Relógio de pulso do futuro funciona integrado com iPhone e Android

Empreendedores criaram Pebble em apenas seis meses e já arrecadaram quase R$ 20 milhões para financiar produção

Claudia Tozetto, iG São Paulo |

Dois empreendedores do Vale do Silício, nos Estados Unidos, criaram um relógio de pulso que funciona integrado com o iPhone e smartphones com o sistema operacional Android. Chamado de Pebble (pequena pedra esculpida pela água, em inglês), o novo relógio tem design elegante e permite ver notificações e controlar o smartphone por meio de sua tela de 1,26 polegada. Os dois aparelhos se mantêm sincronizados por meio de uma conexão Bluetooth.

Tela de tinta eletrônica do Pebble mostra notificação de novas mensagens recebidas via e-mail. Foto: DivulgaçãoUsuário pode acessar aplicativos no Pebble, como para monitorar a distância percorrida e velocidade ao andar de bicicleta. Foto: DivulgaçãoPublicidadePebble é fabricado em diversas cores e permite customizar exibição do horário na tela inicial. Foto: DivulgaçãoAplicativos de tocadores de MP3 podem ser controlados por meio do relógio de pulso. Foto: DivulgaçãoUsuário pode configurar Pebble para mostrar informações sobre o clima na tela inicial. Foto: DivulgaçãoPebble pode informar o horário por extenso, para facilitar a leitura. Foto: DivulgaçãoDesenvolvedores podem criar aplicativos específicos para o Pebble, como este que permite gerenciar partidas de golfe. Foto: Divulgação

A proposta do novo produto fez tanto sucesso que, quatro meses antes de entregar as primeiras unidades, os criadores do Pebble, Andrew Witte e Eric Migicovsky, já receberam encomendas de 85 mil Pebbles pela internet. "Nós estávamos tentando arranjar dinheiro para fabricar mil Pebbles, mas a demanda nos obrigará a produzir muito mais. Aumentar a escala de fabricação é o maior desafio", disse Rahul Bhagat, diretor de operações da Pebble Technology, ao iG.

Os fundadores da empresa começaram a desenvolver o Pebble em setembro de 2011. O projeto começou depois que a Apple liberou a versão 5 do iOS. "Na nova versão, o iOS passou a permitir que outros dispositivos 'rodassem' um aplicativo em segundo plano no iPhone", diz Bhagat. A explosão de vendas de dispositivos com Android, sistema que também oferece o recurso, foi o impulso final para que Witte e Migicovsky investissem no Pebble.

Quando o produto ficou pronto, no início de 2012, os fundadores decidiram buscar dinheiro com doadores para viabilizar a produção. Eles cadastraram o Pebble no site Kickstarter, plataforma usada para arrecadar fundos para projetos, há cerca de um mês. A meta inicial era de arrecadar cerca de R$ 199 mil (US$ 100 mil) em 30 dias, o suficiente para colocar as primeiras unidades do produto no mercado.

Hoje (18), os fundadores do Pebble recebem o dinheiro arrecadado, só que em uma quantidade muito superior a que imaginavam: em 30 dias, eles conseguiram mais de R$ 19 milhões (US$ 10 milhões) com a ajuda de 68,5 mil doadores. Para Bhagat, o sucesso do produto é fruto de uma aposta inovadora. "Vestir tecnologia torna muito mais simples o dia a dia das pessoas", diz Bhagat. "Agora temos dinheiro para desenvolver novas versões do Pebble no futuro."

Um relógio de pulso conectado

Para usar o Pebble, o usuário do iPhone ou smartphone com Android precisa baixar um aplicativo por meio da loja oficial. Este aplicativo rodará em segundo plano e importará notificações, atualizações e a base de código necessária para interagir com outros aplicativos instalados no smartphone, como de controle de atividades físicas ou tocadores de MP3. Confira no vídeo abaixo (em inglês) como o Pebble funciona:

O kit de desenvolvimento de aplicativos (SDK) do Pebble ainda não está pronto, mas Bhagat afirma que um simulador será lançado em agosto. A partir de então, qualquer desenvolvedor poderá criar aplicativos para smartphones que funcionem integrados com o Pebble. Eles serão oferecidos por meio de uma loja de aplicativos própria, chamada Watchapp Store - ela pode ser acessadas por meio do próprio aplicativo do Pebble para iPhone e Android.

O produto, no entanto, não suporta aplicações com gráficos complexos, já que usa tela com tecnologia de tinta eletrônica (e-ink, a mesma usada na tela do e-reader Kindle, da Amazon) e exibe imagens apenas em preto e branco. Os aplicativos podem receber dados por meio do smartphone, mas também poderão enviar dados diretamente para a web. O produto possui acelerômetro, que pode fornecer dados para os aplicativos criados. No caso do GPS, o relógio de pulso importa os dados do smartphone.

De acordo com Bhagat, o Pebble será vendido por meio de uma loja online própria e em lojas físicas e virtuais de parceiros, mas a estratégia de distribuição do produto ainda não está 100% definida. "Temos que cumprir as encomendar acordadas por meio do Kickstarter, para depois começarmos a vender mais unidades do produto." Ao chegar às lojas dos EUA no final de 2012, o Pebble deve custar cerca de R$ 300 (US$ 150).

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