Orkut é o serviço que motiva mais pedidos. Segundo o Google, a maioria deles está relacionado à difamação

Brasil lidera em pedidos do governo para remover conteúdo, diz Google
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Brasil lidera em pedidos do governo para remover conteúdo, diz Google
O Google divulgou hoje novos dados de sua ferramenta de transparência , que permite que os governos peçam a remoção de conteúdo publicado na internet por meio de qualquer um de seus serviços. O Brasil continua líder em pedidos de remoção de conteúdo, já que, entre janeiro e junho de 2011, o Google recebeu 224 pedidos diferentes a partir do Brasil. No total, os pedidos incluiam solicitações de retirada de mais de 600 itens.

Segundo o Google, o número de pedidos de retirada de conteúdo é alto no Brasil, em parte devido à popularidade da rede social Orkut. No período analisado, 57 pedidos para remoção de conteúdo do Orkut foram enviados ao Google, sendo a maioria deles (26) vinculados a ações contra difamação. O serviço de blogs Blogger e o site de vídeos YouTube também estão entre os serviços que mais recebem solicitações de retirada de conteúdo.

Além do Brasil em primeiro lugar, outros países aparecem na lista do Google, como a Alemanha, em segundo lugar com 125 pedidos, e os Estados Unidos, com 92 pedidos. Segundo o Google, no Brasil, cerca de 67% dos pedidos foram atendidos pelo Google, ou seja, o conteúdo foi removido conforme o pedido.

Ranking não mostra censura

Em uma página de explicações sobre o serviço, o Google esclarece que os dados não podem ser interpretados como um ranking de censura. Muitos pedidos de informação e remoção de dados coincidem com as próprias regras do Google e incluem casos de páginas relacionadas a pornografia infantil, por exemplo. Países em que os serviços do Google são bloqueados, como a China, também não estão não ranking.

A empresa também reconhece que os dados não podem ser comparados diretamente entre si. Um pedido de remoção pode englobar várias páginas e, inversamente, pode haver muitos pedidos para apagar conteúdo de apenas uma página. Mesmo com essas limitações, o Google explica que o site pode servir como uma ferramenta de esclarecimento sobre o comportamento de governos em relação ao conteúdo disponível na internet.

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