Empresa já contrata funcionários no escritório brasileiro para expandir operação para países da América Latina

"O Brasil pareceu a escolha certa para começar a expansão da Rdio", disse Scott Bagby, chefe de parcerias estratégicas da Rdio , serviço de música por streaming, em visita ao Brasil. Daqui ele viaja para Austrália, país que junto com a Alemanha, receberá o serviço no início de 2012. Por meio da Rdio, os usuários permitem escutar 12 milhões de músicas por meio da internet. No Brasil, o serviço chegou numa parceria entre a Rdio e a operadora Oi.

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Atualmente, o Brasil é o único país fora da América do Norte onde a Rdio funciona. "Lançamos a Rdio primeiro no Brasil, porque as pessoas aqui adotam tecnologia rápido e gostam muito de redes sociais", diz Babgy, sobre a decisão de lançar a Rdio no Brasil antes da Europa.

Pouco menos de um mês desde a chegada ao País, ocorrida em 1º de novembro, a empresa já contrata novos funcionários para o escritório em São Paulo, que será a base da empresa durante a expansão do serviço para outros países da América Latina, o que ainda não tem data para acontecer.

Sobre os planos para o futuro da empresa, Babgy afirmou que, embora a Rdio já tenha recebido diversas ofertas, não está à venda. "Não temos nenhum plano de vender a empresa, queremos levar a música a qualquer lugar", disse o executivo. Além de oferecer o serviço por meio do navegador e no celular, os planos são ampliar a presença entre sistemas de entretenimento doméstico e também em aparelhos para carros.

Mercado de música via streaming ainda é pequeno

De acordo com Babgy, o mercado de músicas via streaming ainda é pequeno, mas tem potencial para se tornar a oferta principal de música pela internet nos próximos anos. "Juntando todos os serviços disponíveis nos Estados Unidos e na Europa são apenas 5 milhões de assinantes até agora", diz o executivo. Para expandir a base de assinantes da Oi Rdio no Brasil, não revelada pela empresa, a estratégia será aumentar o número de músicas de artistas brasileiros, ao mesmo tempo em que trabalha para tornar disponíveis no Brasil todas as músicas de artistas internacionais.

O executivo afirmou que o modelo de parceria com operadoras, como aconteceu com a Oi no Brasil, poderá ser replicado em outros países para oferecer o serviço. "Uma das vantagens é de que a operadora já possui uma base grande de clientes de celular", diz Babgy. "No caso do Brasil, a Oi nos chamou a atenção por ter a rádio Oi FM e também por estar envolvida com diversos festivais de música."

*O iG é uma empresa controlada pela operadora Oi.

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