Apesar de menor probabilidade de aplicativos maliciosos, iPhone e outras plataformas não estão livres de malware

Número de ataques de vírus em Android cresce mais do que em outras plataformas
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Número de ataques de vírus em Android cresce mais do que em outras plataformas
Os smartphones com sistema operacional Android, desenvolvido pelo Google, estão na mira dos vírus e outros softwares maliciosos que tentam invadir dispositivos móveis.

“No ano passado, registramos mais ataques para Android do que o Symbian teve nos últimos três anos”, diz Dmitri Bestuzhev, diretor de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina. No último ano, segundo dados da empresa, o número de vírus e outras ameaças para Android registrou alta de 65%.

Nos últimos seis meses, o Android também aumentou sua fatia na quantidade de vírus para smartphones. Dados da Kaspersky mostram que, em março de 2011, o Android era alvo de 1,4% de todo o malware criado para dispositivos móveis.

Em setembro de 2011, a participação do sistema operacional do Google no total de ameaças saltou para 21,2%. “As ameaças para Android estão explodindo de uma maneira que está surpreendendo até as empresas de segurança”, diz Fábio Assolini, analista de malware da Kaspersky para o Brasil. A maioria dos vírus para Android são criados na China e na Rússia .

Uma das vantagens do Android, o código aberto, é também o motivo para tantos ataques. Como qualquer desenvolvedor pode disponibilizar seus aplicativos por meio do Android Market, loja virtual de aplicativos do Google, sem que ninguém verifique sua autenticidade. Assim fica fácil disponibilizar aplicativos similares aos legítimos, mas com código malicioso embutido.

“O sistema de procedência do Android permite que invasores criem e distribuam malware livremente”, diz Carey Nachenberg, vice-presidente da Symantec, em relatório recente sobre segurança em dispositivos móveis.

Só neste ano, o Google já removeu mais de 50 aplicativos com vírus do Android Market. Os aplicativos exploravam vulnerabilidades das versões 2.2 e anteriores e o Google bloqueou a conta dos desenvolvedores que os registraram e enviou uma atualização de software a todos os aparelhos que armazenavam esses aplicativos, de modo a remover o vírus responsável por enviar informações do usuário para os criminosos.

Outras plataformas não são imunes

Além do Android, a plataforma Java também é uma das líderes em ataques virtuais. Com aplicativos maliciosos desenvolvidos em Java, os cibercriminosos têm um amplo espectro de aparelhos que podem ser atacados, inclusive de celulares comuns que ainda representam mais de 70% dos dispositivos móveis vendidos em todo o mundo.

Android têm mais vulnerabilidades de segurança do que iPhone, segundo dados da Symantec
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Android têm mais vulnerabilidades de segurança do que iPhone, segundo dados da Symantec
Quem possui smartphones com sistemas operacionais diferentes, no entanto, também deve se preocupar. É grande o número de ameaças com foco em aparelhos com sistema operacional BlackBerry e Symbian, apesar dos testes realizados por estas empresas para vetar aplicativos com código malicioso.

“O Windows Phone deve ter uma parcela significativa do mercado de smartphones no futuro, então pode se tornar também um alvo”, diz Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil. O Windows Phone é a aposta da Microsoft no mercado de smartphones.

Assim como o MacOS, nem o iPhone está imune aos vírus. De acordo com a Symantec, a empresa já descobriu 200 vulnerabilidades no sistema, mas o sistema de segurança da Apple tem se revelado, em grande parte, resistente aos ataques. “O modelo de isolamento do iOS evita totalmente os tipos tradicionais de vírus e worms”, diz Nachenberg, no relatório.

Richard Marko, CEO mundial da Eset, concorda. “No momento não há ameaças significativas para iPhone e iPad, mas isso não significa que a plataforma seja 100% segura”, disse ele ao iG . Os aparelhos com sistema da Apple, de acordo com os especialistas, ainda estão sujeitos aos ataques por meio de páginas web e envio de arquivos infectados por e-mail. “É uma questão de tempo até que outras plataformas sejam atacadas com sucesso”, diz Marko.

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