Segundo Anatel, número de aparelhos celulares, telefones fixos e de TV por assinatura estão em queda no acumulado dos últimos 12 meses até abril

Brasil Econômico

Operadoras de telefonia fixa, móvel e de TV por assinatura têm motivos para ficarem preocupadas após levantamento realizado e divulgado pela Anatel
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Operadoras de telefonia fixa, móvel e de TV por assinatura têm motivos para ficarem preocupadas após levantamento realizado e divulgado pela Anatel

A Agência Nacional de Telecomunicações ( Anatel ) divulgou ao longo da semana passada dados sobre o número de contratos do setor de telecomunicações do país e os resultados confirmaram a preocupação do setor: tanto o número de contratos de TV por assinatura , quando os de telefone fixo e telefone móvel seguem em queda no acumulado dos últimos 12 meses, no recorte atualizado de maio de 2017 a abril de 2018.

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Telefone móvel

Em relação ao número de linhas de telefone móvel ativas, a Anatel divulgou que o Brasil teve queda de 2,74% (-6,63 milhões) nos últimos 12 meses e menos 0,03% (-80,22 mil) na comparação com março desse ano. No total, o Brasil passou a ter pouco menos de 254 milhões de celulares ativos no país, o que ainda é mais do que um celular para cada cidadão brasileiro. Desse montante, 144,2 milhões são linhas móveis pré-pagas e 91,5 milhões de linhas pós-pagas. 

Apesar dos valores absolutos, parece estar havendo uma transição de modelos já que as linhas pós-pagas apresentaram crescimento de 1% (906.950) em relação ao mês anterior e as linhas pré-pgadas queda de 0,68% (-987.180). Dessa forma, apesar do saldo ser negativa, as operadoras não devem estar reclamando tanto já que os valores gastos com uma linha pós-paga costumam ser superiores do que as pré.

Enquanto isso, no recorte geográfico, São Paulo continua tendo o maior número de linhas móveis do país com 26,52% do total (65,52 milhões); seguido por Minas Gerais com 9,5% (22,43 milhões); e Rio de Janeiro com 8,71% (20,54 milhões); mas foi Roraima que apresentou o maior crescimento com alta de 3,24% ( 15.600) no número de linhas móveis, seguido do Amazonas com 2,77% (95.710); por São Paulo com 0,39% (243.940); Amapá, com 0,35% (2.250) e do Espírito Santo com 0,16% (6.010). Todos os outros estados e o Distrito Federal apresentaram redução.

Já em relação às operadoras, em abril de 2018, a Vivo detinha 31,85% (75 milhões) do mercado de linhas móveis; seguida pela Claro, com 25,03% (quase 59 milhões); TIM com 24,41% (57,5 milhões); Oi com 16,47% (quase 39 milhões); Nextel, com 1,26% (quase 3 milhões); Algar Telecom com 0,56% (1,3 milhões); Porto Seguro com 0,27% (635 mil); Datora com 0,10% (232,78 mil); Sercomtel com 0,03% (66,6 mil); e outras com 0,02% (45 mil).

Telefone fixo

Curiosamente, linhas de telefone fixo consideradas mais desatualizadas foram as únicas que apresentaram algum crescimento no ano.
Marcello Casal Júnior/Agência Brasil
Curiosamente, linhas de telefone fixo consideradas mais desatualizadas foram as únicas que apresentaram algum crescimento no ano.

Já a situação da telefonia fixa parece pior, porém, mais estável, o que pode signifcar tanto uma retomada do setor quando um sinal de que os números já bateram no fundo do poço. Isso porque em abril de 2018, o Brasil contava com 40.487.778 linha de telefone fixo, o que representa uma redução de 1.045.959 (-2,52%) no acumulado dos últimos 12 meses, mas obteve um aumento residual de 6.061 (0,01%) quando comparado com o mês de março.

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Desse total, as empresas autorizadas contavam com 17.160.429 linhas fixas e as concessionárias 23.327.349. No mês passado essa balança estava com 17.138.921 de um lado versus 23.320.633 do outro, ou seja, praticamente igual, mas ainda confirmando o recorte de 12 meses onde as autorizadas apresentam um ligeiro aumento de 61.666 (0,36%) e as concessionárias uma redução de 1.107.625 (-4,53%),

Do ponto de vista das empresas, entre as autorizadas a Claro seguiu liderando o mercado com 62,84% (10.784.188 linhas) de participação; seguida pela Telefônica, que detinha 27,91% (4.789.249); e a TIM com 4,35% (745.913). Já entre as concessionária, a Oi ficou com a liderança com 55,71% (12.995.183) do mercado, seguida pela Telefônica (9.408.521).

Entre os estados, na variação entre abril e março deste ano, o Rio de Janeiro foi que apresentou maior redução de linhas fixas 27.873 (-1,36%). Em Minas Gerais a queda foi de 4.447 (-0,31%). No entanto alguns estados apresentaram aumento, como Rio Grande do Sul com, 7.831 (0,63%) e Paraná com mais 7.421 (0,46%).

TV por assinatura

Número de aparelhos de TV por assinatura vem caindo mês após mês no Brasil
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Número de aparelhos de TV por assinatura vem caindo mês após mês no Brasil

O setor de TV por assinatura, no entanto, deve estar realmente preocupado. Isso porque a Anatel divulgou que 17,97 milhões de contatos de TV por assinatura estavam ativos em abril de 2018, o que significar uma redução acentuada de 4,33% (-814.050) nos últimos 12 meses e de 0,05% (-8.830) em apenas um mês.

A divisão por estados também demonstra bem isso ao indicar que apenas Rio Grande do Norte (18,33% ou 44.000), Ceará (5,77% ou 22.890 mil), Piauí (5,31% ou 4.550), Maranhão (2,68% iu 4.690) e Tocantins (0,98% ou 420) tiveram crescimento nesse segmento. Todos os outros registraram queda. Ainda assim, São Paulo continua na liderança folgada do ranking de maior número de contratos ativos com 37,53% do total (6.740.000), seguido por Rio de Janeiro (13.52%) e Minas Gerais (8,73%).

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Entre as empresas, a Anatel dilvuou que o grupo Claro/NET seguia líder do segmento em abril de 2018 com 49,85% do mercado, seguido pela SKY com 29,32%, Vivo com 8,87, Oi com 8,51%, Nossa TV com 0,69%, Algar Telecom com 0,67% e Cabo com 0,57%.

* Com informações da Anatel

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