Andreu Veà, presidente da Internet Society, está no Brasil para recuperar a história da rede no País

Convidado por Vint Cerf, considerado um dos pais da internet, para reconstruir a história da criação da rede mundial de computadores em um projeto da Universidade de Stanford (EUA), Andreu Veà, presidente da Internet Society, está visitando o Brasil. Além de palestrar na Campus Party 2012 - onde substituiu John Klensin, criador do FTP, que cancelou sua participação -, Veà começa seu projeto de investigar as origens da internet no Brasil. “Cerca de 140 pessoas no Brasil me ajudarão voluntariamente nesta tarefa”, disse Veà ao iG .

Veà na Campus Party: em busca de parceiros para contar a história da rede no Brasil
iG São Paulo
Veà na Campus Party: em busca de parceiros para contar a história da rede no Brasil
Em seu projeto de 17 anos de criar um repositório de informações e entrevistas com os pioneiros da internet em todo o mundo, Veà já entrevistou mais de 300 pesquisadores e empresários que, de alguma forma, contribuíram para que a internet se tornasse o que é hoje. No futuro, Veà pretende publicar todas as informações em um site na web.

Internet não foi criada para fins militares

A partir de sua pesquisa em todo o mundo, Veà já questionou a origem da internet que, segundo ele, não foi criada para fins militares. “A Arpanet foi construída para que pessoas com acesso à informática pudessem compartilhar informações. A ideia de que a internet foi criada para fins militares é um mito”, defende o pesquisador.

Veà conta com o apoio das pesquisadoras Mariana Passos e Verônica Savignano para pesquisar a história da internet no Brasil. Ele já conseguiu registros importantes de pessoas como o físico Oscar Sala, um dos primeiros a propor o uso da internet no Brasil, e Demi Getschko, presidente do Comitê Gestor da Internet (CGI) e também considerado um dos "pais" da internet no País.

“Ainda falta falar com muita gente para descobrir as origens da internet no Brasil. O trabalho está só começando”, diz Veà. Ele ficará no Brasil durante os próximos 10 dias para iniciar o trabalho de pesquisa e selecionar outros voluntários para o projeto.

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