Ele cabe no bolso, tanto pelo tamanho quanto pelo preço

A Motorola percebeu que a linha Defy fez sucesso e não para de lançar novos aparelhos. O Defy Mini XT320 perde em desempenho para o modelo normal do Defy, mas também fica mais barato e mantém as características de resistência. Confira esse novo modelo da linha, que também pode ser encontrado em versão com dois chips de operadora.

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A favor:

• Resistente a água e poeira;
• Tela com vidro Gorilla Glass;
• Bateria dura até 9 horas de bom uso;
• Possui versão dual SIM.

Contra:
• Tela menor e com menos cores que a do Defy;
• Pouco armazenamento interno;

Design

O nome Mini realmente não tem nada a ver com o tamanho do aparelho, uma vez que ele tem praticamente o mesmo peso e dimensões do Defy+. A justificativa para o nome Mini está em outras características reduzidas. Ainda assim, ele é bonito, em alguns detalhes bem mais do que seu irmão maior.

A saída de som frontal fica logo abaixo dos botões de toque do sistema e o plástico que rodeia o aparelho é cinza escuro fosco, dando um ar bem elegante, mas sem perder a cara esportiva. Alguns detalhes em plástico e saída de som também podem ser encontrados em um modelo laranja, deixando-o mais divertido e jovem. O design só deixa a desejar na tela. Com muita moldura preta ao redor, tem jeitão de tela de celular antigo.

Pesando pouco mais de 100 gramas, o aparelho é todo projetado para impedir a entrada de água ou poeira. Isso acaba deixando o Defy Mini um pouco trambolhudo, mas se você é uma pessoa desastrada, vai agradecer por isso. A tampa traseira é emborrachada, e para chegar à bateria é preciso abrir uma trava. Conexões e entrada para fones também possuem tampinhas de borracha para proteção.

Na parte superior encontramos o botão de energia e a entrada para fones. Do lado esquerdo só há a conexão microUSB, enquanto que no direito ficam os botões de volume e um exclusivo para a câmera. Na frente fica uma saída de som, câmera frontal, tela e botões padrão do Android. Na traseira encontramos a câmera e um flash.

Tela

A tela não é um dos pontos fortes. Ela é multitoque capacitiva TFT, mas tem apenas 3,2 polegadas e 256 mil cores, além de definição de 320 x 480 pixels. O Defy+ e o Defy convencional superam esses aspectos com folga. Essas limitações não fazem uma enorme diferença no dia-a-dia, mas prejudicam vídeos e jogos. No geral a tela ela é bem brilhante e responde bem ao toque, mas mas poderia ser maior ou com mais cores.

Hardware e processamento

Ele é Mini em muitas coisas (tela menor, memória menor) quando comparado ao modelo Defy comum. O que pode ser uma vantagem é que também há versões dual SIM para o Mini, o que pode ser uma mão na roda para muitos. O processador é de 600 MHz, com RAM de 512 MB, Nada muito surpreendente, condizendo com sua faixa de valor. Ainda assim, testamos jogos como Raging Thunder e Angry Birds Space, que exigem razoável poder de processamento, e tudo rodou sem problemas. Jogos mais pesados, como NFS Hot Pursuit e GTA III, deram problemas.

Como todo Android, ele é bem completo nas conexões sem fio: Wi-Fi 802.11 b/g/n, GPS com A-GPS, Bluetooth 2.1, 3G e até algumas extras como Wi-Fi hotspot, Wi-Fi Direct e DLNA. Entre os sensores há o de luz, o de proximidade, acelerômetro e bússola.

Sistema operacional

O sistema embarcado no XT320 é o 2.3.6 Gingerbread, uma versão bem atualizada e sem problemas do Android. A probabilidade de um update para o Android 4.0 Ice Cream Sandwich é pequena, principalmente devido ao processador. Muita gente vai gostar do fato de que esse modelo, ao contrário dos outros da linha Defy, não vem com a interface Blur, amada e odiada, que divide opiniões. O visual da interface MotoSwitch 2.0 é muito parecido com o Blur, colorido, sólido e lúdico como a Motorola já aplica em seus outros aparelhos.

Defy Mini vem com Android Gingerbread
Stella Dauer
Defy Mini vem com Android Gingerbread

Na home (que possui até nove janelas) e nos aplicativos ficam os maiores destaques: há widgets interessantes como um mosaico que mostra os aplicativos mais utilizados, útil para quem não tem paciência para ficar arrumando a home toda hora.

Há um outro widget que faz a mesma coisa com seus contatos. Nos aplicativos, encontramos as pastas que já vimos em outros aparelhos. Além das pré-definidas, você pode criar a sua, ajudando quem tem muitos aplicativos, ou quer separar jogos de apps de trabalho, redes sociais, etc.

Também há a possibilidade de escolher temas: quando em casa, uma home com tais widgets pode ser escolhida; no trabalho, uma home mais séria, com widgets da bolsa, por exemplo, fica mais adequado. E você pode criar outros também. Junto com o Java, Flash também funciona, bastando baixar a última versão na loja de aplicativos.

Usabilidade

O Defy Mini é um aparelho bom de usar. Cabe bem na mão, e a traseira emborrachada ajuda a não escorregar. A tela é um pouco menor do que o ideal, mas o sistema funciona sem problemas. O fato de ter um botão exclusivo para a câmera facilita a vida de quem gosta de fazer muitos cliques com o celular. Nas ligações, o som do toque é alto, e a conversação é clara, embora não muito alta.

