Tablet tem tela excelente e bateria de longa duração

Entre as grandes empresas de tecnologia, a Samsung sempre foi a principal concorrente da Apple no setor de tablets. O primeiro Galaxy Tab foi lançado ainda em 2010, poucos meses após a estreia do iPad.

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De lá para cá, a Samsung inundou o mercado com dezenas de modelos de tablets. Essa variedade ajudou a empresa a ganhar força nos segmentos de tablets básicos e intermediários, mas a superioridade do iPad sempre foi ampla e indiscutível.

Com o Galaxy Tab S, a coisa muda de figura. Pela primeira vez, a Samsung produz um tablet que pode competir de igual para igual com o iPad. Ele ainda fica atrás dos produtos da Apple em um ou outro quesito, mas quem gosta do mundo Android finalmente tem uma opção de tablet que não faz vergonha diante do iPad Mini. Confira mais detalhes sobre o Tab S no teste.

A favor:

- Tela excelente;
- Configuração robusta;
- Bateria de longa duração;
- Extremamente fino e leve;
- Acessórios úteis e com bom acabamento.

Contra:

- Material plástico do corpo do aparelho é inferior ao alumínio do iPad;
- Quantidade de bons aplicativos é menor do que nos aparelhos da Apple.

Design

O visual do Galaxy Tab S mantém o estilo de design usado pela Samsung em seus últimos aparelhos, notadamente no Galaxy S5: cantos arredondados e traseira texturizada com pequenos furos. A moldura lateral é de plástico, mas imita metal, o que dá um ar mais elegante ao tablet, que é vendido nas cores branca e bronze. 

Na frente, também tudo igual: um botão físico no centro, botão de apps recentes à esquerda e voltar à direita. No lado direito, botões liga/desliga, volume e entradas para cartão de memória e chip 3G/4G.

Botões são usados para encaixar o Tab S em capas
André Cardozo/iG
Botões são usados para encaixar o Tab S em capas

Um detalhe curioso na traseira são dois pequenos botões em forma de círculo. Eles são usados para fixar o tablet na linha de capas e acessórios da Samsung. 

De modo geral, o design do tablet é elegante e chama atenção de quem está em volta. Mas quem prefere o estilo Apple certamente vai desdenhar do material plástico usado no corpo do produto. O alumínio usado nos produtos da Apple é um material mais resistente e caro do que o plástico, mas a Samsung fez um ótimo trabalho ao conseguir um visual estiloso mesmo com material menos nobre.

Configuração

Como era de se esperar de um produto topo de linha, o S Tab tem uma configuração poderosa. O aparelho tem chip de oito núcleos Samsung Exynos 5240, com quatro núcleos de 1,3 GHz e quatro núcleos de 1,9 GHz. Nem todos os núcleos funcionam ao mesmo tempo, e são acionados à medida que os aplicativos exigem mais do sistema.

O S Tab tem ainda 3 GB de RAM que, combinada ao excelente processador, rendeu excelentes marcas nos aplicativos de benchmark. De modo geral, o S Tab obteve marcas similares ao Xperia Z2 tablet e aos smartphones S5 e Note III. Foram 35.421 pontos no AnTuTu 4, 20.093 no Quadrant e 2.256 no Vellamo HTML5.

O iG testou o aparelho com games pesados, como Dead Trigger 2, Lawless e Iron Man 3, e o desempenhou foi perfeito e sem falhas. Todos os games rodaram tranquilamente e sem engasgos.

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Como o Galaxy S5, o S Tab tem leitor de digitais, usado para destravar o aparelho no lugar de senhas. Para usá-lo, o usuário desliza o dedo na parte inferior da tela em direção ao botão Home. Nos testes do iG , o recurso funcionou bem, mas deve-se notar que ele exige que o usuário deslize o dedo devagar. Em algumas ocasiões, quando deslizei o dedo muito rapidamente, foi necessário repetir o gesto.

O Tab S tem 16 GB de memória de armazenamento (11,5 GB livres para uso) e suporta cartões microSD de até 128 GB, garantindo muito espaço para filmes, músicas e fotos.

O aparelho testado pelo iG tem ainda entrada para chips 3G/4G de operadoras, no padrão microSIM. Outro bom recurso extra a ser mencionado é o sensor infravermelho, que permite usar o tablet como controle remoto de TVs e outros eletrônicos.

Tela

A tela é, por razões óbvias, a parte mais importante de um tablet. Mesmo um aparelho com configuração apenas mediana pode agradar se a tela for de boa qualidade. Inversamente, uma tela ruim pode arruinar a experiência de uso de um aparelho com boa configuração.

No caso do Galaxy Tab S, não há o que discutir, a tela é de ótima qualidade. 

Tela é ponto forte do Tab S
André Cardozo/iG
Tela é ponto forte do Tab S

Para começar, o Tab S traz tela com a tecnologia Super AMOLED, superior às telas de LCD convencionais encontradas na maioria dos tablets. A Samsung já usa o Super AMOLED há alguns anos em seus celulares, mas ela não está presente em outros tablets da empresa atualmente no mercado.

Na prática, a Super AMOLED garante excelentes níveis de brilho e contraste e cores vivas. O ângulo de visão da tela também é excelente, é possível enxergar o conteúdo com clareza mesmo com aparelho praticamente na horizontal em relação aos olhos.

