Saiba como escolher um tablet

Tela, processador e memória são alguns dos itens a serem observados

André Cardozo , iG São Paulo | - Atualizada às

O mercado de tablets está cada vez mais aquecido no Brasil. Segundo dados da Gfk referentes ao período entre janeiro e agosto deste ano, as vendas de tablets cresceram mais de 200% em um ano  em comparação ao mesmo período do ano passado. Analisando um período diferente, o IDC também registra o crescimento do mercado de tablets no País. 

Veja testes do MemoPad HD7 , DL i-Style , Galaxy Note 8.0 e outros tablets

Esses aparelhos devem estar entre os itens mais procurados no Natal. Mas escolher o tablet ideal é muito mais do que reparar apenas no tamanho da tela. Itens como processador e memória também devem ser considerados na hora da compra. A seguir, o iG traz um guia para ajudá-lo a escolher seu tablet. Confira.

Veja tablets atualmente à venda no Brasil

Preço

De modo geral, o mercado brasileiro tem tablets de três categorias. Aparelhos básicos, com preços inferiores a R$ 500, costumam economizar na memória e trazer o necessário apenas para as tarefas mais básicas. É nesse segmento que estão muitos tablets de empresas como DL, Foston, Newlink, SpaceBR e outras.

No segmento intermediário, de aparelhos até R$ 1.000, estão os tablets com melhor relação entre custo e benefício. Esses aparelhos têm configuração mais robusta e tela de melhor qualidade. Entre os aparelhos desta categoria estão o Positivo Mini, o MemoPad HD7, da Asus e o Slate 7, da HP.

Os tablets acima de R$ 1.000 são os mais poderosos. É nesta categoria que estão o iPad, o iPad Mini e os aparelhos da linha Galaxy Note. O investimento nesse caso vale mais para quem é fã de games ou pretende usar outros aplicativos "pesados", que consomem muita memória.

Sistema

O Android , sistema criado pelo Google e presente em tablets de vários fabricantes, é o líder disparado no mercado brasileiro de tablets. O sistema tem boa quantidade de aplicativos, mas exige que o usuário tenha cautela ao baixar novos programas devido à incidência cada vez maior de vírus.

André Cardozo/iG
Sistema Android é o mais popular no mercado brasileiro de tablets

Alguns poucos tablets ainda são vendidos com versões 2.3 do Android, mas esses aparelhos devem ser evitados. Caso escolha o Android, prefira um tablet com versão 4.0 ou superior.

A versão mais moderna do Android atualmente é a 4.4 (KitKat), mas ela ainda não chegou aos tablets vendidos no Brasil.

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Em termos visuais, há poucas diferenças entre as versões 4.0, 4.1, 4.2 e 4.3 do Android. Os principais recursos também são os mesmos. 

A segunda opção entre os sistemas para tablets é o iOS, o sistema do iPad. O iOS é um sistrema fácil de usar e com aplicativos de excelente qualidade. O iPad tem também as melhores lojas de vídeo e música em relação aos concorrentes.

De modo geral, o iPad e seu irmão menor, o iPad Mini, são opções de excelente qualidade para quem tem mais dinheiro para gastar. O ponto negativo é que, ao optar pelo iOS, o usuário fica "preso" ao que a Apple tem para oferecer. Aplicativos, músicas e vídeos baixados nas lojas da empresa não podem ser transferidos para outros sistemas. Vale ressaltar que as versões mais modernas do iPad (iPad Air e iPad Mini com tela Retina) ainda não são vendidas no Brasil.

Uma terceira opção na área de tablets é o Windows 8, que tem uma versão feita apenas para tablets com o nome de Windows RT. Mas os principais aparelhos com esse sistema, como o Surface 2 e o Lumia 2520, não são vendidos no Brasil.

Tela

A maioria dos tablets vendidos no País tem telas de sete polegadas. Com uma tela desse tamanho, o aparelho tem uma boa área para ver filmes e navegar na web e, ao mesmo tempo, é pequeno o suficiente para caber na bolsa e ser usado no ônibus ou metrô.

