O iPad original ainda é legal, continuamos a confirmar isso

Steve Jobs apresentando o iPad
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Steve Jobs apresentando o iPad
Por Stella Dauer

Quantas resenhas do iPad você já leu por aí? Ainda mais agora que o iPad 2 já saiu, que importa uma resenha do velho iPad? Eu pensei bastante a respeito se valeria a pena uma resenha desse produto, e cheguei à conclusão que sim, ainda vale. Afinal, ainda tem muita gente querendo comprar o iPad, e mesmo depois agora que o iPad 2 chegou, é útil pra quem quer comprar um usado.

Durante todo esse tempo, mexi pouco em iPads. Só puxava o olho grande pra cima do alheio, e quando pegava um na mão, me impressionava com a facilidade e a beleza do produto. Pude experimentar um por mais de um mês e testei as funções práticas do aparelho.

Trabalhando no iPad

Trabalhar no iPad é possível, e para algumas profissões pode perfeitamente substituir um netbook ou notebook menor. Escritores, por exemplo, podem se esbaldar em milhares de aplicativos de edição de texto, com funcionalidades diferentes.

Adquirindo um pedestal e um teclado bluetooth (aí vão mais uns R$450) você tem uma estação de trabalho onde quer que vá, ocupando um peso mínimo. Carregá-lo na mochila ou bolsa é um alívio, são apenas 650 gramas o que, perto do mínimo de um quilo de um netbook, é uma boa.

O iPad também serve para ilustradores, empresários e empreendedores em reuniões, professores – ligue seu iPad no projetor da sala e voilá –, médicos (já há muitas publicações a respeito só para iPad) e tantas outras profissões. Há também aplicativos da suíte iWork para o iPad, permitindo a produção de apresentações, documentos e planilhas direto na tablet.

Não é em todos os casos que ele pode substituir completamente um notebook, mas cumpre quase 100% das funções par algumas pessoas.

Lendo no iPad

Ler revistas no iPad é uma experiência sensacional. Se é que pode se chamar de leitura, já que nos fixamos mais na interação do que no texto. Tanto as revistas internacionais como as nacionais já trazem uma diagramação especial para a tablet, com direito a animações, fotos diferentes e vídeos.

Já no caso dos livros, ele não é assim tão maravilhoso. O programa padrão que o acompanha, iBooks, aceita arquivos ePub – padrão dos livros digitais – e os coloca sob uma simulação de livro, com direito a virada de página e tudo. Mas para livros, principalmente em leituras na cama, o iPad pode ser um pouco pesado, e a leitura demorada pode cansar os olhos, mesmo mexendo no contraste da tela.

Porém, existem outros aplicativos que permitem ler outros formatos de livros eletrônicos e até PDFs, uma boa vantagem, já que ele é bom nisso e é difícil encontrar um lugar onde ler PDFs de forma decente. E muitas pessoas que usariam o iPad, como estudantes e leitores assíduos precisam muito de PDF. O Kindle também tem versão pra iPad, então o que você lê no aparelho Kindle pode ler, na mesma página, no iPad.

Outra boa solução são os leitores de feeds RSS. Uma mais bonito que o outro, imitam até mesmo revistas com tweets de amigos mesclados com notícias dos principais canais de jornalismo. Ler notícias no iPad é ótimo.

iPad original
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iPad original
Jogando no iPad

O sistema iOS é conhecido pela infinidade de (belos) jogos oferecidos em sua loja. Um mais lindo que o outro, essas belezinhas viciantes custam pouco, a partir de US$0,99, quando não são gratuitos. A grande tela brilhante e de ba definição enche os olhos e você logo imagina que jogar nela vai ser ótimo.

Certos jogos ficam muito legais no iPad. Os de tabuleiro, como o Jogo da Vida da Hasbro, fica ótimo. Jogos que priorizam belos visuais e paisagens, também (veja nossa resenha do Superbrothers: Sword & Sworcery EP). Mas naqueles em que você precisa segurar o iPad por muito tempo ou chacoalhar o aparelho, ele é pesado e cansa os braços em pouco tempo.

Por isso, essa função fica no meio a meio. Perfeito para alguns jogos, desengonçado para outros.

iPad como máquina e seu design

A beleza do iPad é inquestionável, só derrubada pelo iPad 2. Ele é minimalista e simples, só tem quatro botões físicos: liga/desliga, travar tela na horizontal ou vertical, volume e o botão que volta à home. Embaixo há uma saída de som e a conexão com o computador e carregador. Em cima fica a entrada para fone de ouvido.

A tela de 9.7 polegadas é grandona e o vidro que a recobre é bem resistente, assim como o resto da carcaça. Isso não o deixa livre de riscos, mas protege contra quedas. A bateria é resistente, chegando a quase 11 horas de uso contínuo do bichinho.

Seu teclado virtual é bem espaçado e funciona bem, pena que não tem corretor ortográfico brasileiro. Ele é multitarefa, o que significa que você pode deixar abertos vários aplicativos ao mesmo tempo, aumentando a produtividade e gastando mais a bateria.

A interação com a interface é plena. O toque da tela é preciso e muito suave, melhor do que qualquer tablet lançada até o momento. Passar páginas, navegar pela home e explorar sites nela é um prazer. Usar o iPad é uma beleza, resumindo.

Onde o iPad tropeça?

Ele é um aparelho quase perfeito. Encontrar algum defeito nele é como procurar pêlo em ovo, mas dá pra apontar alguns problemas. Como dito antes, ele pode ser pesado e desengonçado demais para algumas tarefas.

Algumas pessoas podem ficar nervosas com as restrições que a Apple pode impor em alguns casos para o sistema iOS. Nem todos os aplicativos são permitidos para publicação, aumentando a qualidade mas também diminuindo a liberdade do usuário.

Como não é da nova geração, o iPad “1” não possui câmera, nem traseira e nem frontal, impossibilitando fotos e conversas por vídeo.

Dicas para o seu iPad

Depois de muito uso e de ver muita gente usando, vamos a algumas dicas.

Compre uma capinha para seu iPad. Isso significa um gasto extra de pelo menos R$ 150, mas mantém o aparelho longe da poeira e das quedas de quina. Escolha uma que dê apoio ao iPad, assim você pode usar como monitor para escrever ou ver filmes;

Cuidado com os gastos com aplicativos. Ao cadastrar seu cartão de crédito na App Store, é possível comprar aplicativos em um clique, muito perigoso. É muito fácil gastar US$ 100 em um mês com um aplicativo de US$ 0,99 ali, um de US$ 4,99 ali;

Quando comprar um aplicativo, certifique-se que ele é compatível com iPad, ou você ficará com um mini aplicativo de iPhone/iPod na telona da tablet;

Fique atento também ao seu plano de dados, caso seu modelo tenha 3G. Um aplicativo que inicie o download no Wi-Fi e continue no 3G pode comer um bom dinheiro;

Procure sempre testar um aplicativo antes de comprar, caso seja possível. Se não, você vai acumular aplicativos diversos para um tema só e gastar dinheiro à toa. Leia também resenhas na internet que costumam juntar “os 10 melhores aplicativos” para determinados assuntos;

Faça becape e atualize sempre seu iPad, inclusive os aplicativos;

O iPad não passa vídeos em Full-HD (1080p), apenas em HD (720p)

Prós:

• Muitos aplicativos legais;

• Usabilidade e velocidade caprichadas;

• Boa duração de bateria;

Contras:

• Fica pesado depois de um tempo de uso;

• Sem câmera;

iPad

Preço : O preço pode variar

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