Além da Super AMOLED, a Samsung caprichou na resolução da tela. Ela é de 2.560 x 1.600, o que resulta em uma densidade de pixels de 320 ppp. São valores superiores aos do iPad Mini com tela Retina. Na prática, isso quer dizer que os pixels são imperceptíveis e as imagens são de excelente qualidade, principalmente em games e vídeos.

Sistema e aplicativos

Telas de aplicativos e notificações doTab S
Reprodução
Telas de aplicativos e notificações doTab S


O Galaxy Tab S roda o Android KitKat 4.4.2 com interface modificada pela Samsung. A empresa é conhecida por modificar radicalmente o visual do Android "puro", mas em seus últimos aparelhos é possível perceber uma ligeira redução nas modificações e na quantidade de apps próprios.

Na prática, as modificações feitas pela Samsung são mais visíveis na tela de configuração do aparelho, dividida de forma bem diferente, e na janela de notificações, que contém mais configurações. De resto, há alguns widgets de aplicativos que ocupam boa parte das telas iniciais, mas podem ser removidos facilmente.

Entre os recursos mais interessantes do tablet estão a possibilidade de dividir a tela para dois apps simultaneamente. Esse recurso funciona com praticamente todos os apps mais comuns, incluindo Facebok, navegador, apps de vídeo, música e mapas.

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Nos últimos anos, a Samsung ficou famosa por entulhar seus produtos com aplicativos, nem todos úteis. Mas de uns tempos para cá a empresa parece ser mais cuidadosa ao selecionar apps para seus aparelhos. No Tab S a maior parte dos aplicativos é útil e não apenas duplica outros apps já encontrados no Android.

Entre os apps úteis incluídos no aparelho estão Modo Infantil (modifica a interface do tablet para deixá-la apropriada para crianças), Dropbox (50 GB grátis por dois anos), Evernote e Hancom Office.

Já entre os poucos apps que não acrescentam muito estão o SideSync (que permite ver a tela de alguns celulares Samsung dentro do tablet e transferir conteúdo) e o Galaxy Apps (loja de apps para Galaxy com muitos apps facilmente obtidos na Google Play). Nenhum desses, porém, ocupa muito espaço.

Ainda na área de aplicativos, nos testes do iG foi possível observar um problema para preencher campos de textos em alguns aplicativos. Mesmo tocando nos campos, o teclado virtual do aparelho não apareceu, o que tornou impossível o preenchimento de alguns formulários. Esse mesmo problema ocorreu nos apps Dead Trigger 2 (game), Modo Infantil e WatchON. Teoricamente, esse tipo de problema pode ser facilmente resolvido com uma correção.

Bateria

Aqui, novo ponto positivo para o Galaxy Tab S. No teste de bateria do iG , com vídeo em tela cheia, brilho no máximo e Wi-Fi ligado, a bateria durou impressionantes 14 horas. Em uso moderado, foram dois dias fora da tomada.

Acessórios

Este é um quesito em que o iPad leva grande vantagem sobre a concorrência. A quantidade de capas, teclados e outros acessórios para os aparelhos da Apple é imensa.

Com teclado, Tab S vira pequeno notebook
André Cardozo/iG
Com teclado, Tab S vira pequeno notebook

Para diminuir essa vantagem, a Samsung criou uma linha de acessórios para o Galaxy Tab S.

O iG testou o tablet com a capa Book Cover (R$ 239) e também com o teclado Bluetooth (que também serve como capa e custa R$ 399). A qualidade de construção de ambos os acessórios é muito boa.

A capa Book Cover permite posicionar o tablet em diversos graus de inclinação com firmeza. Já o teclado também vira capa e tem uma trava firme e elegante. A digitação no modelo de 8.4 polegadas é um pouco apertada, claro, mas as teclas são suaves e fáceis de localizar com alguma prática.

Conclusão

No mundo Android, o Galaxy Tab S 8.4 não tem nenhum rival à altura. O grande concorrente do aparelho da Samsung acaba sendo o iPad Mini. Para começar, o preço de ambos é exatamente o mesmo (o iPad Mini com 16 GB e 4G sai por R$ 1.800). E o Tab S iguala ou supera o tablet da Apple nos itens peso, tamanho e qualidade da tela. O desempenho também é ótimo nos dois casos. 

A favor do tablet da Apple contam o acabamento com material mais nobre e uma maior seleção de apps e games de melhor qualidade. Mas, no fim das contas, a opção por um ou por outro é uma escolha entre iOS e Android. Para quem gosta do sistema do Google, a boa notícia é que finalmente há um tablet do mesmo nível do iPad.

No caso da versão de 10.1 polegadas do Tab S (não avaliada pelo iG ), um concorrente de nota é o Xperia Z2 Tablet, outro aparelho muito sofisticado e com configuração robusta.

Ficha técnica

Samsung Galaxy Tab S 8.4

Preço: R$ 1.800
Configuração: processador Samsung Exynos octa core de 1,9 GHz, 3 GB de RAM, Android KitKat 4.4.2, tela Super AMOLED de 8,4 polegadas com resolução de 2.560 x 1.600 e densidade de 350 ppp, 16 GB de armazenamento interno (11,5 GB livres) + entrada para cartão microSD de até 128 GB, Wi-Fi b/g/n, 3G/4G, câmeras de 8 MP (traseira) e 2,1 MP (frontal), Bluetooth, infravermelho, bateria de 4.900 mAh.
Dimensões (cm): 21,2 x 12,5 x 0,66
Peso (g): 294

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