Galaxy Tab 10.1 é o melhor tablet com Android do mercado
Aparelho da Samsung se equipara ao iPad em itens como design e desempenho
O mercado de tablets é dividido atualmente em dois lados: em um deles está, sozinho, o iPad 2, líder disparado na categoria. Do outro lado estão dezenas de tablets de variados tamanhos e fabricantes, quase todos com o sistema Android, do Google.
O Samsung Galaxy Tab 10.1 é, sem dúvida, o melhor tablet com Android do mercado. Ele pode não ser o suficiente para atrair quem adora a simplicidade e a elegância do iPad, mas é a melhor opção para quem quer um tablet e não gosta das restrições impostas pela Apple. O preço sugerido de R$ 1.999 deixa o Galaxy Tab na mesma faixa de preço do iPad 2 equivalente (com 3G e 16 GB), que custa R$ 2.049. O iG testou o aparelho e você confere a análise a seguir.
Características físicas
O corpo do aparelho tem apenas três botões, um liga/desliga e dois para o controle de volume. Além disso, há entrada para fone de ouvido e um conector próprio para carregamento de bateria e conexão via USB.
Como o nome indica, o tablet da Samsung tem tela de 10,1 polegadas e resolução de 1.280 x 800. Ela tem excelente taxa de brilho e responde muito bem aos gestos do usuário, uma característica fundamental em um tablet.
A tela do Galaxy Tab não tem nenhum botão físico. Quatro ícones fixos (voltar, home, aplicativos abertos e captura de tela) ficam no canto inferior esquerdo. No canto inferior direito fica a área de notificações do Android, que exibe as últimas mensagens dos programas instalados pelo usuário (novos e-mails, mensagens de redes sociais, compromissos de agenda etc.)
Hardware
O Galaxy Tab 10.1 vem com um processador de dois núcleos Nvidia Tegra 2, de 1 GHz. Esse chip moderno faz com que o aparelho raramente “engasgue”, mesmo com vários aplicativos abertos. Durante os testes do iG, houve alguns pequenos “engasgos” ao navegar entre as telas de aplicativos, mas nada que comprometesse o uso do aparelho.
Nos testes do iG, a bateria do Galaxy durou cerca de 10 horas em uso contínuo. É uma excelente marca e equivale à duração da bateria do iPad 2.
Software
O Galaxy Tab roda a versão 3.1 do Android e a interface é similar a de outros tablets com o sistema. A janela principal traz os ícones dos aplicativos mais usados e basta deslizar a tela para acessar outras áreas com aplicativos.
Diferentemente do iPad, em que todos os ícones de aplicativos são do mesmo tamanho e distribuídos igualmente pela tela, no Android muitos aplicativos têm áreas maiores, com mais informação. Aplicativos como os de previsão do tempo, YouTube, e-mail e outros ocupam espaço maior .
Um grande diferencial do Galaxy Tab em relação ao iPad é a transferência de conteúdo a partir de computadores. No caso do tablet da Apple, tudo é transferido por meio do iTunes. Já o Galaxy, como outros aparelhos com Android, permite transferir arquivos apenas arrastando e soltando os ícones na pasta adequada. É um processo prático e familiar para qualquer pessoa que já usou um computador.
O maior diferencial de software do Galaxy em relação a outros tablets com Android é o aplicativo Social Hub. Criado pela Samsung, ele reúne em um só lugar atualizações de redes sociais como Twitter e Facebook.
Aplicativos
Esse quesito ainda representa um desafio não só para o Galaxy Tab 10.1, mas como para todos os outros tablets com Android. O aparelho é compatível com os cerca de 300 mil aplicativos disponíveis para Android. Mas apenas uma pequena parte desses (cerca de 1.000) é projetada especificamente para as versões Honeycomb (3.0 ou 3.1) do Android (para efeito de comparação, há cerca de 100 mil aplicativos especificamente criados para o iPad 2). A imensa maioria dos aplicativos que rodam no Galaxy Tab 10.1 foi projetada para celulares, que têm telas bem menores do que os tablets.
Na prática, isso significa que a maior parte dos aplicativos fornece uma experiência de uso apenas regular, pois não aproveita ao máximo o espaço da tela e os recursos do Honeycomb. Para piorar, o Android Market, loja de aplicativos do Google, não tem uma seção específica para os aplicativos criados para Honeycomb. Assim, fica mais difícil encontrar os melhores aplicativos para o aparelho.
Conclusão
O Galaxy Tab 10.1 é, no momento, o concorrente mais forte para o iPad 2. Em quesitos como construção física, desempenho de bateria e velocidade, os aparelhos estão em nível semelhante.
A opção por um ou por outro depende bastante do tipo de usuário. A interface mais limpa e fácil de usar do iPad tem mais apelo para pessoas com menos intimidade com tecnologia. Já quem prefere um aparelho mais versátil e independente de outros programas (como o iTunes) certamente fará a escolha correta ao optar pelo Galaxy Tab 10.1.
Ficha técnica
Produto: Galaxy Tab 10.1
Fabricante: Samsung
Configuração: Android 3.1, tela de 10,1 polegadas, processador Nvidia Tegra 2 de 1 HGz e dois núcleos, 16 GB de memória de armazenamento, 1 GB de RAM, Wi-Fi, 3G, Bluetooth, GPS, câmeras de 2 MP (frontal) e 3,2 MP (traseira),
Pontos fortes: Excelente design de hardware, boa duração de bateria, bom desempenho ao rodar aplicativos e games, tela de primeiríssima qualidade
Pontos fracos: Como em outros tablets com Android, a interface pode confundir usuários mais leigos, poucos aplicativos específicos para Honeycomb, falta de modelos com mais memória.
Preço: R$ 1.999