A maior quantidade de contribuições para a última versão do Linux é da Microsoft


Por Rodrigo P. Ghedin, do WinAjuda.com

Linux e Windows disputam a preferência de usuários e administradores de redes. São produtos rivais, gerenciados por filosofias diferentes. Enquanto o Windows é mantido por uma empresa e bastante fechado, o Linux é gratuito, open source e atualizado pela comunidade.



Mas afinal, o que é a comunidade do Linux? Não apenas entusiastas, acredite. Tanto que as maiores contribuições feitas no código do sistema vêm de empresas. E, veja só que curioso, o maior contribuidor do Linux 3.0, com 343 alterações no kernel do sistema, é K. Y. Srinivasan, desenvolvedor... Microsoft!

Tux com um visual a la Redmond.No total, a Microsoft fez 361 alterações no código do Linux para a versão 3.0. A título comparativo, desenvolvedores independentes contribuíram com /1085 alterações, a Red Hat fez 1000 e a Intel, 839.

Os números foram publicados num artigo (restrito por ora; a ser liberado publicamente na quinta, 21/7) do site LWN.net. Além do ranking, ele esclarece como funciona as contribuições ao Linux; códigos parados na staging area, uma espécie de quarentena para códigos que não atinjam os padrões de qualidade mínimos exigidos, são levados em conta na formulação do ranking.

Em todo caso, as contribuições de Srinivasan, a maioria delas focadas em melhorar o driver do Hyper-V para Linux, o sistema de virtualização da Microsoft, foram pequenas mas de alta qualidade. Tanto que o driver, estacionado na staging area há dois anos, está previsto para deixá-la nos próximos dias.

O estudo do LWN.net também destaca a natureza das contribuições de Srinivasan. Em vez de grandes alterações, a maioria das suas interferências foram curtas e pontuais, mudando uma linha de código. Tanto que, por outro parâmetro, o de quantidade de linhas modificadas, o desenvolvedor e a Microsoft caem para as últimas posições do ranking. Os mantenedores do Linux preferem essa abordagem mais pontual do que grandes alterações de uma só vez, prática que a Intel, por exemplo, adota e há quem diga que isso é feito para inflar as contribuições da empresa de modo a posicioná-la melhor como grande contribuidora do Linux.

Com informações do The H Open .

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