Sistema Android, do Google, é o mais visado por hackers

Desktops e notebooks não são os únicos equipamentos vulneráveis aos vírus. Estes programas maliciosos também podem atacar tablets e smartphones. E com o crescente número de pessoas que os usam no dia-dia, as tentativas de ataques tendem a aumentar nos próximos anos.

Aparelhos com Android são os mais visados por hackers
Reuters
Aparelhos com Android são os mais visados por hackers

Para piorar esta situação, segundo o relatório do Centro Juniper de Ameaças Globais de Rede, somente 4% dos dispositivos móveis usam algum tipo de proteção contra possíveis ataques.

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Algumas dicas podem ajudar a evitar esse tipo de problema no seu aparelho. Confira a seguir algumas delas.

Sinais de um aparelho infectado

Os sintomas mais comuns de smartphones infectados são baterias novas que descarregam rapidamente e tentativas automáticas de conexão com outros aparelhos via Bluetooth. Outra forma de se perceber é ficar de olho na conta do celular: valores muito acima do normal ou créditos de pré-pago que acabam repentinamente podem indicar que o aparelho está infectado.

Alguns vírus enviam mensagens de SMS sem o consentimento do usuários para compra de produtos ou com links maliciosos. Por isso, ficar de olho nas mensagens SMS também é uma boa forma de monitorar o seu celular.

Por isso, sempre fique atento à quantidade de dados usados nas conexões 3G/Wi-Fi e observe se o aparelho está atipicamente lento. Ambos os casos não são um atestado de infecção, mas são um sinal de alerta.

Use um antivirus

Grandes empresas de segurança, como Kaspersky, Symantec e McAfee, têm soluções de segurança para Android. O único ponto negativo de instalar um desses programas é que eles normalmente consomem bastante memória, o que pode ser um problema principalmente em smartphones mais básicos.

Se quiser instalar um desses, prefira aplicativos de empresas conhecidas. Uma das táticas usadas por hackers é justamente inserir vírus em falsos aplicativos de segurança. Alguns dos bons aplicativos criados por empresas pouco conhecidas são Lookout e o NetQin Mobile Antivirus.

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Instale somente aplicativos de fontes confiáveis

Por ser de código aberto e fornecer uma vasta lista de aplicativos não verificados no Google Play, o Android é o sistema operacional mais atacado. O sistema do Google permite baixar aplicativos de qualquer site, e não somente da loja Google Play. Isso aumenta ainda mais o risco de aplicativos maliciosos.

Mesmo na Google Play é necessário tomar cuidado, pois a verificação dos aplicativos é muito superficial. Ao baixar um aplicativo, verifique se ele é de uma empresa confiável. Se o nome do desenvolvedor for desconhecido, veja os comentários do aplicativo e acesse o site da empresa.

Preste muita atenção ao nome do aplicativo baixado. Muitos aplicativos maliciosos têm nomes parecidos com os de programas populares, justamente para confundir usuários menos atentos.

Quem tem um iPhone não precisa se preocupar tanto. A verificação na App Store é muito rigorosa e não se tem notícia de problemas em grande escala com vírus. Já quem fez jailbreak no seu iPhone tem que ficar mais alerta, pois existem algumas ameaças que rodam nesses aparelhos. Sistemas como Symbian, Windows Phone e BlackBerry também não são 100% seguros, mas o risco é muito menor do que no sistema Android.

Apague o histórico de navegação e cookies

Além de ser útil no caso de perdas e roubo do celular, apagar o histórico de navegação e cookies faz com que o usuário reduza sua exposição a riscos. Caso o aparelho seja infectado por meio do navegador, o vírus não encontrará nenhuma informação pessoal no browser.

Mantenha o sistema operacional atualizado

Assim como nos computadores, manter o sistema operacional sempre com suas últimas atualizações garante um dispositivo móvel mais seguro. Evite instalar as cooked ROMs (sistemas operacionais personalizados) se não souber exatamente sua origem e qual seu conteúdo.

Desligue o Bluetooth

Quando não estiver transferindo algo para outro aparelho ou usando um periférico compatível com esta tecnologia (por exemplo, fones de ouvido sem fio), desative o Bluetooth do dispositivo móvel. Essa tecnologia pode ser usada para transmitir vírus.

Não compartilhe o cartão de memória

O cartão de memória funciona basicamente como um pen-drive. E, da mesma forma, pode infectar ou ser infectado caso passe de um aparelho para outro. Por isso, evite ao máximo colocá-lo em outros smartphones ou tablets.

Em último caso, restaure o aparelho

Para quem não tem muitos aplicativos instalados e personalizações (toques, panos de fundo e estilo de interface), a melhor coisa a se fazer caso o aparelho esteja infectado é dar um "hard reset", ou seja, restaurar as configurações de fábrica do aparelho. Assim, todo tipo de vírus e malware será removido.

O procedimento do hard reset varia de um aparelho para o outro. Consulte na internet ou no manual de seu aparelho como isso pode ser feito. Não se esqueça de remover o cartão SIM e o de memória para que estes não sejam também formatados.

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