O palco de robótica da Campus Party 2012 contou nesta sexta-feira (10) com luta de sumô de robôs. Organizado pela equipe da Robocore, empresa que atua na área de pesquisa e desenvolvimento de projetos especiais de automação, os robôs, autônomos e controlados por usuários se enfrentaram no evento.
Paulo Lenz, sócio-proprietário da RoboCore, mostrou alguns exemplos de competições feitas pela empresa. São quatro categorias divididas pela complexidade dos robôs. Para robôs simples foi criada a categoria “seguidor de linha”, que solicita aos robôs andar sobre um trajeto em um menor tempo possível.
Outra categoria, conhecida como Hockey, busca mostrar a agilidade dos robôs. O objetivo é marcar o máximo de gols possíveis. Paulo lembra que estes robôs também são controlados por pessoas. “Ainda não conseguimos desenvolver robôs autônomos para esta categoria."
A categoria Sumô, apresentada na Campus Party, tem como objetivo empurrar o robô adversário para fora do círculo marcado. Os robôs usam sensores infravermelhos e sonar para identificar a marcação do círculo e a posição do adversário. Também na categoria de luta, há os combates que visam destruir ou desabilitar o robô adversário.
Segundo Lenz, nem sempre o robô mais caro leva a melhor: “Já houve casos de robôs de US$ 60 mil tomarem uma surra de robôs de sucata, que custam US$ 5 mil.” A arena de luta possui vidros blindados para evitar ferimentos com peças aos espectadores e os robôs chegam a pesar 150 quilos.
As lutas de robôs começaram em 2001 no Brasil. A RoboCore atua desde 2007 na área de combates de robôs e hoje conta com 231 equipes cadastradas. Para mais informações sobre a luta de robôs, acesse o site da RoboCore.