Aparelho da LG tem conexão NFC e sensor infravermelho para controlar a TV

Uma prática recente cada vez mais comum entre grandes fabricantes é aproveitar a força da marca de um smartphone de ponta para lançar versões mais baratas e menos poderosas. É esse o caso do G2 Mini (R$ 1.000), versão mais básica do smartphone G2.

O aparelho não é tão poderoso como o G2 original, mas tem boa configuração para seu preço e é um poucos intermediários no mercado com conexão 4G. Vamos ao teste.

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A favor:

- Conectividade 4G e NFC;
- Roda bem os apps básicos e até mesmo alguns jogos mais pesados; 
- Por meio de sensor infravermelho, pode ser usado como controle de TVs.

Contra:

- Câmera um pouco inferior a câmeras encontradas em outros smarts intermediários;
- Android bastante modificado;
- Gavetas para chip microSIM e microSD de difícil acesso e mal sinalizadas.

Design

Como ocorre com versões "mini" de outros fabricantes, o G2 Mini é menor, menos potente e, consequentemente, mais barato do que o G2 orginal. O tamanho, porém, não é tão "mini" assim. Enquanto o G2 tem tela de 5,2 polegadas, o Mini tem 4,7 polegadas. 

Na traseira, outra característica em comum: a elegância e a leveza, e, além disso, uma vantagem. A capa, fosca e com textura, adere mais ao tato do que outros materiais mais lisos e não guarda as marcas das digitais do usuário. Além disso, no Mini, ela é removível, o que certamente vai agradar quem gosta de ter uma bateria sobressalente nos bolsos.

Os botões traseiros, que são uma marca registrada dos últimos aparelhos de ponta da LG, também estão na versão Mini do G2. Próximo, até demais, da câmera está a tecla que liga e desliga o aparelho e também as de volume, que podem ser configuradas para funcionar como botões das câmeras.

Em um mercado que praticamente adotou um padrão de localização dos botões físicos nas laterais, com pequenas variações, os botões traseiros do G2 Mini causam um certo estranhamento, à primeira vista. Não há um botão sequer nos locais que estamos acostumados a encontrá-los.

G2 Mini tem botões na traseira
Emily Canto Nunes/iG São Paulo
G2 Mini tem botões na traseira

No entanto, aos poucos, é possível se habituar à novidade. É claro que leva um tempo para o usuário encontrar um botão na traseira do aparelho, área bem mais vasta que as laterais. Mas fazer uma selfie pode ser muito mais fácil no LG G2 Mini, devido à posição natural dos dedos ao segurar o aparelho.

Além disso, a falta de botões físicos nos lugares comuns é compensada pela tecnologia de desbloqueio de tela chamado Knock Code, que dispensa o botão para essa funcionalidade. Para tirar o aparelho do modo stand-by ou desbloquear a tela é só repetir um padrão de toques na tela. É uma tecnologia presente também em alguns modelos Lumia, da Microsoft.

Durante o teste, aumentar e diminuir o volume não foram problema. Para esse fim, aliás, os botões se mostraram mais intuitivos, pois quando seguramos um aparelho na horizontal (como quando vemos um vídeo) nossos dedos ficam na parte de trás.

Para fazer fotos, no entanto, é preciso antes configurar as teclas de volume, fazer testes e treinar, porque ou elas funcionam como botão de captura ou de zoom. A função de zoom só funciona com a câmera traseira e pode ser um pouco complicada porque, estando o aparelho na horizontal, os dedos ou ficam muito distantes dos botões ou cobrem a lente. Melhor usar a própria tela para fazer o zoom.

A função de captura pelas teclas de volume funciona com ambas as câmeras. Para fazer uma selfie na vertical, a ergonomia do aparelho é imbatível: basta apertar o botão de aumentar ou de diminuir que a foto está feita. Na horizontal, de novo, os dedos ficam distantes ou na frente da lente.

Configurações

As especificações do LG G2 Mini o colocam em uma categoria intermediária. O G2 Mini também tem um processador quadcore (Nvidia de 1,7 GHz) e 1 GB de RAM. 

