Bancos BMG, Citibank e Panamericano sofrem com ação de hackers. Febraban, Cielo, Redecard e Banco Central também foram atacados

Depois de atacar os sites do Itaú , Bradesco , Banco do Brasil e HSBC , um grupo de hackers brasileiros vinculados ao Anonymous realizou na última sexta-feira (3) ataques contra os bancos Citibank, BMG e Panamericano. Com os ataques, os serviços de atendimento aos clientes do banco por meio do site enfrentaram lentidão na manhã e no início da tarde. O acesso ao Citibank e ao BMG está normalizado. O banco Panamericano ainda está fora do ar.

Segundo a assessoria do Citibank, o acesso ao site teria sido normalizado uma hora após o início dos problemas. A assessoria informa ainda que em nenhum momento houve problemas com a integridade dos dados ou qualquer comprometimento de informações de contas do clientes.

Momentos antes do ataque ao Citibank, o grupo de hackers anunciou um ataque ao site do Banco Central do Brasil, que ficou fora do ar por alguns momentos pouco depois das 10h da manhã. Segundo a assessoria de imprensa do Banco Central, o site enfrentou uma sobrecarga de acessos na manhã de hoje, o que gerou lentidão e instabilidade nos acessos, mas as operações e transações realizadas pelo Banco Central não foram afetadas. O site do Banco Central já voltou a funcionar normalmente.

Banco Panamericano, BMG, Cielo e Febraban também fora do ar

No início da tarde, o grupo de hackers também anunciou um ataque contra o site da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), entidade que reúne todos os bancos em operação no Brasil. Por volta de 12h45 o site da Febraban estava fora do ar. Mas o acesso foi normalizado.

As empresas de pagamentos eletrônicos Cielo e Redecard também foram atacadas à tarde e ficaram fora do ar. Em nota enviada pela assessoria, a Cielo informa que o acesso ao site foi restabelecido após ter ficado temporariamente indisponível, devido a um volume de acessos acima do normal. A companhia ressalta que seu banco de dados está protegido.

Ataques não apresentam risco a clientes

Em ataques com o objetivo de tirar sites do ar, os hackers costumam usar a técnica conhecida como DDoS. Ela consiste em sobrecarregar o servidor do site atacado com uma grande quantidade acessos simultâneos a partir de vários computadores. Um ataque DDoS não permite que os hackers acessem os dados guardados no servidor. Ele apenas tira o site do ar.

Neste tipo de ataque, os hackers não têm acesso aos sites dos clientes. Como os bancos investem muito na área de segurança, os criminosos que querem acessar contas bancárias costumam atacar os clientes dos bancos, por meio de mensagens falsas e sites que induzem o usuário a fornecer seus dados bancários. Por isso, a recomendação de especialistas de segurança é sempre evitar clicar em links suspeitos e visitar sites pouco confiáveis.

Atividade hacker pode ser punida no Brasil

Embora não haja nenhuma lei específica contra esse tipo de ação, hackers que praticam ataques DDoS contra sites de empresas públicas ou privadas podem ser responsabilizados na Justiça com base no artigo 163 do Código Penal e, se condenados, podem cumprir pena de seis meses a três anos , além de pagar multa. "A empresa precisa mensurar os prejuízos e pedir uma indenização neste valor para o agente do ataque", disse o advogado Leandro Bissoli, vice-presidente do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados, ao iG .

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