apple, e os ciberataques responsáveis por atingir máquinas pessoais e de empresas de todo o mundo.

Avaliada em US$ 1.003 em janeiro, o bitcoin  se tornou uma das maiores surpresas do ano ao ser negociada por cerca de US$ 20 mil em dezembro , valor recorde para a moeda digital criada em 2009. Dias depois, a cotação da moeda caiu mais de 25%  em apenas um dia e assustou investidores. Mesmo com a incerteza sobre o investimento, muitos voltaram as atenções para as criptomoedas, inclusive governos de países como Estados Unidos, Rússia e Venezuela.

Em setembro, foi a vez da Apple divulgar o iPhone X , além de outros aparelhos da empresa como o iPhone 8 e novas edições da Apple TV e do Apple Watch. Com tela de 5,8 polegadas que aproveita ao máximo a área frontal, o smartphone recebeu uma série de críticas por conta do preço: US$ 999. No Brasil, o aparelho se tornou ainda mais caro e sua versão mais espaço de armazenamento foi anunciada por R$ 7.799.

No que diz respeito aos desastres da tecnologia no ano, os ciberataques capazes de paralisar máquinas de todo o mundo estão no topo da lista. Em maio, o ransomware WannaCry atingiu mais de 200 mil dispositivos  após "sequestrar" dados para liberá-los somente de acordo com um pagamento. Apesar da proporção, o valor obtido pelos cibercriminosos foi relativamente baixo. Estima-se que foram pagos US$ 30 mil (cerca de ) por usuários durante o ataque.

Em meio a escândalo envolvendo acusações de assédio sexual a funcionários, reclamações de motoristas por conta de pagamentos e roubo de propriedade intelectual, Travis Kalanick anunciou, em junho, sua renúncia ao cargo de CEO . Segundo ele, a decisão foi tomada após a morte de sua mãe. Para seu lugar, foi escolhido Dara Khosrowshahi, conhecido por ter liderado o site de viagens Expedia.

Algumas semanas antes, em fevereiro, o Snapchat liberou a venda on-line do Spectacles, que já havia sido divulgado em alguns  pontos físicos do Estados Unidos em novembro de 2016. Com preço sugerido de US$ 129, o óculos consegue enviar as gravações automaticamente para a rede social. A expectativa era garantir um "boom" entre jovens e adolescentes, mas milhões de produtos não foram vendidos, permanecendo nos estoques.

* Com informações da Ansa.