Com mais famílias jovens e pessoas viajando a trabalho, mercado global de tablets deve chegar a 164 milhões de unidades em 2015

iPad 2 tem tela de 9,7 polegadas, um dos tamanhos mais populares do mercado no futuro
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iPad 2 tem tela de 9,7 polegadas, um dos tamanhos mais populares do mercado no futuro
Desde o lançamento do iPad, em 2010, os fabricantes apostaram nos mais diversos tamanhos de tablets. A Samsung, por exemplo, já lançou produtos com tela de 5 polegadas (Galaxy Note), 7,7 polegadas, 8,9 polegadas e 10.1 polegadas, movimento seguido por outras grandes fabricantes de hardware.

Contudo, os tablets com telas entre 9 e 11 polegadas devem se consolidar como a escolha mais popular dos consumidores nos próximos anos, de acordo com novo estudo da consultoria Euromonitor, divulgado durante a Consumer Electronics Show (CES) 2012.

Segundo Mycola Golovko, analista da Euromonitor, esta categoria de tablets funciona bem para quem quer consumir conteúdo (ler e-books, assistir filmes, navegar na internet).

“A produtividade e a conectividade são menos importantes para o usuário deste tipo de tablet, mas a tela precisa ter alta resolução”, disse Golovko, durante a apresentação do estudo nesta quinta-feira (12), em Las Vegas (EUA). Como este tipo de tablet serve a um largo número de atividades, deve conquistar até 60% do mercado até 2015.

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Daqui a três anos, o mercado mundial de tablets deve chegar a 164 milhões de tablets, cerca de quatro vezes mais do que o total de unidades vendidas em 2011. Os produtos se tornarão mais populares porque, segundo o estudo, mais jovens adotarão a tecnologia para atender a suas necessidades diárias, como viagens internacionais, que estão se tornando cada vez mais frequentes, principalmente a partir de países emergentes, como Brasil, China e Índia. “As famílias estão mais jovens e com menos filhos e as pessoas estão ganhando mais dinheiro nestes países. Tudo isso vai contribuir para o crescimento do mercado”, diz Golovko.

A popularidade dos modelos com telas entre 9 e 11 polegadas, no entanto, não significa que tablets de outros tamanhos desaparecerão. Os tablets com tamanho entre 5 e 8 polegadas devem perder cada vez mais mercado, segundo a estimativa da Euromonitor, até se tornarem um produto de nicho, apenas para pessoas que precisam se manter o tempo todo conectadas. “Eles sofrerão uma forte concorrência dos smartphones, que estão ficando com telas maiores, e das outras categorias de tablets”, afirmou o analista.

Híbridos x ultrabooks

Uma outra categoria de tablets, porém, também deve crescer nos próximos anos e concorrerá diretamente com os ultrabooks – nova categoria de notebooks ultrafinos e potentes que fez sucesso durante a CES 2012 .

Ultrabooks concorrerão com tablets híbridos pela preferência dos usuários
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Ultrabooks concorrerão com tablets híbridos pela preferência dos usuários
Os híbridos de tablet e notebook, isto é, computadores que possuem teclado como do notebook, mas que têm tela sensível ao toque e portabilidade de tablet, devem chegar a representar 40% do mercado de tablets em 2015. “Estes tablets não passarão por uma queda de preço significativa e devem começar a aparecer mais com o lançamento do Windows 8”, prevê Golovko.

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Os tablets com tamanhos de tela mais populares, por outro lado, devem sofrer uma grande queda de preço entre o final de 2012 e o início de 2013. Quando as vendas atingirem o pico, segundo Golovko, os consumidores acompanharão uma queda de preço dos produtos de até 59%. Segundo o analista, o Kindle Fire, tablet da Amazon, é o principal exemplo de como os tablets se tornarão mais baratos, mas ainda assim eficientes, no futuro.

Serviços em nuvem mudarão mercado

Em relação aos sistemas operacionais, a Euromonitor prevê que a concorrência desenfreada entre os sistemas operacionais para smartphones deve acabar no futuro, com a disponibilidade de serviços cada vez mais baseada na nuvem.

Os aplicativos e arquivos do usuário não ficarão mais armazenados no dispositivo, mas em um servidor remoto, que pode ser acessado de qualquer dispositivo conectado à internet. “Os desenvolvedores criarão conteúdo apenas uma vez e ele será acessado em qualquer plataforma”, disse Marco Salazar, analista de mercado da Euromonitor para a América Latina, em entrevista ao iG.

Salazar se refere os aplicativos baseados em web, os web apps, que serão desenvolvidos baseados no padrão HTML5. Com isso, em vez de escrever códigos diferentes para lançar um mesmo aplicativo para a plataforma Android, iOS, Windows Phone, entre outras, ele poderá desenvolver uma página web, com recursos de aplicativo, que funcionará em qualquer dispositivo, desde que acessada por meio do navegador do smartphone. “A plataforma perderá importância porque todos poderão acessar o conteúdo de qualquer dispositivo”, diz Salazar.

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