Ele cumpre o que promete na hora da água. Pode levar pro banho, pode derrubar na pia. Ele sai intacto. Isso se mostra muito útil quando deixamos o aparelho cair na sarjeta ou pior, na privada. Os testes foram todos satisfatórios. Com poeira, a mesma situação. A Motorola também promete que a linha Defy é resistente a quedas de até um metro e meio de altura, mas é bom lembrar que nenhum aparelho é 100% resistente a quedas. Há relatos de pessoas que deixaram o Defy cair de quina e a tela se estilhaçou. Por isso, tenha cuidado e use sempre uma capinha protetora junto com uma película para proteger a tela.

Aplicativos

Grandes diferenças por aqui. Além do conjunto básico de aplicativos do Google – Gmail, Mapas, YouTube, Gtalk, navegador GPS – ele também vem com alguns apps que a Motorola mesmo embarca nos aparelhos. Temos uma bússola, app que faz backup do cartão SD, gravador de som, lanterna e Windows Live.

O app MediaSee é interessante, reúne fotos, vídeos e músicas em um só lugar, de forma organizada. O Painel de Controle ajuda os que gostam de correr: possui uma interface que concentra câmera, música, rádio, bússola e dados da corrida e do tempo, tudo na mesma tela. De jogos, temos Tetris e Midnight Bowling II.

Câmera

Em matéria de poder, a câmera do Mini também fica bem atrás de outros modelos, mas ela não se saiu mal como prevíamos. O sensor de 3,15 megapixels fez um trabalho razoável em situações de boa luz, tanto para fotos quanto para vídeos, que são gravados em qualidade HVGA a 30 fps. Quando ampliadas no computador não mostram granulados, mas a baixa resolução é visível. Por isso, são fotos boas apenas para redes sociais e para serem mostradas no smart.

Câmera do Defy Mini tem resolução de 3,1 megapixels
Stella Dauer
Câmera do Defy Mini tem resolução de 3,1 megapixels

No Mini também há zoom digital de 4x, mas não aconselhamos o uso dessa função, já que não passa de uma forma de aumentar a foto sem aumentar a qualidade, gerando muitos granulados.

Não há autofoco, e com pouca luz ela não é recomendada. Há poucos ajustes, mas esses são o suficiente para a manipulação da câmera para todas as tarefas básicas, como filtros, cenas, ajustes de branco, etc.

Há também uma câmera frontal VGA para chats em vídeo, que funciona de acordo.

Música e mídia

A tela poderia ser contra indicada para filmes, mas tudo correu bem, e ela quebra o galho quando você tem apenas seu smart para ver alguma coisa. O som externo é muito alto, mas um pouco distorcido. Em alguns arquivos de vídeo mais pesados, pode ocorrer um ligeiro lag. Para música, vale o mesmo dos filmes. O som externo é muito alto, e os fones convencionais que vêm na caixa são bons e confortáveis.

Sem aplicativos externos, ele leu apenas o formato mov, mas funciona sem problemas com outros apps. Há também rádio FM estéreo com tecnologia RDS (que mostra a música que está tocando). O player de música é legal, vem com identificador de faixas e também uma área que procura vídeos de músicas no YouTube.

Bateria e armazenamento

A bateria é um item em que o Defy Mini se sai melhor que o Defy. Além de a bateria ser mais potente, a tela e os recursos menores acabam gerando economia. Assim, chegamos até 9 horas de uso contínuo sem precisar de recarga. Essa é uma boa vantagem.

O armazenamento interno do aparelho não é lá aquelas coisas. São apenas 512 de ROM, cuja maioria é utilizada pelo sistema Android. Sobram então apenas 110MB de espaço (no Defy são 2GB. Entendeu o nome Mini?), o que é muito pouco. Para amenizar a situação, a Motorola envia um cartão microSD de 2 GB no pacote, mas esse espaço pode crescer até 32 GB.

O que vem na caixa

A caixa traz um kit básico de uso para o Defy Mini. Temos, além do aparelho, bateria, cartão microSD de 2GB, caboUSB, carregador de viagem, fones de ouvido convencionais e manuais. Nada de muito interessante, mas com certeza o suficiente para usar.

Para quem é

O Defy Mini é praticamente para as mesmas pessoas que poderiam gostar dos outros modelos da linha. Desastrados e preocupados com a integridade de seu aparelho encontram um alívio aqui. Também é interessante para crianças e jovens, que costumam ter "mãos escorregadias". E é bom também para os que querem gastar menos na compra, já que o Mini pode ser até 25% mais barato que a versão maior.

Ficha técnica

Motorola Defy Mini

Preço: R$499
Configuração: tela de 3,2 polegadas e resolução de 320 x 480 pixels, sistema Android 2.3.6 Gingerbread, processador de 600MHz, 3G, 512 MB de armazenamento (+ cartão de 2 GB incluso), câmera de 3,1 megapixels com flash, Wi-Fi, Wi-Fi hotspot, Wi-Fi Direct, GPS com A-GPS, DLNA, Bluetooth 2.1.
Dimensões: 10,9 x 5,8 x 1,2 cm
Peso: 107g
Autonomia de bateria: Até 540h em stand-by / Até 7h em conversação/internet
Itens inclusos: aparelho, bateria, cartão de memória de 2GB, manuais, carregador de viagem, fones de ouvido cabo USB.

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