Aumento da resolução da tela é maior novidade do modelo lançado recentemente em relação à primeira versão do produto

"Tablets de 7 polegadas nunca darão certo". Essa frase foi dita por Steve Jobs no final de 2010, durante uma reunião com acionistas da Apple. É bem possível que a frase tenha sido dita como uma crítica velada à Samsung, que havia acabado de lançar seu primeiro tablet Galaxy com tela de 7 polegadas.

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O tempo (e a evolução da tecnologia), porém, provou que Jobs estava errado. Principalmente após o lançamento do primeiro Nexus 7, em meados de 2012, os modelos de 7 polegadas ganharam espaço e atualmente a oferta é bem maior nesse segmento do que no de tablets maiores.

A Apple entrou com algum atraso nesse mercado com o iPad Mini, em novembro de 2012. O produto foi um sucesso de vendas e, no fim de 2013, chegou à sua segunda versão. A maior novidade do novo iPad Mini (R$ 1.500 com 16 GB e apenas Wi-Fi) é a tela do padrão Retina, com o dobro da resolução do modelo anterior. Confira o teste. 

A favor:

- Design e acabamento são os melhores do mercado;
- Aparelho é leve e rápido;
- Tela de excelente qualidade;
- Grande variedade de aplicativos e acessórios.

Contra:

- Não tem entrada para cartão de memória;
- Algumas restrições do sistema da Apple podem incomodar alguns usuários.

Design

Alguns tablets de ponta até chegam perto do iPad Mini em termos de configuração, mas quanto ao design não há concorrência. O tablet da Apple segue sendo o único com corpo criado com uma peça única de alumínio. O resultado é um produto elegante e robusto.

Como é marca registrada da linha iPad, o Mini tem apenas um botão físico (Home) e uma porta de conexão (do padrão Lightning). O conector Lighting é prático (pode ser encaixado de qualquer lado), mas, mantendo a tradição da Apple, é proprietário. Ou seja, não dá para usar um cabo microUSB genérico para carregar o aparelho.

Configuração

O novo iPad Mini tem chip Apple A7 de dois núcleos, o mesmo usado no iPad Air. O tablet também ganhou mais memória RAM (1 GB contra 512 MB da versão anterior). Essa configuração poderosa garante um desempenho sem engasgos, mesmo com vários aplicativos abertos.

O iG testou o iPad Mini com uma variedade de programas mais "pesados", como editores de planilhas e apresentações, e games. Mesmo rodando jogos exigentes, como Lawless, Batman: Arkham Origins e Justice League, não houve engasgos ou travamentos.

iPad Mini tem chip A7 de dois núcleos
André Cardozo/iG
iPad Mini tem chip A7 de dois núcleos

O único ponto negativo realmente importante da configuração é a falta de uma entrada para cartão. Essa característica acompanha os iPads desde sua primeira versão e não impediu o sucesso do aparelho. Mas quem costuma lotar o tablet de vídeos pode sentir falta de poder ampliar o espaço gastando muito pouco com um cartão SD.

O iPad Mini tem versões com 16 GB, 32 GB e 64 GB (há também uma versão de 128 GB que não é vendida no Brasil), mas a diferença de preço é bem maior do que o valor de um cartão SD com memória equivalente.

Tela

Uma das poucas críticas à primeira versão do iPad Mini era a tela, que tinha resolução de 1.024 x 768, um valor apenas mediano. Nesta nova versão, a Apple dobrou a resolução do produto. O resultado é excelente, principalmente em filmes com alta resolução. A tela do iPad Mini também tem tecnologia IPS, que melhora o ângulo de visão da tela.

Com 16 x 12 centímetros, a tela do iPad Mini tem proporção 4:3 e é mais próxima de um quadrado do que as telas de boa parte de seus concorrentes, que adotam formatos mais próximos do widescreen (16:9). Na prática, isso quer dizer que vídeos feitos para TV (filmes e seriados) são exibidos com faixas pretas em cima e embaixo. A proporção 4:3 pode não ser a ideal para ver filmes, mas deixa o iPad Mini com proporções mais equilibradas do que boa parte dos rivais.

Sistema e aplicativos

O iPad Mini roda o iOS 7, um sistema leve e fácil de usar. Como ocorre com outros os produtos da Apple, o tablet vem apenas com 20 aplicativos básicos. Esse baixo número de apps é uma vantagem em relação a alguns tablets com Android, que vêm entulhados de aplicativos terceiros e apps duplicados.

A Apple conta ainda com uma boa seleção de aplicativos grátis que pode ser baixada separadamente, como iPhoto (editor de fotos), iMovie (editor de vídeos), Pages (editor de textos), Keynote (apresentações) e Numbers (planilhas). E a seleção de games dos produtos Apple ainda é superior à encontrada nos aparelhos com Android.

Bateria

Segundo a Apple, a bateria do iPad Mini pode chegar a 10 horas de uso. Esse parece ser um valor plausível. Nos testes do iG , em um teste muito exigente com vídeo em tela cheia, brilho no máximo e Wi-Fi ligado, a bateria durou 6h30min, um valor acima da média da categoria.

Conclusão

O iPad Mini tem a melhor tela da categoria, é rápido, tem acabamento de primeira e excelente variedade de aplicativos. Em suma, é a melhor opção entre tablets menores do mercado, desde que o comprador não se importe com algumas restrições do ecossistema da Apple em relação ao Android.

Outro senão é, como costuma ocorrer com preços da Apple, o preço. Para quem está com orçamento apertado, há opções com melhor custo/benefício na faixa de preço entre R$ 700 e R$ 1.000.

Ficha técnica

iPad Mini

Preço: a partir de R$ 1.499 (versão de 16 GB apenas com Wi-Fi)
Configuração: Tela de 7,9 polegadas com resolução de 2.048 x 1.536, densidade de pixels de 326 ppp e tecnologia IPS, processador A7 de 1,3 GHz e dois núcleos, coprocessador M7, sistema iOS 7, versões com 16 GB, 32 GB e 64 GB de armazenamento, 1 GB de memória RAM, Wi-Fi a/b/g/n, Bluetooth 4.0, 3G/4G (em alguns modelos), câmera frontal com 1,2 MP, câmera traseira com 5 MP e gravação de vídeo em Full HD
Dimensões (cm): 20 x 13,4 x 0,75
Peso (g): 331

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