Aparelho roda versão 4.1 do Android e tem tela de 4,7 polegadas

Quase que ao mesmo tempo em que trouxe o Nexus 4 ao Brasil, a LG também lançou o Optimus G, celular topo de linha da marca que já circula no exterior desde novembro de 2012. O aparelho chega para competir no segmento de smartphones poderosos, como o iPhone 5 , o Razr HD , o Galaxy S4 e o Xperia ZQ .

Veja análises do Galaxy S4, Xperia ZQ e outros smartphones

Alguns itens fazem com que ele não seja o melhor em sua categoria, mas, com preço na casa de R$ 1.800, ele tem custo/benefício melhor do que o de alguns de seus rivais. Vamos à análise.

A favor:

• Vem com 32 GB de armazenamento interno;
• 4G compatível com o Brasil;
• Permite alta personalização do sistema;
• Ótimos fones de ouvido.

Contra:

• Acabamento é muito escorregadio;
• Não possui conexão HDMI;
• Não aceita cartão microSD;
• Câmera deixa a desejar.

Design

Se um de seus concorrentes, o Sony Xperia ZQ, já é parecido com um retângulo, o Optimus G se aproxima ainda mais dessa denominação. Ele é literalmente um bloco, um paralelepípedo com cantos arredondados. Isso não é um problema em si, mas apenas uma decisão de design, que pode agradar ou não.

Mesmo sem estar com as mãos molhadas ou engorduradas, dá pra dizer que o G é um verdadeiro sabonete. Seu acabamento extra liso e reto, sem texturas ou concavidades, faz com que o aparelho deslize sozinho na mão, ou em cima de superfícies inclinadas. A compra de uma capinha mais segura é altamente recomendável.

Quem gosta do visual mais sóbrio da LG vai apreciar este aparelho. Sua traseira completamente reta é de vidro e possui uma discreta textura visual. Isso lembra o Nexus 4 e, na verdade, os dois aparelhos exibem muitas semelhanças tanto em visual como em hardware.

A frente também é toda de vidro, e nela encontramos sensores, saída de som, o logotipo da empresa, um LED de aviso, a câmera frontal, a tela e três botões de toque capacitivos. Ao seu redor há uma moldura prateada, fina, quase uma linha, que dá contorno ao aparelho.

Traseira lisa deixa Optimus G escorregadio
Stella Dauer
Traseira lisa deixa Optimus G escorregadio

Nas laterais temos o botão de energia no lado direito e os de volume, juntamente com o berço para o chip SIM, no lado esquerdo. Acima ficam a conexão de áudio e o microfone extra, enquanto a parte inferior abriga uma desprotegida conexão micro USB e o microfone primário.

A traseira conta com as informações da Anatel e do aparelho, o logotipo da empresa, uma saída de áudio na parte inferior direita, o flash e a câmera, que é proeminente no aparelho, impedindo que toda a traseira toque a superfície em que está.

Mesmo saltada, a câmera fica protegida por uma pequena moldura que a supera em altura, mas isso acaba desequilibrando o G na mesa.

Descontando-se a tendência a escorregar, O Optimus G tem uma boa pegada. Com apenas 8,5 milímetros de espessura (0,6 a menos que o Nexus 4) e 145 gramas, ele é leve e pode até ser usado com somente uma das mãos, dependendo, é claro, do tamanho de sua mão.

Tela

A tela é grande e bonita. Desde que a LG passou a usar a tecnologia True HD IPS Plus em seus dispositivos ela passou a concorrer diretamente com o AMOLED, usado por concorrentes como a Motorola e a Samsung. As cores são vívidas, o contrate e a nitidez são ótimos, e ela é brilhante.

Com um pouco de esforço é possível ver os pixels na tela, mas ainda assim ela conta com definição HD de 768 x 1280 pixels em 4,7 polegadas, 16 milhões de cores e 318 ppi de densidade, um ótimo número. A tecnologia ZeroGap touch diminui alguns componentes na tela e a deixa mais fina e sensível.

Siga o iG Tecnologia no Facebook

A reação ao toque é suave e bem receptiva. A tela não apresentou qualquer problema no uso, e se mostrou bem lisa, ajudando na sensação escorregadia do aparelho como um todo. O vidro é feito com a tecnologia Corning Gorilla Glass 2.

Um fato bizarro: para testar a intensidade de cores, tentei aumentar o brilho da tela par ao máximo, mas fui impedida pelo próprio sistema, que alegou alta temperatura para realizar o processo. O aparelho não estava frio, mas estava bem longe de estar quente. Um item sensato, mas que poderia ser revisto.

Hardware e processamento

Em matéria de poder de processamento, não há do que reclamar do Optimus G. O processador Quad-core 1.5 GHz Krait é um Qualcomm Snapdragon S4 Pro, acompanhado de 2 GB de RAM e GPU Adreno 320. Nada mau, e essa foi também a opinião do app de benchmark AnTuTu, onde o G fez 18318 pontos.