Nos testes de benchmarks que avaliam o desempenho do aparelho em comparado a outros, o LG G2 Mini se saiu relativamente bem quando comparado aos seus concorrentes intermediários. No AnTutu, o LG G2 Mini fez 25.210, mais que o Moto G e que o Moto X, da Motorola, por exemplo, e pouco menos que o Galaxy S4, um aparelho que até o ano passado era o top de linha da Samsung.

No Quadrant Standad foram 9.695, metade do LG G2 original, mas melhor que concorrentes como o Samsung Galaxy S4. Já no Vellamo HTML 5, que analisa o navegador, e no Vellamo Metal, o LG G2 fez 2.116 e 719, números superiores ao Moto G, por exemplo. Já no Vellamo Multicore ficou com 1.350, novo melhor que Galaxy S4.

G2 Mini tem configuração intermediária
Emily Canto Nunes/iG São Paulo
G2 Mini tem configuração intermediária

O iG também testou o aparelho em jogos como Dead Triger 2 e Lawless e, nas cenas de movimentos intensos, foi possível observar alguns travamentos, mas nas imagens mais paradas, sem tanta animação, flui bem. Nada que comprometa a experiência de que gosta de jogar no smartphone.

O armazenamento está na média de aparelhos desta categoria, mas não é o ideal. O G2 Mini tem 8 GB de armazenamento interno total, mas apenas 4,4 livres para uso. É possível usar cartões de memória de até 32 GB para expandir esse valor, mas, como o Android não suporta instalação de apps no cartão, pode faltar espaço caso o usuário baixe muitos games mais pesados. Mas para apps comuns do dia a dia, o espaço interno dá e sobra.

Tela

A tela é outra diferença do LG G2 Mini para o seu original: além de menor, ela é IPS qHD, ou seja, com 960x540 de resolução. Bastante responsiva e brilhante, ela não deixa a desejar, mas por vezes pode parecer um tanto quanto escura dependendo do seu ângulo de visão. Sua densidade menor acaba deixando alguns ícones menos definidos do que em outras telas, é claro, mas isso só costuma incomodar os muito detalhistas e perfeccionistas.

Câmeras

Em tempos de smartphones com câmeras cada vez mais potentes e até de celulares-câmeras, o LG G2 Mini fica um pouco atrás, não só do seu original, como de vários outros que estão no mercado. Mas, para um aparelho intermediário, cumpre seu papel.

A câmera traseira, de 13 megapixels, se saiu bem nos testes, especialmente em fotos tiradas sob luz natural, mas as cores não ficam tão vivas, parecem “lavadas” como no G2 original. Mas o foco automático é bom, mesmo em cenas de movimento, e o software trás vários ajustes que compensam algumas ausências do hardware. Além de modos já configurados, como o Tom Dinâmico (HDR), há também o modo de Disparo Múltiplo e o Filtro de Imperfeição, que ajusta o brilho e o efeito de desfoque. Além disso, a câmera faz vídeos em Full HD, de 1.920 x 1.080 com 30 fps.

Se a câmera traseira dá conta do recado, o mesmo não se pode dizer da frontal. Para um smartphone que tem ergonomia boa para selfies, é um pouco decepcionante encontrar uma câmera frontal VGA de 1,3 megapixels que faz fotos ainda mais sem contraste que a traseira e com muitos ruídos. No entanto, vale lembrar, que a qualidade da câmera frontal não é um desafio apenas para LG, mas para todos os fabricantes.

Sistema e aplicativos

O LG G2 Mini roda a versão 4.4.2 do Android, a mais encontrada no mercado e uma das mais atuais, mas bastante modificada. A tela de notificações da versão da LG, por exemplo, é a mais completa encontrada, até um pouco exagerada.

Janela de notificações do G2 Mini traz grande quantidade de ajustes
Emily Canto Nunes/iG São Paulo
Janela de notificações do G2 Mini traz grande quantidade de ajustes

Além de atalhos para as configurações comuns, como Wi-Fi e GPS, há vários outros. Se o usuário gosta de ter a mão apenas o que realmente usa, é preciso editar os Ajustes rápidos logo de cara, ou logo as notificações ocuparão toda a tela do aparelho.

