William Gibson daria a primeira definição de internet global

Por Kao ‘Cyber’ Tokio

O mundo comemora hoje o Dia do Internauta. A data é uma homenagem à criação do WWW, pelo CERN, centro de pesquisa que permitiu a todo não-geek acesso garantido à troca de informações via rede digital.

O advento da WWW, por si só, já seria motivo de comemoração, mas o que tornou a data realmente digna de figurar no calendário global foi uma grande passeata, realizada em São Paulo nos anos 90, na Praça Campos de Bagatelli, após a realização do IGF-Brazil (Internet Governance Forum).

A passeata surgiu quase como um Flash-Mob, para celebrar o advento do ciberespaço e os desdobramentos sociais dele decorrentes.

A ideia de um espaço virtual coletivo já não era nova e os centros acadêmicos e militares já se utilizavam do ambiente digital para pesquisas e trocas de informações sigilosas.

Coube a William Gibson, um jovem escritor do estilo que ficaria conhecido como Cyberpunk, em 1984, definir o conceito de uma subjetividade comunitária, muito antes de sonharmos com a ideia das redes sociais como Facebook e Twitter.

“Uma alucinação consensual, vivida diariamente por bilhões de operadores legítimos, em todas as nações, por crianças a quem estão ensinando conceitos matemáticos... Uma representação gráfica de dados abstraídos dos bancos de todos os computadores do sistema humano. Uma complexidade impensável. Linhas de luz alinhadas que abrangem o universo não-espaço da mente; nebulosas e constelações infindáveis de dados”. (Neuromancer, Willam Gibson, 1984, p.48).

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