Painel, que contou com a presença de Caíque Severo, diretor de desenvolvimento editorial do iG, discutiu cultura do grátis

No quarto dia de Campus Party, conteúdo gratuito e fonte de rendas na internet foram assuntos discutidos nos paineis do evento. A mesa redonda contou com diversos profissionais que trabalham com conteúdo gratuito na internet como Caíque Severo, diretor de desenvolvimento editorial do portal iG , Johnny Ken, fundador do Migre.me e Daniel Wjuniski, fundador do site Minha Vida.

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Palestrantes discutem conteúdo grátis na internet e novas formas de monetização durante a Campus Party 2012
iG São Paulo
Palestrantes discutem conteúdo grátis na internet e novas formas de monetização durante a Campus Party 2012
A ética do usuário de internet foi um dos temas debatidos no painel. Para Ken, o brasileiro não faz questão de pagar como nos Estados Unidos e Europa, onde a Apple consegue vender música barata por meio do iTunes.

Segundo os palestrantes, somente por meio de smartphones e tablets os usuários não conseguirão burlar para consumir o conteúdo pago. "No Brasil o problema que temos é que não pagamos para quem merece", disse Severo.

Para Severo, o acordo feito pela Apple com as gravadoras para vender música por US$ 0,99 fez com que a música digital e o iPod tivessem sucesso. O problema desta indústria é, segundo ele, que os conteúdos ainda são lançados com restrições territoriais.

Os usuários precisam esperar algum tempo para assistir um seriado já lançado nos Estados Unidos e Europa, o que estimula o acesso a esses conteúdos por meios ilegais.

Renda na internet

Também foi discutido na mesa redonda outras maneiras de lucrar na internet. "Ainda é difícil manter um site só com publicidade, mas é um mercado que está crescendo 30% ao ano", diz Severo. Outros modelos como de doações, no qual Wikipedia sobrevive, também foram discutidos pelos palestrantes. Para Severo, o valor do produto na internet é determinado pelos que o acessam e não por aqueles que o geram. Desta forma, o usuário paga o quanto acha que deve custar o produto.

Outro modelo de negócio na internet é o chamado “Freemium”, que restringe alguns recursos mais avançados de software ou serviços para os usuários que aceitam pagar um determinado valor. Para  Wjuniski, as empresas devem fazer testes para estudar como funciona o comportamento do usuário do aplicativo. "É possível deixar o conteúdo gratuito por algum tempo", disse ele.

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