Categoria ganha força com relógio da Apple e sistema Android Wear, do Google

O conceito de relógios de pulso que vão além de simplesmente mostrar as horas existe desde os anos 1940, quando o personagem Dick Tracy usava seu relógio também como comunicador. Nos anos 1960, os filmes de James Bond mostraram relógios com recursos ainda mais avançados e, nas décadas seguintes, inspiraram projetos isolados de relógios de pulso mais sofisticados.

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Mas o início da atual categoria de relógios inteligentes pode ser creditado a uma pequena startup americana. Quando a Pebble iniciou uma campanha de financiamento coletivo para criar seu primeiro relógio, em abril de 2012, pouca gente imaginava que uma nova categoria de dispositivos estava sendo criada. Mas o sucesso do relógio Pebble, lançado em janeiro de 2013, despertou as grandes empresas de tecnologia para esse mercado.

A seguir, você encontra as respostas para as perguntas mais comuns em relação a relógios inteligentes.

O que são relógios inteligentes?

Relógios inteligentes são uma categoria de relógios que se comunicam com o celular, exibem mensagens (SMS, e-mails e notificações de redes sociais) e rodam aplicativos muito simples. Esses relógios também costumam ter sensores para monitorar atividades físicas e o sono do usuário.

Muitos relógios inteligentes também possuem microfone e alto-falante. Assim, é possível realizar chamadas telefônicas sem tirar o celular do bolso, usando o relógio para falar e ouvir a voz de quem está na linha. Os relógios Galaxy Gear e Gear 2, da Samsung, têm também câmeras e podem tirar fotos e gravar vídeos curtos.

Como funcionam os relógios inteligentes?

Os relógios usam a conexão Bluetooth para sincronizar informações com o smartphone. Em alguns casos, a tecnologia NFC é usada para facilitar a configuração inicial. Para configurar o relógio, o usuário baixa um app para seu celular. É por meio desse app que o usuário pode baixar novos aplicativos para o relógio e gerenciar quais tipos de mensagem serão exibidas nele, entre outras funções.

Como qualquer dispositivo eletrônico mais elaborado, os relógios inteligentes também rodam algum tipo de sistema operacional. Entre os sistemas usados estão versões do Linux, Android e Tizen. 

O mais recente sistema para relógios inteligentes é o Android Wear, do Google. Com o Android Wear, o Google pretende criar uma plataforma comum para smartphones, de modo similar ao Android para celulares e tablets. O relógio da Apple usa um sistema próprio da empresa.

Quais são os relógios inteligentes atualmente no mercado?

Veja os relógios que estão no mercado ou chegarão em breve, por fabricante:

Samsung:

Galaxy Gear - Lançado no fim de 2013, com sistema Tizen, ainda pode ser encontrado por cerca de R$ 700. Veja o teste do Galaxy Gear .

Gear 2 - Lançado em março deste ano, é a versão atualizada do Galaxy Gear. Tem sistema Tizen e custa cerca de R$ 1.000.  Veja o teste do Gear 2 .

Gear Live - primeiro relógio da Samsung com sistema Android Wear. Começa a ser vendido até o fim do ano. Saiba mais sobre o Gear Live .

Gear S - Lançado na IFA 2014, tem entrada para chip 3G e dispensa celular para fazer chamadas e acessar a internet. Chega ao mercado até o fim do ano. Saiba mais sobre o Gear S

LG

G Watch - primeiro relógio com Android Wear a chegar ao Brasil, por R$ 700. Saiba mais sobre o G Watch. Saiba mais sobre o G Watch

G Watch R - apresentado durante a IFA 2014, o G Watch R tem configuração similar ao G Watch, mas traz tela redonda e visual mais elegante. Saiba mais sobre o G Watch R .

Sony

SmartWatch 2 - relógio com versão própria do Android que custa cerca de R$ 1.000. Veja o teste do SmartWatch 2 .

SmartWatch 3 - Anunciado na IFA 2013, tem visual semelhante ao SW2, mas roda Android Wear. Saiba mais sobre o SmartWatch 3

Motorola

Moto 360 - apresentado na semana passada, o Moto 360 tem design circular e roda Android Wear. Saiba mais sobre o Moto 360 .

Asus

ZenWatch - relógio com Android Wear e pulseira curva que contorna o pulso. Saiba mais sobre o ZenWatch .

Apple

Apple Watch - relógio com tela retangular, vendido em dois tamanhos de tela (1,5 e 1,65 polegada) e com uma variedade de pulseiras. Chega somente em 2015 por US$ 349. Saiba mais sobre o Apple Watch .

Além desses, outras opções no mercado são o Pebble Steel (US$ 249 nos EUA), versão mais recente do Pebble com pulseira de metal, e o Toq, da Qualcomm (US$ 349 nos EUA).

Já chegou a hora de comprar um relógio inteligente?

Para a maioria dos usuários, a resposta atualmente é não. A categoria ainda é muito nova e há muitas questões a serem resolvidas, como compatibilidade com celulares, experiência de uso e utilidade dos aplicativos. Além disso, muitos relógios inteligentes não são tão confortáveis quanto relógios comuns e precisam de recarga de bateria com frequência.

Gosto de novos gadgets e quero comprar mesmo assim. Quais os aspectos devo observar?

Em primeiro lugar, a compatibilidade, já que relógios inteligentes não são compatíveis com qualquer celular. Os relógios Galaxy Gear, Gear 2 e Gear S, por exemplo, funcionam apenas com alguns modelos da Samsung.

Em tese, relógios com sistema Android Wear são compatíveis com qualquer celular com versão 4.3 ou superior do Android. Mas os relógios acabam de chegar ao mercado e é cedo para saber se pode haver problemas com algum modelo específico de smartphone. Por isso, antes de comprar o relógio, visite o site do fabricante e certifique-se de que ele é compatível com seu celular.

Já o relógio da Apple, como esperado, é compatível apenas com iPhones.

Quem tem um smartphone com Windows Phone não tem muito o que fazer, já que não há relógios de grandes fabricantes compatíveis com esse sistema. 

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Outro aspecto a ser considerado é o tipo da tela. Alguns relógios, como o Pebble, usam telas com tecnologia de tinta eletrônica (E-Ink), a mesma usada em e-readers. Isso significa que a tela não é colorida, exibindo apenas tons de cinza. Por outro lado, a tela de E-Ink consome pouquíssima energia, o que resulta em uma duração de bateria de algumas semanas, e é claramente visível mesmo sob sol forte.

Os relógios lançados por grandes fabricantes de eletrônicos usam telas de LCD ou OLED, tecnologias também usadas em smartphones. Isso garante telas com bom nível de brilho e cores vivas, mas o consumo de bateria é maior e a visilidade sob sol forte tende a ser prejudicada. De modo geral, relógios com essa telas precisam ser recarregados a cada 2 ou 3 dias.

No meio do caminho entre as tecnologias E-Ink e LCD/OLED está a Mirasol, da Qualcomm. Usada no relógio da empresa, o Toq, ela permite que os relógios tenham telas coloridas, mas com textura opaca, similar a um desenho colorido em papel. Assim, as telas Mirasol ficam acima das telas E-Ink e abaixo das telas LCD/OLED no quesito cor e brilho. Como as telas E-Ink, as telas Mirasol também podem ser vistas com nitidez sob sol forte.

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