Regis McKenna diz que Cook tem tanta responsabilidade no sucesso da Apple quanto Steve Jobs

Por Bianca Hayashi, da MAC+

O guru de marketing do Vale do Silício, Regis McKenna, é um antigo amigo de Steve Jobs; tanto que foi a sua empresa que desenhou o logo da Apple em 1977. Como não poderia deixar de ser, quando McKenna fala de Jobs, o cofundador da Apple recebe todo amor e respeito. Porém, McKenna afirma que Jobs é apenas parte do sucesso da empresa e que o novo CEO , Tim Cook, não recebe os devidos créditos pelo trabalho na companhia.

Em uma entrevista ao programa de rádio The American Entrepreneur , divulgada pelo Cult of Mac , McKenna diz que Cook é tão responsável pelo que a Apple é hoje quanto Jobs. O guru diz que o sucesso da empresa não foram os produtos extraordinários, mas a construção de uma máquina lógica sincronizada que entrega estes aparelhos a milhões de pessoas em todo o mundo.

“A Apple é um negócio enorme e é preciso muito planejamento. Para vender iPads e iPhones em quantidades tão vastas, é preciso ter uma lógica de operação em massa”, disse McKenna, lembrando que, antes de Cook, esta área era um desastre na empresa. E, por isso, Cook merece mais crédito do que é dado.

Quando perguntado se Cook tem o lado artístico apurado o suficiente para substituir Jobs, McKenna diz que é difícil dizer, pois ele esteve nos bastidores por tanto tempo. Mas a Apple tem outros executivos talentosos – em especial, o chefe da área de design, Jonathan Ive –, que absorveram e fazem crescer a cultura Apple.

“A Apple não é somente uma boa companhia de logística, há um processo criativo que deve ser mantido por um bom tempo”, resume. Ele lembra que muitas empresas sobreviveram sem os seus fundadores visionários, como a Ford, a Intel e Toyota. Enquanto eles criarem CEOs dentro da empresa, elas estão a salvo; o problema é quando contratarem alguém de fora, que não segue a cultura local, citando a HP como exemplo.

McKenna diz que a HP sempre teve uma cultura empresarial forte, chamada de O Jeito HP, que se sustentou por muitos anos após a saída dos fundadores. Mas assim que a HP chamou Carly Fiorina para ser o CEO , houve uma mudança drástica. “Fiorina mudou tudo de forma dramática. As pessoas se revoltaram, porque se identificavam com a cultura anterior“, avisa. Desde então, a HP vem se desdobrando para se reconstruir internamente.

Para ouvir a entrevista completa, clique aqui .

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