Essa é uma pontuação 5 estrelas, e, para se ter uma ideia, o seu parente Nexus 4 contabilizou 17660 pontos no mesmo benchmark. Isso significa que ele rodou sem problemas jogos super pesados como Batman: The Dark Knight Rises (embora tenha aquecido bastante durante essa tarefa), e aguentou sem problemas a multitarefa com mais de dez apps abertos.

O aparelho suporta chips micro SIM, e é 3G e 4G, compatível com o padrão brasileiro. Entre as outras conexões sem fio ele conta com Wi-Fi 802.11 a/b/g/n dual-band, Wi-Fi Direct, DLNA, Wi-Fi hotspot, Bluetooth 4.0 com A2DP, NFC e GPS com A-GPS e suporte a GLONASS, o sistema russo de satélites. Os sensores são acelerômetro, giroscópio, proximidade e bússola.

Embora não possua conexão HDMI, sua porta USB possui o protocolo MHL, igual ao da Samsung, e por isso o aparelho pode ser conectado a uma TV HD com uso de adaptadores. A conexão USB também possui suporte ao USB On-The-Go, que permite a conexão de periféricos USB, como teclados e mouses. Ele suporta HTML5, Flash e Java, esse último por meio de emulador.

Sistema operacional e usabilidade

A versão do Android que roda no Optimus G é a 4.1.2, Jelly Bean. Não é a mais recente e seria bacana se ele viesse mais atualizado. Sites de notícias informam que a LG prometeu – no exterior – o upgrade para o 4.2.1 (que também não é o mais recente), mas ainda não há datas para o Brasil.

São muitas as modificações da LG no sistema, embora seu núcleo esteja preservado. A interface da LG, a Optimus UI 3.0, é muito clara e alegre. É uma versão bem menos sombria do que a nativa do Android, e proporciona mais facilidade para alguns usuários.

Essa interface também é muito leve, e juntamente com o processamento poderoso leva a uma fluidez extrema. A passagem de janelas, a animação de desbloqueio de tela, de aplicativo, é tudo muito rápido, podendo ser comparado ao iOS do iPhone.

Optimus G roda Android 4.1 com interface criada pela LG
Stella Dauer
Optimus G roda Android 4.1 com interface criada pela LG

Há pouquíssima integração do sistema com redes sociais, diferente do que acontece com  Androids da Sony e da Samsung, por exemplo. Há os aplicativos para Facebook e Twitter já na memória, mas isso não tem nada a ver com o sistema em si.

Inexplicavelmente, entre os três botões que ficam abaixo da tela (que ainda não são integrados no sistema) não há o botão que permite navegar entre aplicativos abertos, e sim o botão de menu.

Não é um grande problema (você pode acessar isso mantendo pressionado o botão home), mas é um pouco defasado, já que o Jelly Bean não apresenta isso.

Na tela de bloqueio (que é destravada com um bonito efeito de bolha) há atalhos para quatro aplicativos principais, como telefone, mensagens, Google e câmera. A barra de notificações é super populosa, com uma primeira faixa para ativar alguns conexões, uma segunda com aplicativos QSlide, uma terceira para o brilho da tela, uma quarta para informações do aparelho e só então encontramos a área onde ficam as notificações.

Os aplicativos QSlide são os mini apps da LG. Uma vez ativados, eles ficam por cima de qualquer outro aplicativo, como uma janela flutuante. Nesse aparelho, são cinco: vídeos, internet, notas, calendário e calculadora. Por lá também vemos o QuickMemo, uma função que a LG inseriu que permite tirar um screenshot instantâneo da tela, podendo ser feitas anotações sobre a imagem.

Há outros recursos distribuídos pelo sistema, como o Application Link, onde você escolhe um aplicativo para aparecer na tela logo após o toque do alarme. A função Wise Ringtone aumenta o volume do toque do aparelho caso perceba que o ambiente está muito barulhento.

A função Miracast permite não apenas espelhar conteúdo do aparelho na TV (em televisores também compatíveis com a tecnologia), mas também exibir coisas distintas em cada tela. Isso pode ser útil, por exemplo, em uma apresentação, pois enquanto rodam os slides na tela maior, seu smartphone fica apenas com as anotações.

É possível escolher uma música como toque de forma muito simples, assim como também é permitido montar pastas de apps, atalhos e outros na home. Para os que querem ainda mais personalização, a LG permite também mudar a fonte do sistema, podendo escolher entre oito diferentes.

Nos ajustes, é possível mexer em muita coisa, como a iluminação das teclas de toque, corrigir a proporção da tela, calibrar os sensores de movimento, escolher temas diferentes para a home, efeitos de tela, posição paisagem na home, personalizar a economia de energia, ativar modo ecológico do processador, decidir o tipo de conexão USB e muito mais.