Vários aplicativos da LG encontrados no G2 também já vêm instalados na versão Mini, como o QSlide, que permite ao usuário abrir alguns aplicativos em uma janela menor, por cima de outro programa aberto.

O LG Backup, que permite programar o aparelho para fazer cópias de segurança de arquivos selecionados, e o QuickMemo, que deixa que o usuário faça anotações em qualquer documentou ou mesmo em um print screen da tela usando o dedo como caneta Stylus, também já vem instalados e são bastantes úteis.

A versão testada pelo iG , porém, trouxe aplicativos demais da operadora Vivo, o que demonstra a liberdade que não só fabricantes, mas também operadoras, têm de mudar e personalizar o Android. Quem comprar uma versão sem vínculo com operadoras não deve ver esses apps.

Para quem é fã de simplicidade, o LG G2 Mini não é o mais indicado, pois a interface da LG para o Android está cheia de animações e transições mais lúdicas e menos diretas que na versão do Google, mais enxuta.

Algumas mudanças no Android são interessantes, como a possibilidade de escolher a ordem das teclas frontais (retornar, inicio, e aplicativos recentes), que no caso do LG G2 Mini são apenas virtuais. No entanto, outras mudanças, como transformar o botão de aplicativos recentes e uma espécie de menu para outros ajustes, dificultam a vida de quem já é usuário de Android.

Para ver os aplicativos abertos é preciso pressionar o botão por mais tempo. Com um toque simples, o botão abre opções de ajuste de tela e de sistema, além da possibilidade de adicionar aplicativos e widgets. Os widgets são outro tipo de acessório que não precisava vir instalado de fábrica. O aparelho que o iG testou veio com cinco telas de aplicativos e widgets, um pouco demais.

Bateria

Como seu original, o LG G2 Mini se saiu bem nesse quesito nos testes do iG . Como seus concorrentes intermediários, o aparelho dura um dia de uso moderado de tela e conectividade. Em um teste de desempenho rigoroso, com vídeo Full HD em tela cheia, Wi-Fi ligado e brilho no máximo, a duração da bateria foi de seis horas e meia. Esse valor é bom, mas não espetacular para um smartphone que em outros quesitos está acima de seus pares.

Conclusão

Bastante inspirado no seu original, o LG G2 Mini é um smartphone que está um pouco acima dos outros intermediários encontrados no mercado. Entre os smartphones que custam em torno de R$ 1.000 ele é certamente uma boa opção. O fato de ser 4G torna essa versão ainda mais atrativa, pois o 4G ainda não é tão comum em aparelhos intermediários. 

No entanto, as fotos sem muito contraste produzidas pela câmera e o sistema Android bastante modificado podem afastar um usuário que já teve outros smartphones. Agora, se você gosta de fazer selfie, é certamente um investimento interessante. A versão que o iG testou era para apenas um chip, mas o LG G2 Mini tem a opção de dual-chip já à venda.

No mercado, alguns dos concorrentes do G2 Mini são o Sony Xperia M2, o Motorola Moto G, o Samsung Galaxy S4 Mini e o Lumia 625 (esse com sistema Windows Phone). Todos têm acesso a redes 4G, telas acima de quatro polegadas e configurações semelhantes de processamento e memória.

Ficha técnica

LG G2 Mini

Preço médio: R$ 1 mil (desbloqueado)
Configuração: Processador Quad Core de 1.7 GHz Nvidia, 1 GB de memória RAM, Android 4.4.2, 8 GB de armazenamento (4,41 livres) expansível até 32 GB com cartão microSD, tela capacitiva IPS 4,7 polegadas qHD (960x540) com 16,5 milhões de cores, Wi-Fi, 4G, Bluetooth 4.0, Rádio FM, sensor infravermelho, câmera traseira de 13 megapixel com flash LED e captura de vídeo em FHD (1920x1080) 30fps, câmera frontal VGA de 1,3 megapixels, chip no padrão microSIM.
Dimensões (cm): 12,9 x 6,6 x 1,0
Peso (g): 120

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