Segundo a publicação do The Wall Street Journal, a "nova ferramenta" deverá focar na gravação vertical; na última semana, a empresa convidou alguns jornalistas para explicar como os algoritmos do app funcionam; veja

Brasil Econômico

Reportagem não detalhou se os vídeos longos do Instagram serão publicados no feed ou no Stories
Pixabay/Creative Commons
Reportagem não detalhou se os vídeos longos do Instagram serão publicados no feed ou no Stories

Você já se imaginou assistindo a  vídeos de até uma hora no Instagram? A ideia pode soar estranha para algumas pessoas, mas, de acordo com uma reportagem publicada pelo The Wall Street Journal , o plano da empresa é permitir que usuários criem vídeos de longa duração.

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O recurso abriria nova possibilidade de criação, conforme mencionado pelo portal internacional The Verge , já que a “nova ferramenta” deve focar no formato vertical de gravação e aproximar o Instagram do YouTube, que inclusive monetiza os produtores de conteúdo que cumprem algumas especificidades.

A reportagem falou sobre os formatos dos vídeos, o novo tempo de duração, mas não detalhou se as produções mais longas seriam permitidas somente no feed principal, se no Stories ou em ambas as ferramentas da plataforma.

Vale destacar que, atualmente, os stories são limitados a 15 segundos de duração, enquanto que os vídeos postados no feed principal podem demorar pouco mais de um minuto.

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Os algoritmos do Instagram

Em julho de 2016, os usuários do Instagram estavam perdendo aproximadamente 70% das postagens dos amigos, mas, hoje, a rede social garante que, mesmo com 800 milhões de usuários cadastrados no app, pelo menos 90% das postagens são visualizadas.

A mudança fez com que muita gente se questionasse sobre como, afinal de contas, os algoritmos da rede social funcionam. Para sanar as dúvidas, na última semana, um grupo de repórteres foi chamado para ir ao escritório do Facebook para que a empresa explicasse a política do feed.

Segundo o portal internacional TechCrunch , os algoritmos do Instagram funcionam com base no aprendizado de máquina (mais conhecido pelo nome inglês machine learning ) para produzir um feed exclusivo para cada usuário. Com isso, o software se baseia nas interações de cada um para promover uma experiência diferente para cada pessoa, mesmo seguindo os mesmos perfis que um amigo, por exemplo.

Sendo assim, há três fatores principais que determinam o que cada um vê no feed:

  • Interesse: nesse aspecto, o machine learning “prevê”, em tempo real, com base no histórico do usuário, se ele se impostará com determinada postagem ou não;
  • Recente: a plataforma também prioriza as postagens mais novas em relação às mais antigas;
  • Relacionamento: aqui, o Instagram detecta o grau de proximidade entre as pessoas para que um amigo mais próximo tenha prioridade no feed. Assim, quem comenta as postagens ou é marcado nas fotos com mais frequência, tende a aparecer mais no feed do amigo.  

Além desses itens, há também os três fatores adicionais que influenciam na ‘montagem’ do feed:

  • Frequência com que o app é aberto: assim, o machine learning filtra as ‘melhores postagens’ que aconteceram desde a última visita;
  • A quantidade de pessoas seguidas: ou seja, quanto mais gente o usuário seguir, maior será a variedade de autores aparecendo no feed;
  • O tempo de uso da plataforma: com isso, para o usuário que acessa o app uma vez por dia, por exemplo, o algoritmo mostra apenas o que for mais relevante seguindo aqueles três fatores principais.

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O encontro com os jornalistas também serviu para desmistificar alguns boatos do Instagram e aqui vão alguns deles: a plataforma não oculta publicações e o usuário pode ver todos os posts de todos mundo que segue, basta continuar ‘rolando’ o feed. Além disso, os representantes do app disseram que a plataforma não favorece os usuários que usam o Stories, fazem lives ou outros recursos especiais da plataforma.

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