Ativando os gestos você pode mover coisas inclinando o aparelho e silenciá-lo, pausar o vídeo ou adiar o alarme virando-o com a tela para baixo.

Aplicativos

Não sabe baixar aplicativos? Que tal um aparelho que traz quase 60 na memória? É o caso do Optimus G, que já vem forrado de coisas, nem todas úteis.

O kit básico do Google está aqui, com Chat em Grupo, Chrome, Calendário, Configurações Google, Gmail, Google, Google+, Gtalk, Local, Mapas, Navegador GPS, Pesquisa por voz, Play Filmes, Play Livros, Play Store e YouTube.

E há também o pacote básico: Atualização de software, Relógio/Alarme, Galeria, Calculadora, Câmera, Contatos, Downloads, E-mail, Editor de vídeo, Assistente de vídeo, Gravador de Voz, Internet (pra quê dois navegadores?), Mensagens, Música, Caderno, Notas, Clima, Vídeos, Ajustes e Telefone.

Veja 5 aplicativos para melhorar fotos em celulares Android

Como pudemos ver, alguns apps parecem repetidos, e poderiam ser descartados, como Editor de Vídeo e Assistente de vídeo, Caderno e Notas, Chrome e Internet, entre outros. O Windows Live é desatualizado, e ainda traz o Messenger. Há também os jogos Bejewled 2, Little Big City, Real Racing 2, Plants vs. Zombies e Shark Dash, completos, algo difícil de se encontrar hoje em dia.

Pelo menos, a LG trouxe alguns apps bem bacanas já instalados, como Nuvem de livros (leitor e loja de eBooks), Polaris Office 4, Quick Translator (traduz palavras através de fotos), Dicionário, RemoteCall Service (se seu aparelho tiver algum problema, um técnico da LG pode resolver de longe), Backup.

Outros, mais comuns, completam o pacote: Administração de aplicativos, Administração de arquivos, Administração de tarefas (parar apps abertos), Facebook, FileShare (funciona com o WiFi Direct), Tarefas, Twitter e até o antigo orkut.

Devo dar um destaque para o Safety Care, um aplicativo bem interessante. Ele permite que, caso você esteja em uma emergência, possa avisar pessoas importantes. Ele encaminha mensagens de emergência e mostra a localização da pessoas. Se você liga para o 190, por exemplo, o aparelho envia automaticamente uma mensagem com sua localização aos contatos. Você também pode enviar a mensagem caso seu telefone fique muito tempo sem uso.

Por fim, o SmartShare funciona com a tecnologia DLNA, o SmartWorld é a lojinha de aplicativos da LG e o aplicativo Mensagem de informação não me deu a menor dica de sua utilidade, ou mesmo de seu uso.

Câmera

A câmera do Optimus G é mediana. Não é ruim, mas também deixa a desejar se comparada a concorrentes como Lumia 920, Xperia ZQ e iPhone 5. Seu sensor é de 13 megapixels, e conta com estabilização de imagem (que não funciona muito bem), detecção de faces, geotagueamento e autofoco.

Câmera do Optimus G tem 13 megapixels
Stella Dauer
Câmera do Optimus G tem 13 megapixels

A foto só fica em widescreen quando baixada para 6 megapixels, e nos tamanhos de 8 e 13 megapixels fica no padrão 4:3. No geral, mesmo sob boa luz, as cores são um pouco lavadas, e a estabilização não ajuda muito. Parece sempre haver uma cortina branca granuladas nas cenas, e em ambientes com menos luz ficam granuladas e com menos acuidade, mas bem visíveis.

A função HDR melhora um pouco as cores, e é recomendado sempre deixar ligado esse efeito. E falando nisso, são quatro efeitos de cor, sete modos de cena (um deles é o disparo inteligente) e também a possibilidade de ajustar brilho, foco, flash, ISO, balanço de brancos e temporizador.

A câmera funciona com controle de voz, e clica quando ouve cheese, smile, LG, Whisky ou Kimchi, e funciona perfeitamente. E, para ajudar a não perder boas cenas, o Time Catch Shot captura o momento anterior à foto que você bateu.

A gravação do vídeo é feita em Full HD (1080p) a 30 fps e a captação do áudio com os dois microfones com cancelamento de ruído é muito boa. Entretanto, não há foco automático durante o vídeo, e a qualidade acaba sendo apenas razoável. Há também uma câmera frontal de 1,3 megapixel, para conferências em vídeo.

Música e mídia

Mesmo com tela de resolução inferior à Full HD, o Optimus G reproduziu sem qualquer engasgo vídeos nessa definição. As cores e a intensidade da tela ajudam muito na hora de ver filmes, jogar jogos, entre outras atividades. A definição não é extrema e não é comparável a aparelhos com telas Full HD, mas teve um bom desempenho.