Um pouco acima do tamanho de sete polegadas há os tablets intermediários, como o iPad Mini (7,85 polegadas) e o Galaxy Note 8.0 (8 polegadas). O terceiro segmento é formado por tablets com telas na casa de 10 polegadas, como o iPad e o Galaxy Note 10.1. Este tipo de aparelho costuma ser mais adequado para uso doméstico.

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Um aspecto importante para observar na tela é a resolução. Tablets muito básicos costumam ter resolução de 800 x 480 ou próxima disso. O resultado são imagens serrilhadas e com pixels visíveis. Se puder, escolha um tablet com pelo menos 1.024 x 600 de resolução (alguns modelos intermediários já têm resolução de 1.280 x 800). 

Outro aspecto importante da tela é o ângulo de visão. Alguns tablets intermediários têm telas com tecnologia IPS. Essa tecnologia aumenta o ângulo de visão e permite ver imagens com mais clareza mesmo com o tablet inclinado. Mas características como ângulo de visão e brilho não podem ser observadas apenas lendo as especificações. O ideal antes de comprar um tablet é ir até uma loja e observar esse tipo de detalhe com o aparelho nas mãos. 

Processador e memória

Com relação ao processador, não há muito mistério. Quanto mais núcleos e mais velocidade, melhor. Tablets muito básicos costumam vir com processadores de um núcleo, mas a maioria dos aparelhos de fabricantes mais tradicionais já vem com chips de dois núcleos. Tablets mais sofisticados têm processadores de quatro núcleos. A velocidade não varia muito, ficando entre 1 GHz e 1,8 GHz.

Um item que costuma ser insuficiente em tablets mais baratos é a memória RAM. Eles costumam trazer 400 MB ou menos de memória. Para usar os recursos do tablet com alguma folga, o ideal é optar por um modelo com pelo menos 1 GB de RAM, valor já encontrado em tablets intermediários. 

Armazenamento

André Cardozo/iG
Muitos tablets vêm com entrada para cartão de memória microSD

Alguns tablets mais baratos vêm com 4 GB ou menos de armazenamento interno. Esse valor é até suficiente para instalar alguns aplicativos básicos, como Facebook, Twitter e outros.

Mas pode ser insuficiente caso o comprador realmente goste de instalar muitos aplicativos ou seja fã de games. Jogos básicos costumam ocupar cerca de 100 MB e não são poucos os jogos que já chegam a 1 GB ou mais.

Vale ressaltar que o Android não permite instalar aplicativos em cartões de memória. Assim, mesmo em tablets que tenham entrada para cartão, apenas a memória interna poderá ser usada para instalar aplicativos (o cartão é usado basicamente para guardar músicas, filmes, fotos e outros tipos de conteúdo).

Por essas razões, um valor de 8 GB de memória interna é o mínimo desejável para quem quer instalar aplicativos sem preocupação de espaço. 

Conexões

A conexão Wi-Fi (padrões 802.11 b/g/n) é obrigatória em qualquer tablet. Alguns modelos vêm também com conexão 3G, mas esse recurso encarece o aparelho e não é tão útil em tablets. Quem tem também um smartphone pode simplesmente compartilhar a conexão 3G do celular e usá-la no tablet. 

Outra conexão obrigatória e também útil é o Bluetooth, usada para sincronizar teclados, fones de ouvido e outros acessórios sem fio. Já conexões mais específicas, como NFC e DLNA, não costumam ter muita utilidade na maioria dos casos.

No quesito portas, além da obrigatória microUSB para carregar bateria e transferir arquivos, alguns tablets vêm também com uma porta microHDMI. Por meio dela é possível exibir em TVs o conteúdo guardado no tablet. 

Câmera

De modo geral, câmeras de tablets são inferiores a câmeras de smartphones. Mesmo em aparelhos de ponta, como o iPad Mini e o Galaxy Note 8.0, elas não passam dos 5 megapixels e costumam ter bom desempenho apenas em imagens com boa luz natural. 

Assim, a câmera traseira de tablets costuma ser mais útil em situações que não exigem muita qualidade de imagem, como registrar slides de uma apresentação, por exemplo. A maioria dos tablets no mercado têm duas câmeras, uma frontal para uso com Skype e outros aplicativos de chat com vídeo, e uma traseira para fotos. Mas entre os modelos básicos ainda há alguns aparelhos com apenas uma câmera.

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