Aparelhos usados estavam sendo vendidos em lojas oficiais da marca

Por Fernanda Morales

Nos últimos meses a Apple não está tendo boas experiências na China. Recentemente, as autoridades chinesas identificaram mais de 22 lojas falsas da Apple na cidade de Kunming. Todos os detalhes das lojas oficiais foram copiados; desde o uniforme dos vendedores até o material de propaganda da Apple.

Mas agora a empresa tem outro problema para resolver no país, mas em suas lojas oficiais. Muitos consumidores entraram com ações judiciais contra a Apple porque aparentemente lhes venderam aparelhos celulares usados ao invés de novos.

De acordo com o site Geek , em seis incidentes separados, os consumidores só perceberam que havia algum problema com seus aparelhos quando chegaram em casa e foram registrar o produto, acabaram descobrindo que suas garantias tinham duração de apenas seis a nove meses, muito menores do que a garantia dada pela empresa de um ano.

Quando os consumidores retornaram com os aparelhos até a loja, muitos receberam apenas desculpas pelo ocorrido, outros um novo aparelho e muitos tiveram suas garantias estendidas ao invés de receber o novo aparelho pelo qual haviam pagado.

Obviamente a Apple não compactua com esse tipo de prática, pois fere com sua reputação e também leva a empresa a ter problemas com as autoridades chinesas. Acredita-se que o que aconteceu é algo isolado e que alguns funcionários tomaram a atitude de vender produtos usados ou recuperados, algo que não deveria acontecer dentro de uma Apple Store.

Segundo o AppleInsider , Wang Hai, conhecido por sua luta judicial contra produtos falsificados, enviou à justiça duas representações contra a Apple usando as leis de proteção ao consumidor do país.

Os consumidores querem que a Apple os recompensem com o dobro do valor do iPhone e também que a empresa envie cartas de desculpas para cada cliente lesado.

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