O som externo é extremamente alto, mas ligeiramente estourado no máximo. É o suficiente para você escutar seu filme, mas sem qualidade total. Para ouvir música, com a tela virada para baixo, melhora bastante, e serve como um ótimo tocador de música para locais com barulho.

Já com os fones que vêm na caixa, a coisa muda para muito melhor. O próprio saquinho dos fones intra auriculares já anuncia algo bom, com a etiqueta "premium earphone QuadBeat". Eles não decepcionam e possuem agudos bem pronunciados, mas não desequilibrados.

O estéreo é bom, e os graves aparecem na medida certa. Há ajustes especiais como o Dolby Mobile, mas não acho que tenham melhorado a experiência. São confortáveis na orelha, não escorregam com facilidade. Os fones também funcionam como antena para o rádio FM, que possui tecnologia RDS (dá informações sobre o que está tocando).

Falando nisso, a interface do reprodutor é bem diferente da que estamos acostumadas no Android. Ela simula o efeito de aço escovado, com botões que levam a uma busca personalizada do artista no YouTube, bem como ao SmartShare, que ativa o DLNA.

Em se tratando de visual, os fones QuadBeat são excêntricos. No ouvido, ficam para fora dois botões com logotipos metalizados em vermelho da LG, um pouco brega. O microfone é bem sensível, e o cabo dos fones é flat, mais difícil de emaranhar e bem mais resistente, além de mais bonito.

Bateria e armazenamento

A bateria não é a mais potente do mercado (o Xperia ZQ, por exemplo, tem uma de 2370 mAh), mas uma de 2100 mAh como a que temos aqui já é um ótimo começo. Com esse número, pudemos chegar a dois dias longe da tomada, com boa folga, com WiFi ligado e push mail em funcionamento.

Quando apertamos o uso, com 3G, Bluetooth e GPS também ligados, o aparelho chegou a 15 horas. O uso para mídia teve um rendimento de 6 horas para vídeos e de 25 para áudio. São números que se aproximam muito do ZQ, e por isso é bem satisfatório e bem impressionante.

Sobre armazenamento, já começo dizendo que o G segue a onda do Nexus 4 e de toda a linha de queridinhos da Google: nada de slot para cartão de memória. Essas iniciativas não são uma demonstração de "muquiranice" da empresa, e sim uma forma de manter o processamento na qualidade desejada, uma vez que ficar acessando dados do cartão pode levar a tropeços.

Ainda assim, não há do que reclamar, pois esse smartphone já vem com 32 GB de espaço interno (com 25GB disponíveis ao usuário). Obviamente não traz a liberdade da expansão pelo microSD, mas tudo isso de memória já garante muitos jogos, aplicativos, alguns vídeos e milhares de músicas,

O que vem na caixa

Na compacta e bonita caixa do Optimus G temos um rápido manual do usuário (que fala mais sobre cuidados técnicos), o aparelho, um carregador de viagem, cabo USB, fones de ouvido intraauriculares com microfone, borrachas extras para os fones e uma pequena ferramenta para retirar o chip SIM.

Para quem é

No final, percebemos que o Optimus G lembra o Nexus 4, também da LG, em muitas coisas. Ele é um pouco mais caro, mas a diferença de preço será bem compensada pelo espaço interno duplicado, já que não há slot para cartão de memória.

Outros itens fazem dele um aparelho melhor do que o Nexus 4, como a presença do WiFi Direct, rádio FM, câmera mais poderosa, USB OTG e o 4G. Assim como seu irmão, tem ótima tela, processador de quatro núcleos e 2GB de RAM. Se encontrado por menos de 1500 reais, apresenta um ótimo custo benefício.

Ficha técnica

LG Optimus G E977

Preço médio: R$ 1.800
Configuração: tela de 4,7 polegadas e resolução de 768 x 1280 pixels, sistema Android 4.1.2 Jelly Bean, processador Quad core 1.5 GHz Qualcomm Krait, 2GB de RAM, 3G/4G, 32 GB de armazenamento interno, câmera de 13 megapixels com flash LED, Wi-Fi 802.11 a/b/g/n dual band, Wi-Fi hotspot, Wi-Fi Direct, DLNA, GPS com A-GPS e GLONASS, Bluetooth 4.0, NFC.
Dimensões: 13,2 x 7 x 0,85 cm
Peso: 145g
Autonomia de bateria: Até 50 horas em stand-by / Até 15 horas em conversação e internet
Itens inclusos: aparelho, manual, carregador de viagem, fones de ouvido, borrachas para os fones, cabo USB e ferramenta para chip SIM.

CONTINUE LENDO:

Análises: Motorola Razr HD , Samsung Galaxy S4 , Sony Xperia ZQ , Nexus 4

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.