Em maio deste ano, o Spotify removeu conteúdos de alguns artistas envolvidos em escândalos, mas a plataforma admitiu que a sua política não foi muito bem formulada, já que abre espaço a diversas interpretações; veja

Brasil Econômico

Com a mudança, apenas faixas com discursos de ódio detectados serão retiradas do Spotify
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Com a mudança, apenas faixas com discursos de ódio detectados serão retiradas do Spotify

A plataforma de streaming Spotify reverteu a sua política de ‘boicotar’ artistas envolvidos em escândalos e discursos de ódio . Entre os músicos banidos pela plataforma estavam R. Kelly, acusado de abuso sexual, e o rapper XXXTentation, que espancou a ex-namorada.

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Segundo o portal internacional The Verge , pouco tempo depois de o Spotify anunciar a medida, a Apple Music e a Pandora fizeram o mesmo com o catálogo do cantor R. Kelly.

Embora a atitude tenha servido de exemplo e foi seguida por outras empresas, o aplicativo de músicas declarou na última semana que 'errou em retirar da plataforma os conteúdos dos artistas, já que não teve tempo o suficiente para definir os detalhes da política'.

Sobre a decisão considerada equivocada pela empresa, o CEO da plataforma, Daniel Ek, disse que os termos deixam lacunas para que haja diversas interpretações, e que a proposta do serviço não é penalizar indivíduos, mas, sim, não promover discursos de ódio.

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Nova diretriz

Com a mudança, apenas faixas com discursos de ódio detectadas serão retiradas da plataforma, ou seja, as músicas “cuja finalidade é incitar o ódio ou a violência contra pessoas por causa de sua raça, religião, deficiência, identidade de gênero ou orientação sexual”, como explica o termo.

Além disso, a plataforma destacou que o usuário que identificar um discurso de ódio poderá fazer a denúncia no app, preenchendo um formulário que será posteriormente analisado pela empresa.

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Afinal, qual conteúdo é proibido no Spotify?

  • Aquele que promove o discurso de ódio;
  • Qualquer conteúdo fornecido à plataforma sem permissão do titular de direitos, para proteger a propriedade intelectual;
  • Qualquer conteúdo que viole leis locais;
  • Qualquer conteúdo explícito ou adulto que não esteja sinalizado como tal, para que o usuário que não tem interesse em ouvir, tenha a opção de filtrá-lo da sua conta.

Neonazismo excluído da plataforma

Em agosto do ano passado, em meio às manifestações neonazistas em Charlottesville , nos Estados Unidos, o Spotify excluiu aproximadamente 20 bandas e grupos da plataforma ligados a movimentos neonazistas e de supremacia branca.

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