iG teve acesso aos laboratórios da empresa, em Chicago (EUA). Salas de descanso, engenheiros treinados e máquinas destruidoras chamaram atenção em tour

Nova sede da Motorola ocupa o tradicional prédio do Merchandise Mart, em Chicago
Patrícia Moraes/iG
Nova sede da Motorola ocupa o tradicional prédio do Merchandise Mart, em Chicago


No dia 4 deste mês, no lançamento dos novos Moto X, Moto G e Moto 360 , a Motorola abriu as portas da sede global da empresa, em Chicago (EUA). Na ocasião, pela primeira vez, jornalistas do mundo todo puderam conhecer algumas das instalações onde celulares e acessórios são desenvolvidos e testados.

55 mil metros quadrados

A nova sede da Motorola foi inaugurada oficialmente em abril deste ano, no antigo prédio Merchandise Mart, construído na década de 1920 e que no passsado já pertenceu à família Kennedy.

São mais de 55 mil metros quadrados de área total, incluindo espaços de descanso, com sofás, bebidas, snacks e doces gratuitos para todos os funcionários, e sala de jogos. À beira do Chicago River, o edifício todo envidraçado proporciona uma das melhores vistas da cidade.

Engenheiros simpáticos e treinados

Durante a visita, os engenheiros da empresa apresentaram seus locais de trabalho e demonstraram suas atividades aos jornalistas. Houve quem se surpreendesse com a desenvoltura e a linguagem fácil dos engenheiros, muitos do renomado MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Mas tudo foi muito bem ensaiado: por uma hora durante alguns dias, os técnicos foram submetidos a aulas de preparação para aprender como se portar com a imprensa. "Aqui é um lugar muito legal porque transformamos ideias e simples objetos em realidade", comentou um funcionário ao demonstrar as peças internas do relógio inteligente Moto 360.

Além do papo descontraído, os visitantes puderam ver de perto os diversos materiais que compõem o acessório e entender um pouco mais do conceito de cada criação. "Conseguimos o melhor formato para o relógio porque concluímos que relógios têm de ser redondos", falou um funcionário ao comparar com os displays quadrados da concorrência. Uma réplica de pulso humano foi usada para demonstrar o caimento perfeito do modelo.

Máquinas destruidoras

Durante o tour, tipos diversos de máquinas destruidoras também chamavam a atenção: enquanto uma derrubava inúmeras vezes um aparelho para testar as avarias outra riscava o display de um smartphone: tudo faz parte do controle de qualidade dos produtos

Em outra sala, um estúdio de som foi criado para testar o comando de voz dos celulares. No local, um boneco de plástico fica com um celular preso à cabeça enquanto ruídos soam ao redor, criando um ambiente idêntico ao real, no qual os consumidores utilizam seus aparelhos em meio a buzinas, motores de carros e pessoas conversando. 

Momento nostalgia

A nova sede da Motorola abriga ainda um pequeno museu, que, levando em conta a longa história da empresa, funciona como um pequeno túnel do tempo pela história dos celulares. Nas prateleiras estão os pioneiros celulares StarTac, modelos da linha Razr (sucesso no início dos anos 2000) e modelos mais recentes de smartphones, como o Droid. 

* A jornalista viajou a Chicago a convite da Motorola

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